quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sem o nome dos bois

Daqui a pouco vai fazer um ano que estou com esse blogue e, desde o início, observo que alguns temas são recorrentes. É o caso do “jornalismo investigativo”, que praticamente não existe nos jornais interioranos. Aliás, são poucos os veículos de comunicação do país que mantêm jornalistas capacitados para tal finalidade.
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Veja um exemplo: neste dia 26 a Rádio Paiquerê AM de Londrina noticiou o flagrante de três pessoas que estavam praticando pesca irregular na região. Deu a notícia mas não deu “o nome aos bois”. Não falou quem são os infratores, optou-se por mencionar apenas as iniciais de seus nomes.
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Aliás, não foi só a Paiquerê. O site noticioso Londrix também foi omisso, assim como outros veículos que deram a tal notícia mas sem dar o “quem” (uma das perguntinhas básicas do lead jornalístico).
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Não deveria ser assim, afinal, ocorreram flagrantes e isso é notícia. Se ocorreu flagrantes é porque obviamente alguém, com nome e sobrenome, foi flagrado.
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Por que sonegar os seus nomes? Seria porque esses pescadores gozam de alguma regalia legal? Seria porque eles pertencem a uma classe social mais alta do que os miseráveis que são flagrados diariamente pela polícia nas ruas da cidade? (Esses miseráveis... ah, esses miseráveis... deles a gente sabe o nome, o sobrenome, o nome do cachorrinho, a casa onde moram, etc...)
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Se a autoridade policial – no caso, o Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde, da Polícia Militar de Londrina – não passa o nome dos pescadores infratores, vai atrás e consiga através de outras formas, pô!

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