sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Medo impera

Outro problema da imprensa: medo!
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Ontem, 30 de agosto, marcou 19 anos da “Batalha do Iguaçu”, quando milhares de professores da rede estadual de ensino foram protestar contra o Governo do Estado em frente ao Palácio do Iguaçu, sede do Governo em Curitiba.
No local, forma recebidos com violência pela Polícia Militar, autorizadas pelo então governador Álvaro Dias, hoje senador. Os professores estavam em greve faziam 55 dias.
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O Jornal de Londrina de hoje publicou um texto-legenda para lembrar do protesto ocorrido, até porque os professores marcaram a data da “batalha” realizando ontem uma manifestação em algumas localidades, inclusive em Londrina. Era o Dia de Luto e Luta dos Educadores Paranaenses, que deixou 500 mil alunos sem aulas em todo o Estado.
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A falha do jornal: não dizer quem era o governador da época. O mesmo pecado foi cometido pela Tribuna do Norte, de Apucarana, e pela Rádio Paiquerê AM de Londrina, que fez uma reportagem com os professores, via Carlão Oliveira, mas não disse quem era o governador que autorizou a PM a bater.
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Exceção, porém, à Gazeta do Povo e à Folha de Londrina, que também abordaram o assunto mas disseram quem era o governador.
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Parabéns à Gazeta e à Folha, de novo! É a segunda congratulação de hoje pela postura da Folha...

Cadê o empenho?

Ontem tratamos da falta de empenho da imprensa de Londrina e do Paraná para investigar e divulgar a relação dos postos de combustíveis que estavam passando a perna no consumidor.
Falta empenho sim, mas hoje a Folha de Londrina, para a minha grata surpresa, publicou a lista.
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Parabéns à Folha pela iniciativa – que faltou ontem.
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Aproveitando a brecha, veja a relação dos postos publicada pelo jornal.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

A Imprensa e a Medusa

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná realizou ontem uma megaoperação, o “Medusa 3”, através da qual foram presos 14 donos de postos de combustíveis de Londrina e região, que estavam sendo denunciados por formação de cartel, alinhamento de preços, sonegação fiscal, corrupção, estelionato e crime econômico, entre outros crimes.
A imprensa toda esteve lá cobrindo. Rádio, jornal e TV. Mostraram algumas prisões e entrevistas com policiais e a coletiva do secretário Luiz Fernando Delazari.
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De novo, porém, a imprensa ficou devendo. Por que não entrevistaram os outros donos de postos de combustíveis que dizem terem sofrido ameaças do bando agora preso? Os depoimentos deles não eram importantes para as pessoas?
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Além desse papelão, a imprensa também pisou na bola ao não divulgar o nome dos postos de combustíveis cujos donos estavam sendo denunciados e presos. Divulgaram apenas o nome dos detidos, mas para o consumidor, é mais importante saber quais são os postos que o estavam enganando.
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Hoje de manhã, algumas emissoras de rádio de Londrina receberam cartas e mensagem por email de ouvintes pedindo a relação dos postos, e ninguém sabia informar.
Fernando Brevilheri, comentarista da Rádio Paiquerê AM, leu algumas dessas mensagens e simplesmente disse que a polícia não forneceu o nome dos estabelecimentos.
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Parece que a imprensa de hoje em dia apenas reproduz o que os outros falam. Como já disse em post anterior, infelizmente acabou o chamado “jornalismo investigativo”, tão comum nas décadas de 50 e 60, por exemplo. Uma pena!
***Não era o caso de ficar esperando a polícia dar o nome aos bois! Era o caso, sim, de os repórteres irem atrás investigar, levantar o nome dos postos para depois mostrar para seus ouvintes, leitores e telespectadores. Mas ficaram na mamata, apenas reproduzindo o que as autoridades lhes forneciam.

