quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Do fundo do coração, desejo a você e à sua família um 2009 rico em saúde e realizações!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

“Não jogue espinhos na estrada... na volta você pode estar de pés descalços.”

HORA DO RECREIO

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Pausa

Estaremos fora do ar a partir do dia 1º, então não será possível atualizar o blogue como de costume. Pedimos desculpas desde já.
Volta e meia, porém, a gente poderá dar uma passadinha por aqui.
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Enquanto isso, você poderá navegar nos nossos arquivos e ver o que temos de bom (?) rsrs!!

sábado, 27 de dezembro de 2008

"Quixeramobim"

Não sei se este áudio/vídeo é uma montagem. Pode até ser, mas que é engraçado, é.

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Falta justificada é prejuízo ao erário

A matéria publicada ontem pela repórter Karla Losse Mendes, da sucursal de Curitiba da Folha de Londrina, deixou uma pergunta no ar: deputado federal que falta sem justificativa às sessões ordinárias da Câmara dá prejuízo ao erário?
Resposta: não.
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A falta sem justificativa é descontada do salário do parlamentar. É prejuízo exclusivo do deputado – e evidentemente este dinheiro público deixa de ser gasto.
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O problema, mesmo, acontece nos casos das faltas “justificadas”. Tem gente que sempre consegue uma justificaçãozinha marota pra não ter o dia descontado em folha.
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Apesar de não explicar tais detalhes (e dar a entender que o problema maior está nas faltas "não justificadas"), a matéria da Folha de Londrina, intitulada “Deputados federais faltam mais em 2008”, é nobre e ajuda a acompanhar de perto a ausência dos nossos parlamentares.
Veja ali o ranking dos ausentes.

sábado, 20 de dezembro de 2008

HORA DO RECREIO

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“A experiência da sua derrota na batalha pode ser o prenúncio da sua vitória na guerra.”

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Imagem diz tudo

Esses repórteres fotográficos são maravilhosos!
O Alan Marques, da Folha de S. Paulo, caprichou na foto do nosso deputado federal Osmar Serraglio (PMDB).

São tiradas assim que valorizam o material jornalístico.

Brasil: quase 10.000 veículos de mídia

Fique sabendo: no Brasil existem 2.385 emissoras lincadas a uma das 55 redes de rádio e TV, mas 39% delas são coligadas a uma das cinco maiores do país, como a Globo, SBT, Record, Band ou RedeTV!.
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A informação saiu no Zé Beto, de Curitiba.
Existem 9.475 veículos de mídia em todo o território nacional, portanto 10% deles estão ligados àquelas redes.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

HORA DO RECREIO

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O “x” da questão

O provável inchaço das câmaras municipais evidentemente virou polêmica, ainda que meio em cima da hora. A "PEC dos Vereadores", como é chamado, vai passar por votação no Senado Federal e a expectativa é geral. Dos interessados e dos interesseiros.
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Lembro quando a sociedade apoiava fragorosamente a redução do número de vereadores, há mais de quatro anos. A imprensa de Londrina e os melhores jornalistas que temos, por exemplo, apoiavam incondicionalmente a redução, mas cometiam o pecado de pouco (ou nada) discutirem sobre a redução dos repasses financeiros para as chamadas “Casas das Leis” – o dinheiro que a Prefeitura é constitucionalmente obrigada a dar para a Câmara se manter, inclusive para despesas e folha de pagamento de vereadores, funcionários e assessores.
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Na época cheguei a alertar esses jornalistas. Sugeri uma pauta sobre o assunto, sempre dizendo que não adianta nada reduzir a quantidade de vereadores se não reduzir o repasse do dinheiro para a Câmara.
Mas, infelizmente, poucos se preocuparam com isso e todos festejaram quando a Justiça reduziu somente o número de vereadores.
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Só agora, quatro anos depois, os jornalistas estão se “tocando”. Neste momento, o dilema que nos toma conta é: aumentando o número de cadeiras, aumentará o repasse de verbas para as câmaras?
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Na Câmara dos Deputados, onde a PEC dos Vereadores já passou, foi condicionado o aumento de cadeiras a uma reformulação na atual tabela de repasses (para não aumentar as despesas do erário). Já os senadores parece que querem aprovar agora somente o aumento das cadeiras, e deixar a questão do repasse para depois. Isto é perigoso.
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Londrina, por exemplo, que já teve 21 vereadores (até 2004), passou para 18 (até o final deste ano) e passaria para 19 a partir de janeiro próximo. Mas agora, segundo a PEC, iria sim para 25.
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Quando eram 21, o repasse era “x”; mas quando caiu para 18, o “x” foi mantido. E sabe o que é pior no caso de Londrina? Como a população passou oficialmente de 500 mil, segundo o IBGE, o repasse para a manutenção da Câmara cairá 1% já a partir do ano que vem. Hoje esse “x” é correspondente a 6% de um complexo cálculo na arrecadação municipal.
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Resumo da ópera: a situação financeira da Casa de Leis londrinense pode ficar preta se a PEC vingar e o repasse oficial cair de 6 para 5%, embora nem tudo o que é repassado pela Prefeitura é gasto – às vezes sobra grana, que naturalmente é devolvida ao erário no final do ano.
A coisa, porém, pode ficar ainda bem pior para os edis londrinenses se os senadores aprovarem a PEC original dos deputados, que reclassifica a Câmara local numa faixa de 2%.
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De onde sai este percentual de repasse? O cálculo dos recursos para a manutenção dos legislativos municipais é feito em cima da relação do número de habitantes com o somatório das receitas tributárias municipais acrescida de transferências constitucionais (dos governos federal e estadual) arrecadadas no exercício do ano anterior.
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Mas, na verdade, essas continhas pouco importam, pois as despesas aumentarão de qualquer forma, evidentemente. A matemática é ciência exata e mostra que se hoje gasta-se 4 de 6, por exemplo, amanhã pode-se gastar os 6 dos 6 para manter uma estrutura de 25 vereadores. Aumentaria as despesas do mesmo jeito, né?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Profissão em alta

Os jornalistas londrinenses sempre foram “moralmente” valorizados (pelo menos nisso, porque no salário, óóó!!), basta ver que muitos são sempre requisitados pelas emissoras de rádio e TV. Nos diários também.
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Isso tem o lado bom e o lado ruim. O bom é que sempre há reconhecimento, o ruim é que sempre se está sujeito à rotatividade. Reconhecimento valoriza o profissionalismo de cada um; a rotatividade, a insegurança profissional de cada um. É foda!
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Agora mesmo está havendo algumas contratações. O repórter, amigo e blogueiro Renon Jr. (De Olho na Mídia) está indo para a TV Coroados. O mesmo caminho toma a repórter Vanessa Navarro, que está deixando a TV Tarobá.
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No seu blogue Julio em Off, o apresentador “tarobista” Júlio Oliveira informa que a TV Coroados (leia-se Globo) vai abrir mais espaço para as notícias locais e por isso está indo ao mercado, e diz também, na nota Parabéns Companheiros, que em janeiro e fevereiro outros profissionais da emissora mudam de casa.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A rica e pobre classe média

Nada mais realista. O comentarista Fernando Brevilheri, da Rádio Paiquerê AM, soltou hoje de manhã uma frase que sintetiza muito bem a relação sócio-econômica no Brasil: “A classe média é quem carrega este país nas costas”. E é verdade!
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Não que ninguém saiba disso. Todos sabemos (e muitos sentem no bolso), mas é que quase não se fala na questão – e é bom falar de vez em quando.
Já li por aí uma outro pensamento a respeito, e que igualmente sintetiza a mediana situação: “Neste país, rico sonega imposto, pobre é isento de imposto, a classe média paga o imposto”.
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Quem também abordou a problemática, e com alguma pitada de ironia – mas com bastante propriedade – é o cronista Paulo Briguet, do Jornal de Londrina.
Num texto leve, realista e objetivo, publicado há quase três anos mas que continua atualíssimo, Briguet lamenta pertencer à classe média. É o “Manifesto da classe média”. Veja abaixo:

