segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Marcar posição é importante

Elogios à abordagem do jornal “Tribuna do Norte” de hoje, que lembrou um aspecto muito importante da imprensa norte-americana: a coragem de marcar posição política, definindo este ou aquele candidato de sua preferência na eleição.
A Tribuna, que tem sede em Apucarana (Norte do Paraná) e que circula principalmente na região do Vale do Ivaí, diz apropriadamente que, nos Estados Unidos, os grandes jornais “se posicionam publicamente a este ou àquele concorrente, sem abdicar, contudo, do seu poder de crítica e de vigilância”, e que “no Brasil, esta é uma postura que aos poucos começa a surgir também nos grandes jornais”.
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Eu vou mais além: acho que esta é uma postura que deveria ser adotada por todos os jornais, revistas, rádios e TVs sérios do país, sejam eles pequenos, médios ou grandes.
Veja a íntegra da nota publicada pela Tribuna:

“O apoio que os grandes jornais do EUA anunciaram publicamente nesta sexta-feira ao candidato democrata à Casa Branca, Barak Obama, retoma uma tradição na maior democracia do mundo. Lá, há muito que os veículos de comunicação se posicionam publicamente a este ou àquele concorrente, sem abdicar, contudo, do seu poder de crítica e de vigilância. Pelo contrário. Ao tornar claro aos leitores, em editoriais, o postulante de sua preferência, o “The Chicago Tribune”, Los Angeles Times” e “The Washington Post” apenas indicaram o nome que consideram mais preparado para conduzir o país, ainda mais agora num período de crise internacional. No Brasil, esta é uma postura que aos poucos começa a surgir também nos grandes jornais, contribuindo para a transparência que deve nortear suas linhas editoriais.”

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