O agente corruptor

Depois de 16 anos de política, posso afirmar com grande convicção que o povo é mais corrupto que os políticos. Aliás, fazemos jus àquela máxima de que os políticos são a nossa imagem e semelhança.
Isso vale para o Brasil e para o mundo!
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Já cansei de ver, ouvir e me contarem de situações contraditórias, imorais e antiéticas praticadas pelos cidadãos. São inúmeras pessoas que chegam nos gabinetes pedindo dinheiro aos políticos para resolverem suas situações particulares. Em troca, esses desalmados oferecem "tantos" votos na eleição.
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Pessoas encostam no político pedindo um aparelho de DVD e querem pagar isso oferecendo 5 votos. Uma outra, acompanhada da filha, vai lá e quer uma passagem de avião para Paris, ida e volta, para ela e para filha, e em troca dá 8 votos. Outra, que quer ser advogada (olhe só!), quer passar no concurso da OAB e pede pro político dar um "jeitinho"...
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E assim o mundo vai tocando a sua vida, e infelizmente sem as Redações da mídia se atentarem para tamanhos descalabros morais que partem do próprio povo. Eu mesmo já fiz essa sugestão de pauta para alguns veículos, mas nada.***Comportamentos do gênero tem um nome: corrupção ativa. Quem tenta corromper é corruptor ativo. É o grande vilão da moralidade!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Coração de político

Um dos ícones do Mensalão, o ex-deputado federal José Janene (PP), paranaense de Londrina, não deixa de freqüentar as rodas políticas de Brasília e continua a articular muito pelos bastidores do poder, apesar de se encontrar, em tese, com problemas no coração, inclusive com recomendação médica para se afastar das atividades políticas.
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O Jornal de Londrina, numa matéria sobre a inclusão de Janene na lista dos 40 denunciados pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, não lembrou este fato, até mencionado esta semana mesmo pelos principais jornais do país, incluindo a Folha de S. Paulo.
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No JL, Janene alega que deixou a política por problemas de saúde, mas a Folha de S. Paulo constatou que semana passada mesmo o ex-deputado esteve no Congresso Nacional participando de importantes articulações do seu partido.
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Faltou ao JL a menção a este fato.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

De todos, sem distinção

O Jornal de Londrina de ontem publicou algumas contas dos deputados federais que têm base eleitoral em Londrina. A matéria focava a moralidade da transparência pública.
Dos quatro, apenas Alex Canziani (PTB) e Barbosa Neto (PDT) apresentaram os valores solicitados pela repórter Stella Meneghel. Faltaram as do André Vargas (PT) e Luiz Carlos Hauly (PSDB), que não explicaram por que não repassaram os números.
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Mas tem uma questão maior: como (e)leitor londrinense, gostaria de ver as contas de todos os 30 deputados federais do Paraná, afinal, todos eles tiveram voto em Londrina.
Pensando bem, seria bom o JL mostrar também as contas dos 54 deputados estaduais e dos 3 senadores. Ah, sim: também os valores gastos pelos 18 vereadores.
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Não é pedir muito. Poder-se-ia publicar um pouco por dia, se o problema for a falta de espaço para colocar tudo numa edição só.
O manual do bom jornalismo mostra que, pelo bem da democracia e principalmente da justiça, tudo de todos devem ser mostrados para todos.
Por enquanto, o JL ficou devendo.

sábado, 25 de agosto de 2007

O dinheiro do PAC chega quando?