Manifesto da classe média

Nós somos a classe média; vivemos no pior dos mundos. Os ricos nos desprezam; os pobres nos detestam. Somos incompetentes demais para sermos ricos, e arrogantes demais para sermos pobres.
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No noticiário econômico, os ricos são chamados de classes produtivas; os pobres são chamados de classes trabalhadoras. A classe média – dedução inescapável – não é trabalhadora nem produtiva.
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Mas a verdade é diferente. Trabalhamos muito e ganhamos pouco. E a nossa produtividade pode ser medida pela carga de impostos que pagamos. Não somos como os ricos, que têm seus advogados tributaristas para tentar diminuir a mordida do leão (aliás, dos leões). Nosso imposto é descontado em folha; nossas dívidas, como as dos pobres, vão direto para o SCPC.
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Os pobres, coitados, são pobres. Para eles tem o Bolsa Família, não é? A classe média nem sequer merece compaixão. Afinal, é a classe média – a classe medíocre.
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Quando somos assolados por dívidas, a saída é simples: – Venda um carro! – Corte a TV por assinatura! – Venda a casa própria!
Em outras palavras: – Ande de ônibus! – Assista à TV aberta! – Pague aluguel!
Em suma: – Vire pobre!
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Se há alguém que os radicais detestam, são os moderados. Por isso, a classe média é odiada e perseguida por ditadores de toda espécie.
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Outro dia um querido amigo se ofendeu quando eu disse que ele era de classe média. Não tive como convencê-lo de que, apesar da origem camponesa, fora graças às facilidades de um modo de vida mais confortável que ele teve acesso aos livros, viagens e experiências necessários para transformá-lo em um ótimo profissional.
Mas, para ele, o pior insulto é ser chamado de classe média.
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O repúdio pela classe média existe à esquerda e à direita. Para Marx, nós éramos a "classe barata tonta", que jamais se decide entre ser burguesia ou proletariado – e impede a revolução. Quando a revolução acontece, os conservadores nos culpam. Afinal, Lênin era de classe média. Seja qual for a ideologia, levamos bordoada.
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Crise política? Graças à classe média. Planos econômicos? A classe média que atrapalhou. Violência? É a classe média que não quer abrir mão dos seus privilégios. E tome confisco, desmoralização, empréstimo compulsório, "contribuição provisória" e imposto, imposto, imposto. A classe média é besta: a classe média paga.
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Alguém já viu algum plano, projeto ou programa governamental destinado a favorecer a classe média? Nunca. Isso não dá voto. Ninguém fala em ampliar a classe média. Ninguém fala em diminuir a máquina perniciosa do Estado. Só se discutem os extremos: se a produção industrial subiu ou não, se o Bolsa Família está funcionando. E depois quem é medíocre? Quem é culpado se não dá certo? A classe média, é claro.
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Como se não bastasse, a classe média é acusada de consumir e produzir o lixo cultural. Há um consenso silencioso: tudo que é artisticamente bom vem das elites ou do povo. Classe média é a classe medíocre. Por mais gênios que produza, a classe média jamais se assumirá como tal. Jamais terá orgulho do que é. É uma classe masoquista.
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Mas, já que estamos em ano eleitoral, decidi votar no candidato da classe média. Ele já tem nome: Grande Otelo, número 99. E deixem-me levar a minha vida de média.

Comente:
briguet@sercomtel.com.br

domingo, 14 de dezembro de 2008

Concorrência virtual

Acompanhando a blogosfera de Londrina e do Brasil, vemos que a concorrência na área política e de “assuntos diversos” é grandiosa. Difícil encontrar blogues segmentados ou especializados.

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Na área política, explica-se: os rotineiros escândalos morais, recheados de ações judiciais, são pretextos fortes para a existência de muitas pages pessoais. E quando, então, se trata de impugnações de candidaturas a prefeito...

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Já os assuntos variados servem menos para aguçar a curiosidade dos internautas e mais para massagear o ego e o intelecto do próprio dono do site. O grande desafio para os mantenedores destes blogues é não caírem na vala comum e não se transformarem numa “central de fofocas”.

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Entretanto, pelo que acompanho diariamente, as páginas mantidas por jornalistas profissionais têm sido redigidas de forma relativamente ética, o mesmo já não se vê naquelas dos pseudo-jornalistas – onde a mentira muitas vezes se torna verdade, e a verdade muitas vezes não tem valor algum.

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Já os blogues de terceiros (não-jornalistas e não-pseudo-jornalistas) servem para extravasarem as opiniões de seus donos e são úteis somente quando produzidos sob critério eminentemente profissional.

HORA DO RECREIO

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A pauta se repete. De novo

Interessante como as pautas são repetitivas. Entra ano e sai ano o jornalismo light parece que pega o calendário de eventos do final do ano anterior e repete no ano em curso.
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Quando chaga dezembro, as colunas sociais e programas de variedades da TV abrem bastante espaço para as festas de confraternização, para as festas da alta sociedade e, invariavelmente, publicam os nomes das empresas e pessoas que lhes mandaram cartão de boas-festas. Muitos interesseiros já perceberam isso e, deliberadamente, mandam um cartãozinho só pra depois ver o seu nome no jornal.
Os articulistas da área também aproveitam e publicam as expectativas para o Ano Novo de alguns colunáveis famosos. Mas também já vi pais-de-santo dando entrevistas...
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Nos cadernos culturais não é diferente. Quem já não viu, por exemplo, a realização dos especiais de verão, com jornalistas cobrindo as praias “ao vivo” para a TV ou publicando páginas inteiras nos jornais com notícias e serviços oferecidos em algumas cidades litorâneas? (A pergunta: muita gente lê jornal durante as férias?)
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Outro go over de pauta acontece no jornalismo esportivo. Quando entramos no último mês do ano, os repórteres e editores usam seu espaço principalmente para especular as contratações e dispensas de jogadores dos grandes times de futebol. Eles passam dezembro e janeiro fazendo isso, e evidentemente contam com os bons préstimos das agências de notícias.
Esta época do ano, aliás, é a oportunidade que o esporte amador encontra mais espaços na mídia, já que os campeonatos profissionais estão de “férias”.
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Por outro lado, quem normalmente não consegue muito espaço e tem pouca especulação em dezembro e janeiro é o esporte profissional de segunda linha. (No jornalismo esportivo brasileiro, esporte de segunda linha são todas as modalidades que existem, menos o futebol). Também, pudera: o jornalismo tupiniquim segue a nossa tendência cultural, onde o futebol tem raiz profunda e os outros... não têm nada.
O que sobra para os esportes secundários (basquete, vôlei, handebol, etc.) nas pautas de verão? São especulações sobre se os times vão se manter para o próximo ano, se os salários dos jogadores estão atrasados, se haverá patrocínio, se a empresa mantenedora da equipe vai continuar, etc...
No caso de Londrina, a grande expectativa de algumas dessas equipes é se haverá ou continuará o patrocínio da por enquanto poderosa e rica Sercomtel, empresa pública que dedica grandes somas em patrocínios e publicidade. Aliás, este é o setor mais badalado e visado dentro da companhia.
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E ainda tem o “Tubarão”, o romântico time do Londrina Esporte Clube. Este merece um capítulo à parte.
Assim como todo o mundo cria expectativas para o ano novo, o LEC e seus espectadores também criam as suas. É um círculo vicioso que envolve, claro, a pauta da apaixonada crônica esportiva da cidade.
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Pois, é: 2008 está chegando ao fim e 2009 está aí, e evidentemente já entramos na onda das “re-pautas”...
Mas, peraí: as coisas podem mudar nas redações neste ano novo, pelo menos em Londrina e em uns poucos municípios brasileiros onde deverão haver novas eleições na política.
Ops! Por obra e graça do TSE, o marasmo de começo de ano deverá ser quebrado. Menos mal.
Obrigado, TSE. (?!)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Povo hipócrita

Agora que saiu no "Jornal de Londrina", vou publicar aqui na íntegra:


SOBRA HIPOCRISIA

O povo é engraçado: quer ação das autoridades mas não colabora. Alguns aproveitam a calada da noite e jogam lixo, entulho e tudo quanto é tranqueira nos terrenos abandonados. Às vezes em cima das calçadas dos lotes vazios e baldios, que já sofrem com o matagal e com a falta de providências dos organismos (in)competentes.
O caso desta foto é ali na Rua João Romanholi, Jardim Guararapes (Região Leste), em um grande lote que, segundo a Gerência de Cadastro da Prefeitura, pertence ao Ministério da Aeronáutica e tem 13.627 metros quadrados – uma baita área, totalmente inútil, que só serve pra criar problemas.
Só falta agora o anticidadão, dono deste ex-sofá, deitar ali e esperar a vida passar sem ser incomodado.
Pode ficar tranqüilo, meu caro, porque a plaquinha que tem lá na grade próxima, avisando que é “proibido jogar lixo” e ameaçando de multa, não tem efeito algum.

