quinta-feira, 27 de novembro de 2008

HORA DO RECREIO

Tem gente que tem titica na cabeça.
Sem comentários!
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Fábio, o detetive da escrita

Já postei, algumas vezes, a minha opinião sobre jornalismo investigativo. Acho que a imprensa de Londrina nos deve essa. Praticamente não temos jornalismo investigativo, e por uma série de problemas – mais de ordem estrutural, da parte dos nossos acanhados veículos de comunicação, do que profissional, afinal, temos poucos mas bons profissionais que tentam trilhar por este caminho.
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Posso citar alguns: os dois Fábios (O Silveira e o Cavazotti), um do JL e o outro da Folha; e a Janaína Garcia, também da Folha e da TV Cidade. São seres abnegados.
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Sobre o tema, aliás, o Roberto Ortega, que está com “Cara de Paisagem”, fez uma descontraída e atraente série de entrevista com o Fábio Silveira sobre o jornalismo investigativo. Vale a pena. Leia aqui.

Adote um bichinho

Você gosta de bichinho de estimação? Eu gosto! Até adotamos um aqui em casa, um gato SRD (não é vira-lata, viu?), o “Mickey Carlos Júnior Medeiros da Silva” (foto).
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É Mickey, mas não é rato. E minha filha, quando tinha 3 anos, resolveu dar nome completo pra ele, e isso há 8 anos... Bonitinho, não?
Ultimamente ele anda adoentado, não come e não bebe direito, tive que interná-lo com a veterinária, onde foi muito bem tratado. Lá tomou soro e agora está sob antibióticos.
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Mas ele tem sorte. Sorte que muitos outros não têm.
Existem cães e gatos que precisam de um lar, de gente que goste deles como se fossem gente.
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É o que muito bem faz o “Jornal de Londrina”, que abriu uma seção especial para os nossos estimados animais. O JL dá um toque diferente em suas páginas.
E também é o que faz a Fernanda Guimarães, que desde criancinha dedica-se à causa. Ela tem o blogue http://querumbicho.blogspot.com.
Entre lá e confira, vale a pena. A Fernanda é a porta-voz dos nossos bichinhos.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A fonte certa está lá

Um grupo de parlamentares esteve em Brasília, no TSE, para tentar resolver a crise eleitoral de Londrina. Saíram de lá com a certeza de que, mais importante do que julgar os embargos de declaração impetrados pelo candidato eleito Antônio Belinati, cuja candidatura foi cassada, é o Tribunal responder à consulta formulada pelo TRE do Piauí. A tal consulta pode nortear e solucionar uma série de problemas eleitorais no país, inclusive o de Londrina.
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O grupo voltou de lá e expôs a questão da consulta para a mídia londrinense, que não acreditou muito. A maioria dos jornalistas preferiu dar crédito à opinião de advogados e juristas londrinenses (que não vivenciam o cotidiano da Corte). Para eles, os embargos são mais importantes.
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Acontece que só agora a imprensa está acordando para a realidade e vendo que o importante, mesmo, são as tais consultas do Piauí, porque a cassação da candidatura de Belinati é fato consumado e não será reformada pelo TSE – seja com embargos, seja sem embargos. Quer dizer, os políticos estavam certos.
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Mas justiça seja feita: um dos pouquíssimos jornalistas londrinenses que perceberam tal importância desde o começo foi o Fábio Cavazotti, da “Folha de Londrina”, que chegou inclusive a entrevistar um dos ministros do TSE.
Parabéns, Fábio!
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É justamente isso que precisa ser feito.
Já disse aqui antes: como caso do Belinati é muito complexo, o certo é a imprensa procurar as fontes certas para noticiar a respeito. E essas fontes estão nos tribunais de Brasília, não em Londrina.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

HORA DO RECREIO

Tem muita gente que se acha disciplinado.
Que nada! Veja este clip, que pelo jeito é da época da guerra.
Esse pessoal é um exemplo de dedicação, coreografia, concentração e, acima de tudo, DISCIPLINA.
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Jornalistas também podem ajudar