O Lula vaio ao Paraná, sexta-feira, para anunciar o seu PAC de investimentos no Estado. Foi aquela festa, aquela pompa toda, muitos políticos em torno do rei, etc e tal.
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Foram anunciados mais de R$ 1 bilhão para serem aplicados em 35 municípios paranaenses.
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Sabe-se que o PAC Federal são recursos para serem usados em cerca de 4 anos, mas quando essa grana vai começar a ser utilizada? Afina, para aplicar ou para gastar, precisa começar.
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Incrível, mas ninguém da imprensa perguntou isso ao presidente e nem para o governador Requião, que o estava ciceronendo naquele dia.
A gente precisa saber! A imprensa, mal acostumada e na preguiça talvez, nem se dignou a praticar o lead.
São algumas perguntas básicas que deixaram de serem feitas pelos repórteres e pelas Redações: a principal delas é justamente essa: quando vai começar a chegar esse 1 bî? Já começou? Vai ser a semana que vem? No ano que vem? Por onde começa primeiro? Esse dinheiro vai chegar de uma vez só ou em partes?
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O único jornal que se aproximou disso foi o jornalão "Gazeta do Povo". No dia seguinte à visita presidencial, o repórter José Marcos Lopes intitulou a sua matéria assim: "Visita de Lula não é garantia de que os recursos saiam integralmente".
Ele se referia à crítica situação do novo Laboratório Central do Estado, em São José dos Pinhais, inaugurado por Lula em 2004 mas que até agora está sem situação precária, apesar da promessa de se investir R$ 10,8 milhões na obra, mais R$ 1,6 milhão do Estado.
Mas a reportagem não saiu disso também. A Gazeta e os demais veículos precisam ir mais a fundo em suas pautas.
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A imprensa realmente continua muito falha!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Mais uma praça

A Prefeitura de Londrina vai ajudar na construção de uma praça que marcará o centésimo aniversário da imigração japonesa no Brasil. Pelo que está sendo anunciado, vai custar cerca de R$ 800 mil no total, incluindo parte da iniciativa privada.
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Trata-se, na verdade, de mais uma homenagem de Londrina aos merecidos e dedicados japoneses, que já têm, na cidade, a Praça Nishinomiya, a Praça da Associação Odontológica e o Parque Deisaku Ikeda.
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A nova praça está prevista para ser erguida em um terreno nobríssimo, no centro da cidade. Daí a pergunta: precisa ser naquele local? Por que não usá-lo para construir um equipamento público mais útil e benéfico à comunidade?
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Não que uma praça não seja útil, mas ter mais uma praça para abrigar desocupados, bandidos, vândalos, pedintes e pessoas suspeitas, principalmente durante a noite (embora de dia também seja um fato comum), não vai ser muito bom. Ainda se a Prefeitura garantisse a conservação do local, e a polícia garantisse a segurança, vá lá, mas...
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A imprensa local está muda e calada a respeito. Ninguém abre a questão para debate.
A gente leva da vida a vida que a gente leva.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Força comercial

Por que a imprensa de Londrina ficou calada no Caso Muffato/Madre Leônia?

Os reis da verdade

Ano que vem é ano eleitoral, e muitos jornalistas que se consideram os bam-bam-bam da política logo logo vão começar a se assanhar.
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Depois de 16 anos atuando nos bastidores da política londrinense e paranaense, percebi que muitos deles não entendem bulhufas. E o pior é que ficam arrotando besteiras em rádios, jornais, TVs e internet!

Administração de terceira

A Prefeitura de Londrina tem mais de uma centena de contratos terceirizados - talvez duas centenas. E a Imprensa do Paraná pouco toca no assunto. Ninguém vai atrás e levanta a lebre. Será que não tem nada de errado ali?
Se tiver tudo certinho, então diga aos quatro ventos: TÁ TUDO CERTO NA PREFEITURA DE LONDRINA!
O fato é que o excesso de terceirizações, por si só, já uma notícia e tanto, mas não pode parar só por aí. Tem que aprofundar!
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Bons tempos aqueles em que tínhamos um abnegado "jornalismo investigativo"... Os jornalistas do ramo eram verdadeiros heróis!
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Hoje, muitos jornalistas se contentam em freqüentar os ministérios públicos da vida para coletarem informações. Passaram o bastão da investigação para os promotores.
Isso é ruim, porque a investigação jornalística fica falha, incompleta e não contribui em nada para a verdadeira comunicação. Isso aconteceu bastante, por exemplo, durante o Caso Ama/Comurb, em Londrina, em 1999-2000.
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Não culpo tanto os jornalistas. São as empresas de comunicação as grandes vilãs, são elas que enxugam com muita regularidade os seus já exíguos quadros profissionais - o que leva os pobres jornalistas a acumularem funções e mais funções dentro das Redações, o que, por sua vez, provoca estresse e compromete a sua auto-estima.. Uma pena!

Criança... esperança... de quem?