Marcelino Jr.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O estigma dos sem-prefeito

Ontem, muitos londrinenses e profissionais de imprensa lamentaram o fato de a cidade ter passado o seu 74º aniversário sem um prefeito eleito. Li e ouvi muita coisa a respeito.
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A situação está afetando intensamente a auto-estima das pessoas e de quem mexe com a mídia local. Pelo andar da carruagem, meu amigo, corremos o risco de assistirmos o marcante e simbólico 75º aniversário sem um alcaide de fato e de direito. Ações e recursos judiciais pra lá e pra cá ganham força na morosa Justiça, infelizmente, e por causa disso a prefeitura poderá virar uma quadra de peteca.
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É triste dizer mas, se for o caso, que venha o presidente da Câmara!

Widson na CBN

Ontem de manhã eu ouvi uma rápida entrevista histórico-cultural concedida pelo jornalista e cidadão londrinense Widson Schwartz ao também jornalista e “colorado” gaúcho Paulo Ubiratan, da CBN Londrina.
Num dado momento, o Paulão perguntou o que ele achava de Londrina ainda não ter um prefeito eleito.
Widson respondeu mais ou menos assim:
- Pior do que não ter prefeito é ter Belinati prefeito.

HORA DO RECREIO

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Os nomes dos bois (2)

E nada de a imprensa divulgar os nomes dos seis norte-paranaenses envolvidos no golpe das cartas de crédito. No fundo, eu já esperava por isso, infelizmente. Se fossem um bando de pé-rapados ou ladrões-de-galinha, até os nomes dos cachorrinhos deles sairiam.
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Dizem que a polícia não divulgou os nomes... Ora, vão atrás e levantem através de outras fontes, tentem entrevistá-los ou os advogados deles, ou descubram se são todos de Londrina e da região, se tem algum figurão no meio, etc.!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008


Nossa vida começa no momento em que começamos a aprender.

Os nomes dos bois

A polícia desbaratou uma quadrilha que aplicava golpes com cartas de crédito. A operação, chamada “Camaleão”, deve terminar na tarde de hoje no Paraná (Londrina e região, inclusive) e no Rio Grande do Sul.
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Muito bem, espero que a nosso gloriosa imprensa local divulgue os nomes dos acusados. De todos. É o certo, não é?
Por enquanto, as notícias que saíram nas rádios e nos blogs dos jornais não deram os nomes aos bois.
Vamos aguardar.
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Enquanto isso, veja o que já saiu no “Jornal de Londrina”. A matéria está bem completinha e informa legal.

A ética no jornalismo, por Diogo Hutt

DO BLOG "DIOGO HUTT - OPINIÃO":

"Senhores da ética
Se você defende algo, então empunhe a bandeira e mostre a todos, seja corajoso. Dessa maneira todos verão qual a sua posição e saberão filtrar as informações que recebem. O problema é que no jornalismo, alguns, falam de imparcialidade emitindo opiniões. Falam de ética falando mal dos outros. Falam, falam, mas não tem peito de defender uma causa e levar até o final. Emito opiniões, logo sou parcial. Eu tenho coragem de admitir."


Visite a page do Diogo. Clique aqui.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Por onde andam os movimentos sociais?

DA INTERNET:

Frente à tragédia que está ocorrendo em Santa Catarina, vocês viram algum "movimento social" se apresentar para realizar trabalhos voluntários? Uma caravana do MST? Um grupo do movimento dos assentados de barragens? Uma equipe dos que insuflam os índios? A turma dos quilombolas? A UNE e o pessoal da sua "caravana da saúde"?
Onde estão os ditos "movimentos sociais", tão solidários consigo mesmos?

sábado, 6 de dezembro de 2008

HORA DO RECREIO

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Cadê o expediente?

A internet é uma ferramenta de comunicação muito interessante... mais, até: muito importante. No mundo globalizado de hoje quase ninguém vive sem, a comunicação, afinal, é a maior necessidade humana. Sempre foi.
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Entretanto, na internet vemos uma infinidade de páginas que não colocam uma identificação clara, um breve histórico de quem assina, etc., e é justamente aí que mora o perigo. Cuidado com essas páginas.
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Mas não é bem sobre isso que quero me manifestar aqui. O que me incomoda, e bastante, é o paradoxo criado pelos próprios veículos de comunicação.
Um jornal que vai pra internet tem que começar publicando, no mínimo, o seu expediente, não é? Esses veículos deveriam dar exemplo. Contudo, isto não acontece, infelizmente, e acabam prestando um desserviço ao leitor.
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Estava eu na internet procurando o expediente, por exemplo, do novo “Jornal de Maringá”, criado recentemente pela poderosa Rede Paranaense de Comunicação”, mas nada, não achei nada. Nem mesmo tem o do seu co-irmão “Jornal de Londrina”, que já está no mercado faz tempo. O único expediente que achei foi o da própria RPC.
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Eu vasculhei vasculhei e não achei a relação de jornalistas do JM e do JL, seja do impresso ou da versão on-line. Pode até estar lá (será?) e eu posso estar cego e não ter visto, mas, poxa, custava deixar um link fácil de ser visto?
Geeente, vocês têm que dar exemplo!!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Dois pesos, duas medidas

O Fábio Silveira, do JL e do Baixo Clero, jogou pesado hoje em cima da TV Tarobá, aqui de Londrina. O motivo foi a abertura de um novo supermercado na cidade.
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Professor de Jornalismo, Silveira não gostou da cobertura feita pela Tarobá sobre a instalação do supermercado. A emissora, diz ele, teria dado um tom negativo na matéria porque “o mercado foi aberto sem a documentação completa, sem algum tipo de alvará, o que tornaria a obra embargada”.
***
Acontece que, como bem lembrou Fábio, um tipo de problema semelhante ocorreu alguns anos atrás com a instalação de um outro supermercado – este pertencente ao mesmo grupo empresarial que controla a Tarobá –, mas na ocasião o caso foi “estranhamente” encoberto pela emissora.
Dois pesos, duas medidas?
Veja a íntegra da nota do Fábio aqui.

A postura na reportagem

No cotidiano de uma reportagem é natural que de vez em quando o repórter “tropece” ou cometa algum erro. Também acontece, de vez em quando, de o jornalista se envolver emocionalmente durante uma entrevista, por exemplo. Normal, todos nós estamos sujeitos a isso.
Quando isto acontece, evidentemente devemos nos esforçar para não repetir o erro.
***
Hoje, na hora do almoço, assisti a uma matéria do Cid Ribeiro para o programa policial “Tempo Quente”, da TV Tarobá, na qual ele “tentava” entrevistar, em Ibiporã, um tal de Oséas Correa dos Santos, preso e acusado por tentativa de roubo.
Antes da entrevista, esse Oséas tinha ficado fora de si e feito um estrago danado na delegacia do Dr. Marcos Belinati, mas foi finalmente contido e algemado pelos policiais. Na hora da entrevista, o cara escondia o rosto, fazia gestos obscenos para a câmera e respondia com rebeldia.
***
Mas o que me chamou a atenção não foi a revolta do acusado. Foi a forma satirizada com que o repórter o interpelava, algumas vezes chamando-o de “valentão”, de “bonzão”, de “pé-de-chinelo”... coisas do gênero. As perguntas eram feitas com ar de deboche, afinal, o detido havia apanhado das vítimas na casa que tentava assaltar, antes da polícia chegar e prendê-lo.
***
A questão é: a postura e a forma da interpelação foram corretas?

