quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Papelão da CNT

A TV CNT fez um papelão ontem à tarde, logo depois do almoço. Por ordem do diretor da emissora, Rodrigo Martinez, proibiu a entrada no recinto do deputado federal Alex Canziani (PTB-PR), que havia sido convidado a participar de um programa de entrevistas.
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A censura promovida pelo diretor é motivada pela disputa partidária que corre nos bastidores. Canziani é presidente estadual do PTB, mas a família Martinez trabalha para tirar o deputado da cabeça do partido.
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Alex irrelevou a atitude, mas cutucou: “O Rodrigo foi deselegante. Infelizmente ele não herdou a educação, a elegância e nem o espírito democrático do pai, José Carlos Martinez.”
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José Carlos, o “Batatinha”, foi deputado federal e era o todo-poderoso da CNT no Paraná até sua morte em um acidente de avião, em outubro de 2003.
Político experimentado, com certeza ele não tomaria uma atitude destas.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Imbecis precisam de explicação, sim!

O jornalista Délio César, ex-vice-prefeito de Londrina, critica quem cobra a presença do “Movimento da Moralidade” nesta nova fase corruptiva da política londrinense, que envolve vereadores e empresários da cidade.
O Délio chama de “idiota” e “imbecil” quem pede a presença do extinto (?) movimento, e diz que tem radialista e jornalista que repetem estas “asneiras” na latinha e nos jornais.
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Respeito o Délio, gosto dele, mas não posso concordar com a sua opinião. Desse modo, considero-me, então, um idiota e um imbecil também.
Pois bem: esse imbecil aqui acha que o Movimento da Moralidade está realmente fazendo falta em mais este momento triste e crítico da política londrinense.
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O Délio deve ter feito parte daquele grupo (deve), e diz, em sua page (www.deliocesar.jor.br), que “o Movimento é uma mobilização da sociedade (...) Não tem político, não tem candidato e não tem satisfação a dar para qualquer imbecil. O Movimento, sem dono, de vez em quando reaparece e assim vai continuar, aberto para quem dele quiser participar”.
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Primeiro: não existe um movimento desses sem uma orientação de cima. É utopia! Alguém está nas cabeças e orienta tudo. Na época do caso Ama-Comurb, por exemplo, o grupo surgiu, estava muito bem mobilizado e isso não acontece quando não se tem “dono” (ou uma coordenação). É impossível!! E até, no fundo no fundo, tinha um propositozinho político-partidário, nutrindo simpatias pelo PSDB e pelo PT, em menor grau.
Segundo: o Movimento da Moralidade tem que dar satisfação, sim, inclusive para imbecis, como eu. Já que este é uma “mobilização da sociedade”, então tem que dar explicações pra sociedade, ora!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Cadê o Movimento da Moralidade?

O novo escândalo político que está abalando Londrina não é novidade nos bastidores do poder local. Como diz o presidente do Clube de Engenharia da cidade, Nélson Brandão, é praxe empresários serem instados a pagarem propina para alguns vereadores apoiarem determinados projetos de lei.
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Nessa história toda, que estourou publicamente semana passada com a prisão do vereador Henrique Barros (PMDB), uma preponderante ausência está sendo sentida no seio da sociedade londrinense: o “Movimento da Moralidade Pé Vermelho Mãos Limpas”.
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Onde estão os seus integrantes, que foram valorosos entre 1999 e 2001 durante o escândalo chamado “Ama-Comurb”? Na ocasião, a sociedade, capitaneada e capitalizada pelo Movimento, pressionou tanto e o clima ficou tão à cor da pele que até o prefeito da cidade da época foi extraordinariamente cassado pela Câmara Municipal.
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Afinal, onde eles estão agora? Não era o caso de eles voltarem à ação? Poxa, o Movimento ganhou tanto reconhecimento e até prêmio internacional naquela ocasião mas... e agora?
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Ouvi o radialista Lino Ramos, da Rádio Paiquerê AM de Londrina, propor “deixar quieto” e não tocar no assunto. Por quê?
O Lino recebeu muitas cartas de ouvintes perguntando sobre o paradeiro do Movimento, mas ao invés de ir atrás e pegar declarações dos seus integrantes a Paiquerê prefere escantear o assunto. Não entendi.
Tem que ir atrás, sim, e cobrar daquele grupo uma postura igual ao que ocorreu há sete anos.
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Se isso não acontecer, o Movimento da Moralidade pode ser paradoxalmente desmoralizado, desacreditado, e ganhar a pecha de ter sido criado apenas por interesses políticos e para perseguir tão somente determinadas figuras da cidade – não que essas figuras não merecessem, mas o fato é que outras personalidades políticas da atualidade também merecem...

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer, porém, é difícil para quem tem coração.