Hummm, esse negócio da campanha "Criança Esperança"...
Quando li a letra miuda que aparece na tv percebi que pra darmos esperança a nossas crianças temos que antes ajudar as companhias telefônicas e o governo. A gente paga R$ 0,27 pras empresas dos telefones + os impostos para o governo. Isso quando é de telefone fixo. Se for de celular a ligação sobe pra R$ 0,50, mais os impostos.
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Será que eles precisam mais que as nossas crianças? Tem caroço neste angu!
Tanto as telefônicas quanto o governo poderiam também colaborar com a campanha, promovida todo ano pela Globo. Bastava reverter essa graninha das taxas pro próprio programa!
ATO FALHO: Por que ninguém da imprensa toca no assunto? Por que os veículos de comunicação não questionam isso? Só porque a promoção é da poderosa Globo?
Somente a Paiquerê AM, através do comentarista Fernando Brevilheri, mencionou o caso, e ainda assim porque um ouvinte mandou uma cartinha pra ele mostrando a sua indignação para com o caso. Mesmo assim, valeu, Fernando!

A reforma do Arthur

Segunda-feira passada a Rádio Paiquerê AM, de Londrina, mandou pro ar uma reportagem sobre a revitalização do Parque Arthur Thomas - uma nobríssima área verde que está sendo muito mal cuidada pela Prefeitura daquela cidade.
Foi a enésima vez que a Paiquerê falou sobre o assunto, que não dá em nada. O Carlão, dono da reportagem, disse que o polêmico secretário do Meio Ambiente, Gérson da Silva, prometeu a entrega das reformas até o final do ano... mas não perguntou de que ano.
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A tal da revitalização não sai do papel. Vai custar R$ 600 mil, sendo R$ 500 mil do Governo federal, obtidos por intermédio do deputado federal Alex Canziani.
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A grana federal já veio, está na agência da Caixa em Londrina desde 28 de dezembro de 2005, e se demorar mais um pouco a Prefeitura vai perder a grana e o projeto.
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Em entrevistas anteriores sobre o mesmo assunto, concedidas alguns meses antes, o próprio secretário havia dito que o projeto está encalhado no Ministério do Turismo, e o reafirmou agora na Paiquerê, novamente.
Por que está parado lá? Vai atrás, então!
ATO FALHO: A Paiquerê já tinha falado da dita revitalização em reportagens anteriores. Por que, então, não recuperou a informação sobre o atraso nas obras para atualizar o seu ouvinte?

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Colunismo sem padrão

O colunismo social é caracterizado pelo chamado “jornalismo light”, isso porque não trata de fatos dramáticos, polêmicos, policialescos e até sanguinários. Não entra na seara econômica e muito menos na política, e também não questiona as causas sociais. Este tipo de segmento, porém, não deixa de ter o seu valor jornalístico.
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As seções ou colunas sociais têm um aspecto mais publicitário e basicamente personifica a notícia, com ênfase à chamada “alta sociedade”. Trata do glamour, do mundo em que vive as “socialites” e os colunáveis.
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Até aí acho normal, pois até a alta sociedade precisa aparecer, ainda que carregada de notícias positivistas... O que eu questiono são os critérios para a publicação de determinadas informações.
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Acho que alguns colunistas abusam quando exigem de suas fontes determinadas posturas para a publicação de notas de interesse delas (fontes), sejam em relação ao texto ou às fotografias que são encaminhadas às colunas.
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Mas o pior é quando se exige de umas e não de outras. Isto é comum e vemos quase todos os dias nos jornais – o que pode descambar para o preconceito e para a discriminação.
Vai entender...

