sexta-feira, 28 de setembro de 2007

A antiética da ética

Em setembro de 2006 o curso de Jornalismo da universidade Unopar, de Londrina, realizou o seminário "A Ética e a Construção da Notícia". Alguns convidados especiais do jornalismo local compareceram para debater e muito estudante apareceu e lotou o auditório do local, mas após o evento a pergunta continuou sem resposta: existe ética no jornalismo?
***
Eu cheguei a fazer um ensaio sobre o tema, que “quase” foi lido naquele dia.
Agora que abri este blog, quero compartilhá-lo com você.
Leia e depois poste um comentário a respeito. Eu agradeço!

A antiética da ética

Noite dessas estive na universidade Unopar para assistir a um debate sobre a “ética na construção da notícia”, um bate-papo do curso de Jornalismo que, para mim, não trouxe grandes novidades.

É bom, porém, que se discuta como tentar praticar jornalismo com o máximo de ética, mas uma coisa é certa: não acredito na prática da ética. Ética só tem no dicionário!

A ética e a antiética fazem parte do caráter humano, é normal, é natural. O mundo tem 6 bilhões e 400 milhões de pessoas: 6 bilhões e 400 milhões de antiéticos!
Éticos, na face da Terra, somente os bichos, os animais “irracionais”. A partir do momento que passamos a ter racionalidade, ganhamos a antiética de presente. É do espírito! Os bichos, não: eles simplesmente matam para sobreviver – e isso é perfeitamente ético no mundo deles!

Ética pela metade não existe! Ou é ou não é – mas nunca é.
Diga: quem nunca mente? Você já mentiu? (olha... não minta!)
Mentir é antiético! Então, todos nós estamos nessa. Taí a prova!

A antiética vale para as nossas vidas pessoais, sociais e profissionais. Não existe nenhum profissional que voluntária ou involuntariamente não tenha recorrido, em algum momento (ou até constantemente, nos casos mais graves), à “falta de ética”. Normal, afinal, o ser humano obriga-se a viver numa perigosa e desafiante selva social, e para nela sobreviver precisa usar de artimanhas.

Naquele debate da Unopar não tive a oportunidade de falar aos presentes. O microfone me foi negado por causa do “avançado” da hora (será que foram antiéticos comigo?), mas se eu a tivesse iria colocar essas palavras aí de cima, apenas para alertar e fazer as pessoas pensarem, principalmente os sonhadores acadêmicos, quando fossem colocar a cabeça no travesseiro.

Então, nada de hipocrisia, né, gente? A ética, pois, só no papel!
Se eu pudesse aconselhar qualquer um, de advogado a dentista, de médico a assistente social, de contabilista a jornalista, de político a professor, diria que todos nós – humanos de Londrina, do Paraná, do Brasil e do mundo – temos a obrigação de pelo menos “tentar” ser o mais ético e o menos antiético possíveis. Se conseguirmos pelo menos tentar, estaremos contribuindo bastante para alcançarmos uma sociedade bem mais civilizada.


MARCELINO JR.
Jornalista - Londrina

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Faltou perguntar ao deputado

O deputado federal Luiz Carlos Hauly, do PSDB, deu uma destacada entrevista para a “Tribuna do Norte” (Apucarana-PR) de domingo, dia 23, sobre a famigerada CPMF. Na Medida Provisória do Governo, que foi a votação na Câmara dos Deputados recentemente, ele votou contra a sua prorrogação.
***
O problema é que o jornal não perguntou pra ele, na reportagem, por que ele então teria apoiado o famigerado imposto quando foi da base de apoio do Governo FHC, chegando a ser, inclusive, um dos vice-líderes do Governo.
***
Foi Fernando Henrique que veio com essa estória de CPMF, quando ainda era ministro da Fazenda no Governo Itamar, em 1993. Na ocasião, a CPMF atendia pelo nome de IPMF, e a alíquota era de 0,25%.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007


Vire o rosto em direção ao Sol e as sombras ficarão para trás.

(Jan Goldstein)

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Nada como um dia atrás do outro

O eloqüente senador paranaense Álvaro Dias (PSDB) estava criticando incisivamente a “perversa” CPMF, durante uma entrevista hoje de manhã para a Paiquerê AM de Londrina, quando o comentarista Fernando Brevilheri indagou: “O PSDB apoiou a criação da CPMF no governo passado?”
***
Meio desconcertado, o senador tucano respondeu que sim, mas justificando que na época era para ajudar a saúde do Brasil, “e que no fim não ajudou em nada...”
Quer dizer: não ajudou em nada naquela época e nem agora!
***
Parabéns ao Fernando e à Paiquerê pela pergunta. São poucos os jornalistas que têm presença de espírito. (Todos têm espírito, mas alguns andam ausentes...)

sábado, 1 de setembro de 2007

Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe. Portanto, só existimos nos dias em que fazemos. Nos dias em que não fazemos, apenas duramos.
(Padre Antonio Vieira)