segunda-feira, 23 de junho de 2008

Propaganda extemporânea é relativa

A Justiça Eleitoral paulista condenou a “Folha de S. Paulo” e a revista “Veja São Paulo” por terem publicado entrevistas com a pré-candidata Marta Suplicy fora da época eleitoral, o que é proibido segundo a legislação pertinente.
A punição: multa para a Folha no valor de R$ 21.282,00; para a Editora Abril, no mesmo valor; e multa para a própria pré-candidata, de R$ 42.564,00.
O juiz entendeu que houve propaganda antecipada nas entrevistas concedidas aos dois veículos no dia 4 de junho, mas ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral.
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A decisão virou polêmica e está recebendo críticas de todo o lado. Uma das entidades de classe que se manifestaram foi a Associação Brasileira de Imprensa.
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O presidente da ABI, Maurício Azêdo, não deixou por menos e “lascou pau” em cima da Justiça.
A ABI lamenta ter de reafirmar que o Poder Judiciário é atualmente o maior inimigo da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão no país, como tem ficado evidente na farta massa de decisões e de despachos colidentes com essas franquias constitucionais emanados de juízes”.
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Jogou pesado o Azêdo, mas tem sentido sim.

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