segunda-feira, 29 de outubro de 2007

“Classiquinho” Londrina x CAC/Lusa

A auto-estima do londrinense realmente anda em baixa, até no esporte. E nem mesmo a imprensa local ajuda a valorizar.
Pois veja você que ontem foi o dia do “clássico” entre Londrina e o CAC/Lusa. Clássico? Desde quando isso é clássico?
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Pensar num jogo como esse como um clássico é ofender a torcida e quem gosta de futebol. É ofender a nossa inteligência!
Londrina x CAC nunca foi um clássico, na pura acepção da palavra. Primeiro porque o Londrina é um time pequeno (que acha que é grande), e segundo porque o CAC surgiu outro dia, é novinho, bebê.
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Um clássico, no futebol, é quando entra em campo dois times tradicionais e historicamente rivais, como um Palmeiras x Corinthians, o FlaFlu, Grenal, Atlético x Cruzeiro, etc... Ou mesmo quando entram em campo times pequenininhos mas altamente rivais, como Londrina x Grêmio Maringá (Clássico do Café), ou times medianos, como Coritiba x Atlético Paranaense.
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E a nossa gloriosa crônica esportiva, aqui de Londrina, trata Londrina x CAC como um clássico... Eta, nós!!!
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Será que somos ignorantes? Eu, não. Na verdade, o senso de pequenez tomou conta da cidade, tudo é diminutivo, tudo é minúsculo, não se sonha no maiúsculo.
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É a mediocridade imperando, infelizmente! Veja o caso da Copa do Mundo no Brasil: a maioria das autoridades locais deveria lutar ou tentar transformar a cidade em uma das subsedes do torneio, mas simplesmente fizeram o que fazem sempre: nada. Apenas um deles levantou a bandeira: o deputado federal Alex Canziani – mas uma andorinha apenas não faz verão, né?
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Temos que sonhar alto, gente.
Nós somos do tamanho dos nossos sonhos!

Brasil: sede da Copa 2014

Ô, imprensa, vamos acordar?
Por que o Lula e staff, mais um punhado de governadores, já foram para a Suíça acompanhar, na sede da Fifa, a escolha da sede da Copa do Mundo de futebol de 2014? Ora, porque, de fato, o Brasil “já foi” o escolhido (candidatura única). Essa é a verdade!
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Se eles foram, é porque a escolha brasileira está consumada nos bastidores. Ninguém do alto escalão, principalmente quando se trata de autoridades, com um presidente da República, vai de véspera apenas para torcer. O fato realmente já está consumado.
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E ninguém, da chamada “imprensa light”, como é conhecido o jornalismo esportivo, abordou o assunto ou levantou essa bola. Cadê os badalados cronistas?
Falta capacitação profissional.

sábado, 20 de outubro de 2007

Só porque ninguém está ouvindo não significa que não deva ser dito.
(Shugueki)

domingo, 14 de outubro de 2007

"Tropa de Elite" deveria ser obrigatório nas escolas

O texto abaixo foi escrito pelo consagrado jornalista Gilberto Dimenstein, da “Folha de S. Paulo”, e vale a pena ser lido:

O filme "Tropa de Elite" deveria ser obrigatório nas escolas. Mais do que a envolvente denúncia da banalização do mal no Brasil, na qual policiais e bandidos se transformam em animais e criminosos, o filme provoca uma reflexão sobre a responsabilidade individual.
O inocente consumidor de maconha, sentindo-se conectado com a natureza ou com a leveza espiritual, ou o alto executivo que consome cocaína são apresentados também como sócios do tráfico --e com razão.
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É fácil apenas culpar o governo, a polícia, os traficantes, e assim por diante. Mais difícil é nos culparmos --e, aí, está, um dos problemas brasileiros. A culpa é sempre dos outros. Vejamos:
Muito mais do que as drogas, o que mais mata no Brasil é o álcool, uma das causas das 100 mortes diárias e mais de 100 mil feridos por ano no trânsito. Nem os publicitários nem os veículos de comunicação que exibem os anúncios de cerveja, com sedutores apelos, se sentem minimamente responsáveis por essa tragédia. A culpa? Só do governo.
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Um motoboy morre por dia apenas nas ruas da cidade de São Paulo (e mais 25 por dia ficam feridos). Isso porque contratam-se empresas irresponsáveis de entrega. Mesmo sabendo que já existe um selo de qualidade para moto frete. A culpa? Só do governo.
As pessoas emporcalham as ruas com lixo apenas porque não têm paciência de jogá-lo em algum lugar apropriado. Madames não se incomodam que seus cachorros façam das calçadas banheiros. A culpa? Só do governo que não limpa as ruas.
O governo sobe os impostos sem parar assim como contrata novos funcionários públicos sem parar. Pouco se faz contra essa extorsão. Nem mesmo sabemos como o orçamento é feito. De quem é a culpa? Do governo.
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Deputados, senadores, vereadores cometem crimes e fazem negociatas, mas pouco acompanhamos seus mandatos. Durante a campanha, preferimos o show do marketing do que a análise de propostas. Até nos esquecemos em que votamos. De quem é a culpa? Dos políticos.
Não quero deixar, claro, de responsabilizar os governos. Mas apenas dizer que, num mundo civilizado, todos deveriam saber quais são seus direitos mas também seus deveres. Isso é o básico de cidadania, cuja discussão o filme, através da droga e da violência, lança com alto teor pedagógico _--portanto, deveria ser obrigatório na escolas.
É um bom debate para que saiamos dessa adolescência da cidadania, com muitos direitos e poucos deveres.
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Assim como é obrigatório pensarmos que, no futuro, a droga não será um problema de polícia, mas apenas de saúde pública. Não sei se a repressão não acaba fazendo mais mal do que bem no combate ao vício.