HORA DO RECREIO

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Viva o Tuba!

E o Londrina ganhou a Copa Paraná, para o deleite dos espectadores locais e da crônica esportiva da cidade.
Parabéns aos jogadores, à comissão técnica e à diretoria, mas vai um lembrete, inclusive para os jornalistas especializados no “Tubarão”: o time terá que melhorar muito para galgar sonhos maiores e melhores no futebol brasileiro. Portanto, vamos com calma nas empolgações. O Londrina disputou um torneio de nível técnico ruim, que não serve de base.
***
Espero, contudo, que este título estimule o verdadeiro profissionalismo no clube e motive os seus apoiadores, que deveriam fazer um estágio no Morumbi. O São Paulo é, de longe, a equipe mais organizada do futebol brasileiro, e é a vitrine para qualquer equipe que pensa no sucesso – inclusive para aqueles “grandes” que já não são mais grandes.
***
Há uma frase bem legal que se encaixa bem no caso do Londrina e dos ex-grandes:

"Nós somos do tamanho dos nossos sonhos".

Depois do JL, agora é o JM

A Rede Paranaense de Comunicação, que já tem, entre outros, o “Jornal de Londrina”, agora está lançando o “Jornal de Maringá”.
***
É uma boa notícia, até porque incrementa um pouco o arrochado mercado de trabalho dos jornalistas. Espero que, do ponto de vista social e jornalístico, a RPC também cumpra com o seu dever. Vamos ver.
***
Vou reproduzir exatamente como saiu no “Jornal de Londrina” de hoje:

“A Rede Paranaense de Comunicação (RPC) lançou nesta quarta-feira (3) o Jornal de Maringá (JM) (www.jornaldemaringa.com.br), mais novo veículo online do grupo, que pretende dar início a uma nova etapa na área de internet na região Noroeste do Paraná. Uma equipe de jornalistas foi estruturada exclusivamente para a produção contínua de conteúdo para o JM. O site fornecerá ao leitor um leque de notícias locais, nacionais e internacionais, atualizadas em tempo real, além de informações sobre a programação cultural das cidades da região, vídeos dos telejornais da RPC TV e blogs.
“O foco local será a nossa prioridade.Queremos que o leitor de Maringá possa saber em tempo real o que ocorre na sua cidade e região. Convidamos ao internauta da cidade para enviar suas sugestões”, diz a editora-executiva de jornalismo online do portal RPC.com.br Silvia Zanella.
A iniciativa faz parte de uma proposta do
Portal RPC.com.br de focar a produção de conteúdo informativo em acontecimentos locais. Além do JM, o portal conta com redações online para os sites Gazeta do Povo Online, em Curitiba, e Jornal de Londrina Online, em Londrina, no Norte do Estado.
Outro ponto importante deste tipo de iniciativa na área de internet é a construção natural de uma integração entre os meios e redações, com uma comunicação contínua e troca de informações.
E assim nasce o JM, completamente integrado a este modelo de convergência e à missão do grupo RPC em levar conteúdo de qualidade e credibilidade ao seu leitor, com o suporte de toda uma estrutura do maior grupo de comunicação do Estado.”

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Boa viagem, Boneca!

Eu tenho uma boneca (boneca-gente mesmo!) que vai daqui alguns dias pros States para labutar, aprimorar seus conhecimentos e angariar cultura.
***
Mariane, a boneca, é minha sobrinha de 21 anos que cursa Jornalismo na Cásper, em SP. É o xodó da turma (da família e dos parentes) e muito elogiada pelos mestres. Modéstia à parte, acho que o jornalismo nacional está ganhando um grande talento...
***
A “Mazinha”, pra variar um pouco, teve uma idéia daquelas que só os expertos têm: vai manter um blogue, o “Diary of a Journey”, pra contar as suas aventuras na terra do Obama (e o tio aqui fica ainda mais orgulhoso quando vê que a page lembra bem o "No Pé da Imprensa"...).
***
O “blogue de viagem”, em si, não é uma novidade. Outros fazem e já fizeram, mas não deixa de ser uma interessante iniciativa (que só os expertos têm).
Na prática, a “Má” vai manter um diário aberto, livre, e espero que recheado de boas novidades, afinal, serão três meses de atividades lá fora.
Vai ser uma grande experiência, sem dúvida!
***
Mazinha, boneca: boa viagem e seja muito feliz! Que suas andanças lhe dêem os caminhos do futuro, porque a vida da gente começa no instante em que começamos a aprender.

Beijos do tio!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

HORA DO RECREIO

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O atendente e o consumidor

Já que entramos numa nova “era”, com as recentes regras baixadas sobre os call-centers, ouça o áudio abaixo e perceba o quão é difícil a relação dos atendentes com certos consumidores. É complicado!
***
A propósito, você acredita que essas novas regras vão pegar? Eu acho que sim, mas vai levar tempo e desde que os veículos de comunicação de massa colaborem denunciando os desrespeitos à lei e ao consumidor.
Então, ouça e divirta-se. Parece piada, mas aconteceu de verdade:

Pedágio para ajudar. Um absurdo!

A Viviani Costa, da CBN Londrina, teve uma pauta interessante hoje. Foi sobre o transporte dos mantimentos e das doações voluntárias aos desabrigados de Santa Catarina. Os caminhões e carretas que pegam as rodovias em direção ao Estado vizinho têm que parar nas praças de pedágio e pagar. Isso mesmo: têm que pagar pedágio para ser solidário com os catarinenses!
***
Será que as milionárias concessionárias de pedágio não podem liberar as cancelas? Elas vão ficar pobres por causa disso?
Na verdade, eu posso estar pegando pesado aqui porque não cheguei a ouvir a matéria. Ouvi apenas a chamada que o apresentador Paulo Ubiratan fez agora de manhã – e ele estava bravo pra caramba... com toda razão!!!
***
As concessionárias de pedágio são extremamente impopulares. Por faturarem muito e gastarem pouco, elas poderiam investir mais nas suas imagens. Falta marketing.
Custava muito elas liberarem as cancelas para as frotas e comboios de ajuda que seguem para o Vale do Itajaí? Vão ter prejuízos? Elas não podem ser solidárias com os nossos irmãos?
É revoltante!!! Parece que elas são de outro planeta!
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Espero que eu esteja enganado, mas se não estiver, fico torcendo para que este abuso das “pedageiras” não fique restrita a uma reportagem da CBN. Que esta denúncia saia no “Jornal Nacional” e nas outras grandes redes brasileiras de comunicação, para desmoralizar de vez essas sanguessugas!
Um absurdo!

Quem multa a prefeitura?

A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) começou a perseguir novamente os proprietários que não limpam os seus terrenos. Hoje são cerca de 15 mil terrenos com mato em crescimento.
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Acho que tem que perseguir mesmo. Tem que notificar e multar, mas acho também que antes de fazer isso a CMTU, vulgo prefeitura, tem que primeiro fazer a sua parte. Tem que dar exemplo.
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Hoje, no “Jornal da Manhã” da Rádio Paiquerê AM, faltou ao repórter Carlos Oliveira perguntar justamente isso ao presidente da CMTU, Mauro Yamamoto, na entrevista que fez sobre o problema dos terrenos particulares abandonados.
***
A prefeitura é a maior imobiliarista do município, mas será que ela está cuidando direitinho dos seus terrenos? Como estão as praças públicas? Como estão os canteiros centrais das avenidas? Como estão os seus terrenos ociosos que não têm nada em cima? Perto de casa, por exemplo, tem um “megaterreno” público cercado, mas cheio de mato alto, com as calçadas invadidas, que só servem pra criar o mosquito Aedes aegypti.
***
O Mauro Yamamoto, no alto de sua autoridade, falou que a companhia já notificou 200 proprietários nos últimos 30 dias, e passou a reportagem inteira insinuando ameaças aos donos de terrenos. O Carlão Oliveira dava corda. E eu aguardando uma pergunta sobre a situação dos terrenos públicos...
***
Quem vai notificar a Prefeitura? Quem vai multar a Prefeitura? Ou os matos dos terrenos públicos são limpos, não provocam doenças e não incomodam a vizinhança?
Não é brincadeira! Estou perguntando sério!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

HORA DO RECREIO

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Latinha vazia

Existem algumas emissoras de rádio AM em Londrina, sobretudo as evangélicas, que poderiam muito bem investir mais no jornalismo. A maioria, aliás, nem sabe o que é isso. Jornalismo?
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Elas acabam criando uma situação paradoxal, pois nenhuma delas pode dizer que não têm dinheiro para investir neste segmento tão importante para a sociedade.
Banco, concessionária de pedágio e igreja, afinal, são três das instituições brasileiras imunes à crise global, né?

