quinta-feira, 3 de abril de 2008

Divulgação da tiragem

Todo o segmento das publicações periódicas (semanários, quinzenários, mensais, bianuais, etc.), seja grande ou pequeno, deveria ser OBRIGADO a publicar um expediente, mas não é o que vemos nos rincões do nosso Brasil. Pior: muitas pequenas publicações, principalmente aquelas que aparecem de vez em quando (sem periodicidade regular), não o inserem e muito menos têm a certificação de sua tiragem publicada em suas edições.
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Pior do que não ter expediente é não ter um órgão oficial ou renomado que auditore a sua tiragem. Sem este importante elemento técnico, a publicação incorre na clandestinidade e atua no submundo da imoralidade, com o intuito único de jogar um embuste sobre anunciantes e demais clientes.
Eles escondem algo, e o que escondem é justamente o que eles não têm: qualidade de informação e compromisso social.
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Uma lei que obrigasse a constar a tiragem nos expedientes viria em boa hora. E sua aplicação até seria fácil de acompanhar. Se algo fosse publicado sem estas exigências, aquele título estaria sumariamente proibido de circular nas edições subseqüentes, sob pena de multas e outras condenações para os seus responsáveis ou para a gráfica que o imprimiu. Tais publicações também deveriam se sujeitar a auditorias oficiais periodicamente, à moda do Procon ou do próprio Ministério das Comunicações, entre outros organismos.
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A aplicação da lei também seria eficiente nos meios de comunicação eletrônica (pequenas emissoras de rádio e TV, sites e afins).
Já passou da hora de darmos mais credibilidade a estes segmentos, que vivem um tanto à margem da sociedade. Todos os dias a gente vê, lê e ouve uma quantidade enorme de informação nesses veículos mas não sabemos de quem são e para quantos eles estão se comunicando.

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