Concordo plenamente com ele.

sábado, 13 de outubro de 2007

A vacina contra a dengue

Vamos ser realistas? Não há como vencer a dengue sem que se descubra um antídoto e se faça campanhas de vacinação em massa, como acontece com a bem sucedida Vacina Sabin (Poliomielite).
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Campanhas públicas que exigem participação popular no combate ao mosquito transmissor Aedes aegypti só exigem muito dinheiro e pequenino retorno prático. Isso porque o povo é ignorante por natureza. Uma pena!
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Mas há uma luz no fim do túnel: dia 12 de outubro o “Jornal Nacional”, da Globo, mostrou que cientistas brasileiros e franceses estão trabalhando numa fórmula que possa acabar de vez com este mal. E as perspectivas são muito boas. Vamos torcer!
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Até lá, os veículos de comunicação bem que poderiam debater mais esta questão da vacina, e até cobrar do nosso governo mais investimentos na área.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Ama/Comurb: a mesma coisa

Como disse também em posts anteriores, essa displicência da imprensa também foi bastante comum no auge do Caso Ama/Comurb, em 1999/2000. Na época, muitos jornalistas ficavam na salinha da promotoria pública para entrevistar os promotores quando estes tinham alguma denúncia a fazer, aí iam atrás dos denunciados para ouvir “o outro lado”, e depois arrotavam tudo nos microfones e imprimiam nos jornais. Pronto, achavam que o serviço estava eticamente completo e certinho!
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Será que tudo o que a promotoria denunciava tinha razão de ser? Será que não era necessário os repórteres pegarem alguns casos e investigarem diretamente antes de saírem por aí falando?
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Geeente, vamos tomar mais cuidado!!!!

Jornalismo sem investigação

Domingo a “Folha de Londrina” subliminou um ponto que eu já abordei aqui: o extinto “jornalismo investigativo” paranaense. Ninguém, nem mesmo a Folha de Londrina, pratica esta arte nobre e digna do jornalismo!
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A investigação dos fatos e das notícias é coisa do passado na grande imprensa do Paraná. De um modo geral, os jornalões e as principais emissoras de rádio e TV contentam-se em fazer o feijão-com-arroz. Quando muito plantam um setorista nas promotorias públicas para ver se pegam alguma novidade com exclusividade. Uma pena!
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Na outra ponta, vemos uma alta rotatividade de profissionais nas Redações, o que acaba implicando num baixo nível qualitativo do material produzido.
De um modo geral, os veículos de comunicação, verdadeiros “caolhos”, contentam-se com pouco e não se esforçam: relativizam os assuntos e deixam as matérias caírem na vala da mediocridade.
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No fundo, acho que foi isso que quis dizer o coordenador de cursos e projetos da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, José Roberto de Toledo, que esteve em Londrina semana passada realizando uma palestra exclusiva para os profissionais da Folha.
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Veja o que ele disse:
“Estamos evoluindo, mas ainda muito longe de chegar onde é preciso: nós, jornalistas, ainda temos muitas deficiências técnicas, temos empresas com deficiências de infra-estrutura e número de profissionais, e tudo decorrente da conjuntura que vivemos, que é algo que não vai mudar”.
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O conselho dele para os jornalistas:
“Buscar estar mais bem preparado para enfrentar essas realidades, estudar assuntos com os quais não está acostumado e aprender mesmo especialidades que parecem enfadonhas, mas que são essenciais. Em suma: o que vale é se aperfeiçoar ainda muito mais.”
Sabrina Sato diz: É verdade!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Um povo de cordeiros sempre terá um governo de lobos.

(Antigo dito popular)

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Tinha que ser outro gancho

O polêmico e controvertido Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, esteve em Cambé e Londrina no último final de semana. Domingo, concedeu uma entrevista exclusiva para a Folha de Londrina, que na segunda-feira publicou uma chamada e a matéria intitulada “O mensalão não existe mais. Não creio”, um título, aliás, bastante parecido com o do Jornal de Londrina daquele mesmo dia: “Jefferson diz que mensalão não existe mais”.
O JL usou a declaração que Jefferson deu durante o encontro estadual do seu partido, realizado sábado à noite.
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Mas o fato é que eu, pessoalmente, acompanhei a entrevista dele para a Folha, e particularmente acho que a declaração mais bombástica do ex-deputado petebista, cassado por causa das denúncias sobre o mensalão (expressão que ele mesmo cunhou), foi quando ele disse que está preparando o retorno do ex-presidente Collor de Mello, hoje senador por Alagoas.
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Jefferson disse, para a Folha, que Collor pode ser o candidato do PTB a presidente da República em 2014, e possivelmente contra o Lula, de novo, já que os dois concorreram e disputaram o pleito de 1988.
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Essa declaração, a do lançamento do Collor Presidente, é, a meu ver, mais importante que dizer que o mensalão não existe mais.
Por tudo o que fez e o que aconteceu com o Collor, cassado e execrado publicamente há 15 anos, essa informação era a verdadeira novidade, até porque o suposto fim do mensalão (será?) já havia saído em algumas emissoras de rádio no dia anterior. Já não era tão novidade assim.
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A Folha, pois, deveria publicar outro título, usar um outro gancho para a matéria.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O homem deve criar oportunidades e não somente encontrá-las.
(Francis Bacon)