O jornalismo e a responsabilidade pública

O Júlio Oliveira, da TV Tarobá de Londrina, é um cara legal e politicamente bem informado. Além de competente jornalista, é um celebrado mestre-de-cerimônias. Profissionalíssimo.
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Descobri há pouco o seu blog, e dele pincei uma nota interessante sobre a relação da imprensa com o sensacionalismo. Ele destaca o papel importante da imprensa na cobertura de temas chocantes, como a pedofilia. Para ele - e para mim -, a imprensa pode, sim, cumprir com a sua responsabilidade pública e ajudar (para não dizer "forçar") as autoridades a elucidarem os fatos.
Clique aqui e leia mais.

Pai Herói!

Estamos muito longe do dia dos pais, mas não resisti a esta mensagem. Tem tudo a ver e acho que contribui bastante para os tempos bicudos de hoje. Seja no rádio, na TV, no jornal ou na internet, cansamos de ver filhos desrespeitando flagrantemente os pais:

HORA DO RECREIO

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Nanicos de costas para a solidariedade

Os grandes e médios jornais do país, acompanhados das maiores emissoras de rádio e televisão, entraram de vez na campanha “SOS Santa Catarina”.
Isso é bom, porque estimula o voluntarismo e aguça o espírito participativo do povo – o brasileiro é, de fato, campeão mundial de solidariedade!
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Todos os dias esses veículos mostram a triste realidade dos fortes alagamentos e dos impressionantes deslizamentos de terra no Vale do Itajaí, e promovem grandiosas campanhas de ajuda – que felizmente estão dando resultado.
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Taí um exemplo de responsabilidade social. (Que bom se esses veículos fossem sempre assim...)
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O que me incomoda, neste momento, é porque a maioria dos pequenos jornais, rádios e TVs regionais não enfatiza o problema e não participa da campanha também. Dizer que não entra porque é pequeno e que não tem grande repercussão, não vale – até porque quando seus contatos comerciais correm atrás de anunciantes o discurso é de que o “veículo está em crescimento” e que ele “tem grande repercussão na praça”.
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Aqui no Paraná, por exemplo, existe pelo menos um jornaleco por cidade – é ou não é? São os chamados “jornais periódicos” (muitos, aliás, bem periódicos...).
Eles também poderiam contribuir maciçamente abrindo, em suas páginas, generosos espaços à importância do voluntarismo e da solidariedade.
***
Eu, particularmente, tenho acesso a vários desses periódicos diariamente, e são muito poucos aqueles que abraçam a proposta, como fazem os grandes veículos.
Desde quando as chuvas começaram a castigar os catarinenses, quase nenhum nanico se importou.

Telejornais de 2ª linha

Eu não entendo o PGJ, o famoso “Padrão Globo de Jornalismo”. De forma descarada - mas talvez involuntária -, a Globo desqualifica os seus próprios telejornais. Da grade diária da “Vênus Platinada”, gosto muito do verspertino “Jornal Hoje”, apresentado corriqueiramente pelos competentes Evaristo Costa e Sandra Annenberg, mas volta e meia um deles está ausente e o jornal é apresentado solitariamente pelo outro.
O mesmo acontece com o sonolento “Jornal da Globo”, do William Waak e da Christiane Pelajo.
Já o “Bom Dia Brasil” eu, confesso, não sei. Tentei tentei mas, admito, ainda não peguei o hábito de assisti-lo todo santo dia, então eu não posso compará-lo. Eu o pego de vez em quando, só.
***
Resumo da ópera: o JH e o JG são claramente encarados pela Globo como jornalismo de “segunda linha”, porque no badalado JN (Jornal Nacional) e no dominical “Fantástico” (são jornalismo de primeira linha?), por exemplo, nunca se vê apenas um apresentador.
***
Para mim, um telejornal com apenas um melancólico apresentador é sinal de desprestígio. A apresentação fica sisuda e deprimente.
Às vezes ganha-se mais fazendo trabalhos que
pagam menos.

(Todd Ruthman)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

HORA DO RECREIO

Tem gente que tem titica na cabeça.
Sem comentários!
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Fábio, o detetive da escrita

Já postei, algumas vezes, a minha opinião sobre jornalismo investigativo. Acho que a imprensa de Londrina nos deve essa. Praticamente não temos jornalismo investigativo, e por uma série de problemas – mais de ordem estrutural, da parte dos nossos acanhados veículos de comunicação, do que profissional, afinal, temos poucos mas bons profissionais que tentam trilhar por este caminho.
***
Posso citar alguns: os dois Fábios (O Silveira e o Cavazotti), um do JL e o outro da Folha; e a Janaína Garcia, também da Folha e da TV Cidade. São seres abnegados.
***
Sobre o tema, aliás, o Roberto Ortega, que está com “Cara de Paisagem”, fez uma descontraída e atraente série de entrevista com o Fábio Silveira sobre o jornalismo investigativo. Vale a pena. Leia aqui.

Adote um bichinho

Você gosta de bichinho de estimação? Eu gosto! Até adotamos um aqui em casa, um gato SRD (não é vira-lata, viu?), o “Mickey Carlos Júnior Medeiros da Silva” (foto).
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É Mickey, mas não é rato. E minha filha, quando tinha 3 anos, resolveu dar nome completo pra ele, e isso há 8 anos... Bonitinho, não?
Ultimamente ele anda adoentado, não come e não bebe direito, tive que interná-lo com a veterinária, onde foi muito bem tratado. Lá tomou soro e agora está sob antibióticos.
***
Mas ele tem sorte. Sorte que muitos outros não têm.
Existem cães e gatos que precisam de um lar, de gente que goste deles como se fossem gente.
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É o que muito bem faz o “Jornal de Londrina”, que abriu uma seção especial para os nossos estimados animais. O JL dá um toque diferente em suas páginas.
E também é o que faz a Fernanda Guimarães, que desde criancinha dedica-se à causa. Ela tem o blogue http://querumbicho.blogspot.com.
Entre lá e confira, vale a pena. A Fernanda é a porta-voz dos nossos bichinhos.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A fonte certa está lá

Um grupo de parlamentares esteve em Brasília, no TSE, para tentar resolver a crise eleitoral de Londrina. Saíram de lá com a certeza de que, mais importante do que julgar os embargos de declaração impetrados pelo candidato eleito Antônio Belinati, cuja candidatura foi cassada, é o Tribunal responder à consulta formulada pelo TRE do Piauí. A tal consulta pode nortear e solucionar uma série de problemas eleitorais no país, inclusive o de Londrina.
***
O grupo voltou de lá e expôs a questão da consulta para a mídia londrinense, que não acreditou muito. A maioria dos jornalistas preferiu dar crédito à opinião de advogados e juristas londrinenses (que não vivenciam o cotidiano da Corte). Para eles, os embargos são mais importantes.
***
Acontece que só agora a imprensa está acordando para a realidade e vendo que o importante, mesmo, são as tais consultas do Piauí, porque a cassação da candidatura de Belinati é fato consumado e não será reformada pelo TSE – seja com embargos, seja sem embargos. Quer dizer, os políticos estavam certos.
***
Mas justiça seja feita: um dos pouquíssimos jornalistas londrinenses que perceberam tal importância desde o começo foi o Fábio Cavazotti, da “Folha de Londrina”, que chegou inclusive a entrevistar um dos ministros do TSE.
Parabéns, Fábio!
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É justamente isso que precisa ser feito.
Já disse aqui antes: como caso do Belinati é muito complexo, o certo é a imprensa procurar as fontes certas para noticiar a respeito. E essas fontes estão nos tribunais de Brasília, não em Londrina.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

