quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Jornalismo sem investigação

Domingo a “Folha de Londrina” subliminou um ponto que eu já abordei aqui: o extinto “jornalismo investigativo” paranaense. Ninguém, nem mesmo a Folha de Londrina, pratica esta arte nobre e digna do jornalismo!
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A investigação dos fatos e das notícias é coisa do passado na grande imprensa do Paraná. De um modo geral, os jornalões e as principais emissoras de rádio e TV contentam-se em fazer o feijão-com-arroz. Quando muito plantam um setorista nas promotorias públicas para ver se pegam alguma novidade com exclusividade. Uma pena!
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Na outra ponta, vemos uma alta rotatividade de profissionais nas Redações, o que acaba implicando num baixo nível qualitativo do material produzido.
De um modo geral, os veículos de comunicação, verdadeiros “caolhos”, contentam-se com pouco e não se esforçam: relativizam os assuntos e deixam as matérias caírem na vala da mediocridade.
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No fundo, acho que foi isso que quis dizer o coordenador de cursos e projetos da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, José Roberto de Toledo, que esteve em Londrina semana passada realizando uma palestra exclusiva para os profissionais da Folha.
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Veja o que ele disse:
“Estamos evoluindo, mas ainda muito longe de chegar onde é preciso: nós, jornalistas, ainda temos muitas deficiências técnicas, temos empresas com deficiências de infra-estrutura e número de profissionais, e tudo decorrente da conjuntura que vivemos, que é algo que não vai mudar”.
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O conselho dele para os jornalistas:
“Buscar estar mais bem preparado para enfrentar essas realidades, estudar assuntos com os quais não está acostumado e aprender mesmo especialidades que parecem enfadonhas, mas que são essenciais. Em suma: o que vale é se aperfeiçoar ainda muito mais.”
Sabrina Sato diz: É verdade!

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