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Despecializados

A imprensa de Londrina e do Norte do Paraná carecem de jornalistas realmente especializados em política. Aliás, no Paraná temos pouquíssimos bons no ramo.
Dia 11, por exemplo, houve em Londrina um encontro importante envolvendo o ex-prefeito Wilson Moreira, os deputados federais Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Barbosa Neto (PDT), vereador Tercílio Turini (PPS) e alguns empresários. Assunto: Eleições 2008 em Londrina.
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O que foi divulgado pela imprensa é que o respeitado e sisudo Moreira fez a reunião em sua casa para tentar construir uma chapa de consenso que enfrentasse, com condições de vitória, o duo Belinati/PT, que anda se revezando na Administração municipal desde a eleição de 1992.
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O que não foi mencionado pela imprensa, nem mesmo a nível estadual, é que este propagado encontro pode ter sido articulado a pedido do próprio Hauly, que teria interesse em ser cabeça-de-chapa numa composição com Barbosa Neto mas precisava de terceiros para convencer o pedetista.
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O leitor, ouvinte e telespectador têm todo o direito de estar a par de todas as facetas políticas, e cabe à imprensa mostrar tudo, mas isso não aconteceu.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007



Nada se esquece mais lentamente que uma ofensa e nada se esquece mais rápido que um favor.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Vou contar uma estorinha:

Um dia um político trouxe para Londrina um famoso secretário nacional de segurança. Ele veio para fazer uma palestra muito importante sobre o trabalho que estava sendo feito em sua área.
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O assunto foi bem “vendido” para a Globo/Coroados, que resolveu fazer uma entrevista ao vivo com o sujeito.
Um pouco antes de entrar no ar, a repórter Chiquinha avisou o entrevistado: “nada de falar de nome de político durante a entrevista”.
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Eu estava do lado e ouvi, mas não entendi o por quê disso.
Resultado: a reportagem falou que o cara veio pra palestra mas não falou quem estava promovendo o evento. Não faltou “lead” aí?
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Outra falha da poderosa e temida Globo! Isso faz parte do PGJ (Padrão Globo de Jornalismo)?

PS: não citei o nome do político aqui pra deixar a estória ainda mais interessante, e pra não dizer que eu estou a serviço de alguém.

sábado, 4 de agosto de 2007

Santa Cecília

No dia 2 o expressivo jornal "Valor Econômico", de circulação nacional, soltou uma manchete sobre a "Cidade Digital", referindo-se a um projeto que está sendo realizado na pequena cidade de Santa Cecília do Pavão, no Norte do Paraná.
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É um projeto muito interessante, que foi idealizado pelo deputado federal Alex Canziani, do PTB do Paraná, e prontamente aceito pelo prefeito Edimar dos Santos, que botou a idéia pra funcionar junto com o parlamentar.
A proposta é informatizar toda a cidade, incluindo repartições públicas, escolas, creches e outras instalações, começando por interligar toda a cidade através da internet sem fio. Quem tá na pracinha da igreja, por exemplo, pode pegar o seu notebook, navegar, enviar e receber emails, por exemplo. Legal, né?
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Só que o jornal não citou, em nenhum momento, o nome do pai da idéia.
Pelo manual do bom jornalismo, tinha que citar sim, até por questão ética e em nome do bom senso, você não acha?
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O pior, porém, ainda estava por vir.
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A TV Coroados de Londrina, afiliada da poderosa Rede Globo que alcança todo o Norte do Estado (inclusive a região de Santa Cecília), já sabia do Cidade Digital havia pelo menos dois meses, mas engavetou a pauta e sabe-se lá por quê! Talvez por soberba.
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Depois que a matéria saiu em circulação nacional no Valor Econômico, dia 2, eles resolveram desengavetar para recuperar. Somente assim viram que o assunto valia a pena.
O material, bem produzido, foi ao ar dia 5 em rede estadual, e acabou repetido no dia seguinte em outro telejornal estadual da emissora.
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Pauteiros: encostar pauta é erro crasso de jornalismo! Tudo o que acontece em volta da gente é notícia, a questão é saber o seu grau de importância.
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Outro erro da Coroados, também igual o do Valor Econômico: a TV não deu crédito para o autor da idéia do projeto Cidade Digital. É o mesmo que falar que o avião foi inventado mas não dizer quem foi o seu inventor...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Pouco conhecimento faz com que as criaturas se tornem orgulhosas. Muito conhecimento, que se tornem humildes.
(Leonardo Da Vinci)