HORA DO RECREIO

Tem muita gente que se acha disciplinado.
Que nada! Veja este clip, que pelo jeito é da época da guerra.
Esse pessoal é um exemplo de dedicação, coreografia, concentração e, acima de tudo, DISCIPLINA.
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Jornalistas também podem ajudar

O Caso Belinati continua enrolado no Tribunal Superior Eleitoral. Um grupo de políticos, liderados pelo deputado federal Alex Canziani e pelo vereador Tercílio Turini, já esteve lá para tentar ajudar; um outro está sendo formado agora, capitaneado pela OAB, para fazer a mesma coisa.
***
É justamente isso que Londrina precisa fazer: mobilizar as forças políticas, empresariais e profissionais liberais, para tentar encontrar uma solução. O caminho é esse e parece que todos concordam.
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Naturalmente, o impasse causado pela eleição do Belinati vira notícia em Londrina quase todo dia. Ok, certo. Contudo, alguns jornalistas optam por criticar este ou aquele grupo que tenta fazer alguma coisa.
Grupos de políticos, por exemplo, são os primeiros a serem condenados. Ainda que pertençam a uma classe quase que totalmente desacreditada e enxovalhada no país, os políticos também não podem sofrer pré-julgamentos e preconceitos indiscriminados. Calma lá!
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Justamente no momento em que Londrina precisa da união de todos – inclusive dos políticos –, esses jornalistas aparecem apenas para criticar.
Vou dar uma sugestão: por que eles também não fazem um movimento da classe jornalística, junto com os donos de rádio, jornal e televisão, e vão lá no TSE argumentar em favor de Londrina?
Vamos ajudar, gente! Só ficar criticando e falando não resolve nada.
Jornalista idealista precisa ser pragmático!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Jornalistas & Políticos

Todos sabem: existem muitos políticos que usam jornalistas e muitos jornalistas que usam políticos. Tudo pela promoção pessoal.
Nos últimos tempos, por exemplo, sobressai algumas posturas de articulistas como Fábio Campana e Zé Beto.
***
São dois jornalistas conhecidos aqui no Paraná, mas que às vezes passam do ponto. Publicam informações sem checagem e nem ao menos praticam o básico, que é ouvir o outro lado da notícia.
O pior é que, saindo neles, tem jornalista que “repica” a informação em blogues “avulsos” (que não são franqueados de jornais), mantidos por profissionais independentes. Atitudes do gênero implica em prejuízos para a boa notícia.
***
Por outro lado, existem políticos, como o senador Álvaro Dias e o deputado estadual Fábio Camargo, especialistas em criar factóides, que acabam ganhando generosos espaços na mídia, especialmente na mídia eletrônica, como daqueles ali de cima. (Vale lembrar que, de um modo geral, a mídia eletrônica independente – blogues, internet, emails, etc. – ainda carecem de credibilidade pública.)
***
A relação dos profissionais de imprensa com o Poder precisa ser intensivamente policiada pela sociedade e pelos organismos competentes para não comprometer a qualidade da informação. Por outro lado, os jornalistas necessitam passar por uma auto-avaliação com regularidade, caso contrário estarão chafurdando no peleguismo. Quem não faz isso, não é jornalista de verdade, na pura acepção da palavra. Pode ter status, mas não o é.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008


“Tire o ‘S’ da CRISE e
CRIE!”

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Imagem & informação

A “Folha de Londrina” publica uma matéria interessante na edição de hoje. O título: “Direito à imagem x Direito à informação”. Isso mesmo, diz respeito à controvertida discussão sobre a importância de os jornalistas (e os veículos de comunicação) darem a informação sem ferirem a imagem dos personagens envolvidos.
É uma boa polêmica, que foi dividida em duas partes (um box).Clique aí nos links e diverta-se!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

HORA DO RECREIO

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MP acusa HV

A FL publicou hoje uma matéria do repórter FC que fala de uma suposta fraude que está sendo denunciada pelo MP. Trata-se de um caso que envolve a aposentada HV, da SMAS. FC também fala de uns processos levados pela PDPP nos últimos meses, inclusive um que envolve o ex-funcionário da SF da PML, ALS.
***
Você entendeu alguma coisa? Não? Bom, vou traduzir: é um suposto golpe que o Ministério Público (MP) de Londrina está denunciando e que aconteceu entre maio de 1996 e julho de 1997 na Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS). Uma matéria a respeito saiu hoje na “Folha de Londrina” (FL) e foi assinada pelo repórter Fábio Cavazotti (FC), que conta todo o caso e inclusive chegou a entrevistar os acusados, a aposentada HV (HV) e o ex-funcionário da Secretaria de Fazenda (SF), ALS (ALS).
***
Exageros meus à parte (como os do primeiro parágrafo desta nota), o fato é que a Folha preservou os nomes completos de HV e de ALS para viabilizar a matéria.
***
A narrativa da reportagem é interessante e bem informativa. Só me incomoda essa mania de “siglar” (colocar sigla) os nomes das pessoas envolvidas.
***
Se o intuito é preservar a imagem dos acusados sob o pretexto de que ainda não foram condenados, tudo bem, mas se é assim o jornal tem que fazer isso com todo mundo. Não deve preservar apenas os nomes dos suspeitos da elite.Como ficam, por exemplo, os acusados pé-rapados, do proletariado, que são detidos todos os dias pelo país afora e têm os seus nomes escrachados na TV, no rádio e nos jornais?
***
Eu entendo que muitas vezes a reportagem só consegue viabilizar a matéria se garantir o sigilo e o nome das fontes, mas então explique isso ao leitor. Não custa nada colocar uma ou duas linhas a mais no corpo da matéria para explicar que está se preservando o nome das pessoas por causa de questões legais, morais, éticas, por esse ou por aquele motivo. O leitor, como leigo, precisa ser informado sobre o que ele vai ler.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Jornais "lavam as mãos"

O jornalista José Pedriali, que tem um blog conhecido em Londrina, fala apropriadamente do “pecado” que a imprensa de Londrina cometeu durante a recente campanha eleitoral, ao não “escarafunchar a vida dos candidatos”. Para ele (e para mim), a imprensa poderia ter aproveitado aquela oportunidade para mostrar o quem-é-quem dos candidatos.
***
Eu já havia explicado, de outra forma, por que a nossa imprensa local adota esta estranha linha de “isenção política”. Foi na nota “A imprensa não 'pesca' os escândalos”, do dia 14 de junho.
Agora, Pedriali complementa a nossa tese com bastante vigor. Parabéns!
***
Ele diz que a imprensa deveria apresentar os candidatos realmente como eles são, mas, ao contrário, “nivela-os todos e os blinda como insuspeitos mesmo com prova - ou provas, muitas provas - em contrário.” Leia mais aqui.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Seo Antônio preferiria a Assembleia (?)

Não é por nada não, mas acho que o Belinati no fundo no fundo sempre quis é continuar deputado estadual. Não quer ser prefeito no ano que vem, em que pese os seus recursos no TSE e possivelmente no STF.
***
Ele usou o calendário eleitoral de 2008 para projetar ainda mais o seu nome e ganhar visibilidade visando a sua reeleição parlamentar, em 2010. Em outras palavras, usou uma eleição para reforçar a sua densidade eleitoral, que naturalmente já é alta, para catapultá-lo no pleito seguinte, que é o que lhe interessaria.
***
Como deputado, Belinati tem imunidade parlamentar – algo muito importante para quem tem mais de 90 ações rolando contra – e continua mantendo o seu prestígio nas camadas mais populares. De quebra, fica longe das pesadas e naturais pressões por que passam os chefes de Executivo e principalmente dos olhares moralistas das camadas normalmente avessas ao populismo, que certamente intensificariam suas vistas (e perseguições) em todas as ações do então Belinati Prefeito.
***
Esta minha tese talvez não passe de tese mesmo. É apenas uma desconfiança.
Mesmo que tivesse sentido, Belinati jamais iria admiti-la, nem mesmo para a sua consciência e pro seu anjo-da-guarda.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Sem foco

O imbróglio jurídico provocado pelo TSE em cima da eleição de Londrina foi motivo de um apropriado "post" no blog do jornalista Fábio Silveira, que recebeu um comentário questionando o papel da mídia nacional no episódio.
Leia aqui.

Não saiu bem na foto

O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, recebeu o seu sucessor, Eduardo Paes, para tratar da transferência do poder, em janeiro. O encontro teve a sua importância do ponto de vista político, o que naturalmente forçou a presença da imprensa.
***
Os dois fizeram o que tinha que ser feito, mas Maia, pelo jeito, ficou inconformado com o tratamento fotográfico dado pelos jornais fluminenses. Não vem ao caso saber se ele tem razão ou não, mas a sua avaliação sobre o episódio é de se pensar. Veja o que ele escreveu em seu conhecido “Ex-blog”:

AS FOTOS E O JORNALISMO!

1. A comunicação é comandada pelas imagens. A TV é por isso mesmo, a mídia mais importante. Nos jornais, o fotojornalismo passou a ter tanta ou mais importância que as manchetes, e muito mais que os textos. Em geral, as pessoas "lêem" as fotos e o pequeno texto que as acompanha. E passam uma vista pelas manchetes, chamadas e boxes. Isso é a matéria para mais de 90% dos que a "leram".


2. Se há uma contradição entre as chamadas (leads) e as fotos, prevalece na memória a mensagem dada pelas fotos. Há exemplos todos os dias.


3. Na terça-feira dia 28 de outubro, o prefeito eleito pediu audiência ao prefeito do Rio. Na reunião estiveram presentes além desses, os três membros da comissão de transição da prefeitura, o líder do governo na câmara municipal, o futuro vice-prefeito e o coordenador da transição representando o novo prefeito.


4. A reunião foi extremamente cordial, solta, e prática em relação à transição, com pedidos e sugestões. As câmeras de TV e fotografia só tiveram acesso após a reunião encerrada. As fotos clássicas foram feitas, de aperto de mão, etc.. Centenas de fotos em série, quando se pega as pessoas alegres, piscando, sérias, olhando para aqui e para acolá.


5. Na hora de editar as fotos, se dá a seleção o caráter que se quer dar da reunião. As fotos escolhidas criaram a sensação de uma reunião tensa, e mesmo que as chamadas não tenham dito isso, as fotos e seus pequenos textos disseram.


6. No dia seguinte, os levantamentos feitos pela manhã sobre leitura dos jornais deram como versão da reunião o constrangimento, a circunspecção, o afastamento... enfim, uma reunião tensa. O conteúdo da reunião foi mudado pelas fotos editadas. Para este Ex-Blog, retratou nada mais do que nos ensina a teoria e investigações sobre comunicação e jornalismo hoje, fartamente documentadas. Como este Ex-Blog já explicou, factóide é um fato carregado de imagem. É diferente de pseudo-fato, que é a impressão que um fato dá ao ser transmitido com imagens inversas.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008


"São as pequenas coisas que constroem
a maior parte de nossas vidas."

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

HORA DO RECREIO

Domingo tem Fórmula 1 em São Paulo e vamos torcer pelo Massa. Mas... cá entre nós: que saudade do Ayrton, não? Os domingos eram especiais! E quando chovia, então?
Já que podemos ter um GP Brasil com chuva, veja aí um trecho de uma das memoráveis corridas do Senna. Foi na pista de Donnington Park, em 1993, debaixo de um pé-dágua daqueles.
Vale a pena!
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Dois pesos, duas medidas

O clima festivo de vitória eleitoral, como a de Antônio Belinati aqui em Londrina, deixou muita gente anestesiada ou involuntariamente distraída. Aconteceu ontem, por exemplo, quando o repórter Carlos Oliveira, da Rádio Paiquerê AM, entrevistava o presidente da Câmara Municipal, Sidney de Souza.
***
Carlão perguntava ao vereador sobre o que ele achava da votação em Londrina, e Souza, que havia sido incluído no Caso Mensalinho da Câmara, conforme denúncias do algoz Orlando Bonilha, encheu a boca para dizer que a eleição de Belinati foi justa porque “o povo não gosta de denúncias vazias” ou perseguições.
***
Talvez Sidney estivesse entorpecido pela vitória belinatista para deixar escapar uma pitada de incoerência, afinal, ele mesmo foi vítima de supostas denúncias “vazias” e de perseguições ao não se reeleger para um novo mandato de vereador. O mesmo povo que elegeu Belinati não elegeu Sidney para a Câmara.
***
Neste caso, faltou ao Carlão perguntar ao presidente da Câmara o porquê desta “contradição” eleitoral.

sábado, 25 de outubro de 2008

No Momento está certo

O jornalista londrinense Carlos Arruda, o “Carlão”, acertou na veia ao comentar, em seu blog “No Momento”, o debate Belinati-Hauly ocorrido ontem à noite na TV Coroados (Globo). Um debate chato, sem consistência nas propostas.

***
Carlão também falou dos naturais apoios dos jornais norte-americanos aos candidatos à presidência dos EUA, e alfinetou a situação da imprensa londrinense no que diz respeito a abraçar individualmente as causas dos candidatos - um assunto que já abordamos aqui.
Concordo com ele em gênero, número e grau.
Veja o que ele escreveu:

“O debate de Belinati e Hauly na Globo foi ficando chato depois do segundo bloco. A fórmula dos debates está cansando. A pretexto de informar a opinião pública os candidatos se submetem a uma maratona insana de debates durante a campanha. Os debates duram horas e às vezes são assistidos por três gatos pingados. As regras contribuem para tornar o espetáculo maçante.
Talvez um ou dois debates, com os órgãos de comunicação entrando em cadeia livremente pudesse ser uma solução.
Ontem na Globo, para variar, Hauly estava nervoso e Belinati sarcástico.

000-000-000

O New York Times acaba de anunciar em editorial que apóia Barak Obama. São mais de 129 jornais nos Estados Unidos que já fizeram a sua opção por um dos candidatos à Casa Branca. É normal para eles. No Brasil, já se tentou fazer o mesmo. Na eleição presidencial de 2002, a revista Exame disse com todas as letras que apoiava José Serra. Seguiu o pensamento de seus leitores, a maioria empresários.
E em Londrina? Nossa imprensa parece retroceder no tempo assumindo-se mais provinciana do que nunca. Às vezes se deixa manipular por um dos lados, em outras se fecha em copas (a cobertura das eleições é incrivelmente omissa). A dissimulação da imprensa de uma maneira geral agride o senso crítico dos leitores.”

terça-feira, 21 de outubro de 2008

HORA DO RECREIO


Já foi melhor

Eu gosto do “Informe Folha”, da Folha de Londrina, é a primeira coisa que eu vejo quando abro o jornal, todos os dias. Mas, admito: a coluna já teve dias bem melhores.

Quem é o dito cujo?

Hoje, a coluna política “Informe Folha”, da Folha de Londrina, dá quatro notas a respeito do padre César Braga, da Paróquia Sagrados Corações (Centro da cidade), que na homilia do último sábado teria dito que quem usa adesivo de campanha de um determinado candidato, “não é cristão”.
***
Ainda segundo a nota do jornal, o padre disse o número deste candidato, e antes mesmo de acabar a missa correligionários do adversário do mesmo distribuíram aos fiéis material de campanha do seu candidato preferido.
***
O que eu gostaria de saber é por que a Folha não disse qual era o candidato do padre e quem era o candidato condenado, afinal, se o padre tornou o nome público dentro da igreja, porque um jornal não pode?
***
Se o caso acontecesse nos grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, a grande imprensa não pensaria duas vezes em dizer quem é o dito cujo.
Nossa imprensa, infelizmente, ainda continua com estigma de pequenez.
***
Em tempo: o candidato do padre é o Hauly, e o candidato condenado é o Belinati, claro!

Da água pro vinho

Depois de anunciar que pessoalmente não iria com ninguém no segundo turno, Barbosa Neto resolveu ontem apoiar o Belinati. O meio político londrinense foi surpreendido com a decisão do pedetista.
***
A própria imprensa local e até do Estado também foi pega de surpresa, mas não deixou de questionar publicamente a incoerência do ex-candidato do PDT, já que no passado recente, ainda no primeiro turno, Barbosa havia criticado o concorrente, agora parceiro, em várias ocasiões – em debates, reuniões com eleitores, comícios, encontros e sabatinas eleitorais.
***
A imprensa, de um modo geral, acertou desta vez. Muito bom! (É uma pena que não seja sempre assim.)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Aviso aos navegantes. De novo

Perguntaram-me por que eu não faço comentários específicos sobre política aqui neste espaço. Simples, porque o meu foco é o comportamento da mídia. Está ali no meu perfil.
Minha proposta, aqui neste blog, é pegar no pé da imprensa, avaliando, com bastante humildade, um pouco do que ela publica ou deixa de publicar.
Falei.

Como votaremos no domingo?

O imbróglio provocado pelo TSE em torno da candidatura “sub judice” de Antônio Belinati deixa os eleitores londrinenses com uma grande interrogação na cabeça: afinal, se votar nele, o voto vai valer? Em caso de cassação da candidatura, o terceiro colocado Barbosa Neto vai disputar o segundo turno sem fazer campanha eleitoral? Se a cassação for depois da eleição, o resultado do segundo turno fica valendo ou se realiza outro entre Hauly e Barbosa? É possível adiar a eleição para outra data até a definição do caso? Se Belinati for afastado ele pode recorrer? Se ele não for afastado a Procuradoria Geral do Estado, que assina o recurso no TSE, pode recorrer?
***
Os grandes jornais, rádios e TVs de Londrina, através de suas equipes de jornalismo, poderiam muito bem pesquisar a fundo o assunto lá mesmo no Tribunal, ou até realizar matérias especiais com pelo menos dois ou três especialistas em Direito Eleitoral. Tudo em nome do esclarecimento. Tudo em nome da cidadania.
Jornais, rádios e TVs têm estrutura e deveriam ir atrás justamente por serem veículos de comunicação de massa.
Fica aí a dica.

Marcar posição é importante

Elogios à abordagem do jornal “Tribuna do Norte” de hoje, que lembrou um aspecto muito importante da imprensa norte-americana: a coragem de marcar posição política, definindo este ou aquele candidato de sua preferência na eleição.
A Tribuna, que tem sede em Apucarana (Norte do Paraná) e que circula principalmente na região do Vale do Ivaí, diz apropriadamente que, nos Estados Unidos, os grandes jornais “se posicionam publicamente a este ou àquele concorrente, sem abdicar, contudo, do seu poder de crítica e de vigilância”, e que “no Brasil, esta é uma postura que aos poucos começa a surgir também nos grandes jornais”.
***
Eu vou mais além: acho que esta é uma postura que deveria ser adotada por todos os jornais, revistas, rádios e TVs sérios do país, sejam eles pequenos, médios ou grandes.
Veja a íntegra da nota publicada pela Tribuna:

“O apoio que os grandes jornais do EUA anunciaram publicamente nesta sexta-feira ao candidato democrata à Casa Branca, Barak Obama, retoma uma tradição na maior democracia do mundo. Lá, há muito que os veículos de comunicação se posicionam publicamente a este ou àquele concorrente, sem abdicar, contudo, do seu poder de crítica e de vigilância. Pelo contrário. Ao tornar claro aos leitores, em editoriais, o postulante de sua preferência, o “The Chicago Tribune”, Los Angeles Times” e “The Washington Post” apenas indicaram o nome que consideram mais preparado para conduzir o país, ainda mais agora num período de crise internacional. No Brasil, esta é uma postura que aos poucos começa a surgir também nos grandes jornais, contribuindo para a transparência que deve nortear suas linhas editoriais.”

Coragem importada

É preciso um veículo de comunicação de fora para mostrar o que anda acontecendo nos bastidores da política londrinense. Mais uma vez a imprensa de Londrina ficou nos devendo.
Olhe o que saiu na revista “Veja” desta semana:

“O ex-deputado José Janene, do PP paranaense, está de volta. Ele arrecada fundos para Antônio Belinati, que tenta voltar à prefeitura de Londrina. Acusado de corrupção, Belinati foi cassado em 2000. Janene ia no mesmo caminho há três anos, quando se descobriu que ele chefiava o mensalão no PP. Escapou da degola ao convencer seus colegas que estava à beira da morte. Mas, como se vê, tem saúde para dar e vender, não necessariamente nessa ordem.”

Reparo feito, sem problemas

O “Jornal da Manhã” da Rádio Paiquerê AM deu, em primeira mão, a notícia de que a Justiça condenou, ainda em primeira instância, 44 dos 52 réus do caso envolvendo a contratação, pela então Companhia Municipal de Urbanização (Comurb, hoje CMTU), de 212 funcionários sem concurso público no ano de 1998.
***
A forma como a matéria foi ao ar causou um certo desconforto, pois algumas pessoas passaram a mandar mensagens para a rádio, pela internet, perguntando por que a emissora não lembrou que o caso aconteceu durante a gestão do então prefeito Antônio Belinati, hoje concorrente novamente ao cargo.
***
Antes de o programa acabar, o reparo foi feito, sem problemas.

"A vida do homem começa no instante em que ele começa
a aprender."

Precisa aparecer antes

Apenas para reforçar o que é informado na nossa janela de comentários: só publicarei opiniões de quem se identificar devidamente. Não tem como publicarmos os "anônimos" ou algo de gente que se esconde atrás de pseudônimos duvidosos.
É um contracenso colocarmos comentários articulados de forma acovardada. O leitor merece respeito.
Agradeço.

domingo, 19 de outubro de 2008

"Esqueçam o que eu disse"

No primeiro turno das eleições de Londrina, o candidato Luiz Carlos Hauly criticou duramente o instituto Ibope e o colocou sob suspeita. Isto porque os resultados das pesquisas lhe eram desfavoráveis naquela ocasião.
***
Agora que saiu o Ibope do segundo turno, onde aparece bem colocado, pertinho do primeiro lugar, o tucano o usa para propagar positivamente a sua campanha. Agora, o consagrado Ibope deve ser o melhor instituto do Sistema Solar...
***
Hauly esqueceu a crítica passada. Valorizou a hipocrisia e o cinismo, e quase ninguém da grande imprensa de Londrina se tocou para este contraditório.
Pelo que eu vi, o único que lembrou do fato foi o jornalista do "Jornal de Londrina" Fábio Silveira.

sábado, 18 de outubro de 2008

Barriga do sequestro

O sequestro de Santo André teve um desfecho trágico ontem à noite. Até chegaram a "matar" a jovem Eloá, vítima de um desses psicóticos que infestam as nossas grandes cidades.
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Achei interessante a análise do jornalista Roberto Ortega, do blog "Cara de Paisagem", sobre a "barriga" jornalística ocorrida durante o calor do caso, envolvendo a pseudo-morte da vítima. Clique aqui e veja.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Que time é esse?

Uma “sonegação” de informação aconteceu ontem à noite no “Jornal da Band”, durante a cobertura do caso da jovem que está refém em Santo André (SP). Fanático, o rapaz que praticou o rapto, um tal de Lindemberg, colocou uma camisa bem vistosa do São Paulo na janela do banheiro. Entretanto, no material jornalístico editado, que foi ao ar, o narrador fala da vestimenta mas intrigantemente omite o nome do time.
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É uma tremenda bobagem! Por que isso? A camisa do São Paulo estava bem evidente nas imagens apresentadas ao telespectador, não tem por que ficar omitindo-o.
Contudo, quando o repórter entrou ao vivo do local, o erro editado foi reparado. Ele mencionou a camisa e até entrevistou um diretor do clube, que se colocou à disposição para ajudar na libertação da moça.
Aí, sim.
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Quando se entregar, Lindemberg estará em maus lençóis, até porque é tricolor...