O Caso Belinati continua enrolado no Tribunal Superior Eleitoral. Um grupo de políticos, liderados pelo deputado federal Alex Canziani e pelo vereador Tercílio Turini, já esteve lá para tentar ajudar; um outro está sendo formado agora, capitaneado pela OAB, para fazer a mesma coisa.
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É justamente isso que Londrina precisa fazer: mobilizar as forças políticas, empresariais e profissionais liberais, para tentar encontrar uma solução. O caminho é esse e parece que todos concordam.
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Naturalmente, o impasse causado pela eleição do Belinati vira notícia em Londrina quase todo dia. Ok, certo. Contudo, alguns jornalistas optam por criticar este ou aquele grupo que tenta fazer alguma coisa.
Grupos de políticos, por exemplo, são os primeiros a serem condenados. Ainda que pertençam a uma classe quase que totalmente desacreditada e enxovalhada no país, os políticos também não podem sofrer pré-julgamentos e preconceitos indiscriminados. Calma lá!
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Justamente no momento em que Londrina precisa da união de todos – inclusive dos políticos –, esses jornalistas aparecem apenas para criticar.
Vou dar uma sugestão: por que eles também não fazem um movimento da classe jornalística, junto com os donos de rádio, jornal e televisão, e vão lá no TSE argumentar em favor de Londrina?
Vamos ajudar, gente! Só ficar criticando e falando não resolve nada.
Jornalista idealista precisa ser pragmático!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Jornalistas & Políticos

Todos sabem: existem muitos políticos que usam jornalistas e muitos jornalistas que usam políticos. Tudo pela promoção pessoal.
Nos últimos tempos, por exemplo, sobressai algumas posturas de articulistas como Fábio Campana e Zé Beto.
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São dois jornalistas conhecidos aqui no Paraná, mas que às vezes passam do ponto. Publicam informações sem checagem e nem ao menos praticam o básico, que é ouvir o outro lado da notícia.
O pior é que, saindo neles, tem jornalista que “repica” a informação em blogues “avulsos” (que não são franqueados de jornais), mantidos por profissionais independentes. Atitudes do gênero implica em prejuízos para a boa notícia.
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Por outro lado, existem políticos, como o senador Álvaro Dias e o deputado estadual Fábio Camargo, especialistas em criar factóides, que acabam ganhando generosos espaços na mídia, especialmente na mídia eletrônica, como daqueles ali de cima. (Vale lembrar que, de um modo geral, a mídia eletrônica independente – blogues, internet, emails, etc. – ainda carecem de credibilidade pública.)
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A relação dos profissionais de imprensa com o Poder precisa ser intensivamente policiada pela sociedade e pelos organismos competentes para não comprometer a qualidade da informação. Por outro lado, os jornalistas necessitam passar por uma auto-avaliação com regularidade, caso contrário estarão chafurdando no peleguismo. Quem não faz isso, não é jornalista de verdade, na pura acepção da palavra. Pode ter status, mas não o é.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008


“Tire o ‘S’ da CRISE e
CRIE!”

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Imagem & informação

A “Folha de Londrina” publica uma matéria interessante na edição de hoje. O título: “Direito à imagem x Direito à informação”. Isso mesmo, diz respeito à controvertida discussão sobre a importância de os jornalistas (e os veículos de comunicação) darem a informação sem ferirem a imagem dos personagens envolvidos.
É uma boa polêmica, que foi dividida em duas partes (um box).Clique aí nos links e diverta-se!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

HORA DO RECREIO

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MP acusa HV

A FL publicou hoje uma matéria do repórter FC que fala de uma suposta fraude que está sendo denunciada pelo MP. Trata-se de um caso que envolve a aposentada HV, da SMAS. FC também fala de uns processos levados pela PDPP nos últimos meses, inclusive um que envolve o ex-funcionário da SF da PML, ALS.
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Você entendeu alguma coisa? Não? Bom, vou traduzir: é um suposto golpe que o Ministério Público (MP) de Londrina está denunciando e que aconteceu entre maio de 1996 e julho de 1997 na Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS). Uma matéria a respeito saiu hoje na “Folha de Londrina” (FL) e foi assinada pelo repórter Fábio Cavazotti (FC), que conta todo o caso e inclusive chegou a entrevistar os acusados, a aposentada HV (HV) e o ex-funcionário da Secretaria de Fazenda (SF), ALS (ALS).
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Exageros meus à parte (como os do primeiro parágrafo desta nota), o fato é que a Folha preservou os nomes completos de HV e de ALS para viabilizar a matéria.
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A narrativa da reportagem é interessante e bem informativa. Só me incomoda essa mania de “siglar” (colocar sigla) os nomes das pessoas envolvidas.
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Se o intuito é preservar a imagem dos acusados sob o pretexto de que ainda não foram condenados, tudo bem, mas se é assim o jornal tem que fazer isso com todo mundo. Não deve preservar apenas os nomes dos suspeitos da elite.Como ficam, por exemplo, os acusados pé-rapados, do proletariado, que são detidos todos os dias pelo país afora e têm os seus nomes escrachados na TV, no rádio e nos jornais?
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Eu entendo que muitas vezes a reportagem só consegue viabilizar a matéria se garantir o sigilo e o nome das fontes, mas então explique isso ao leitor. Não custa nada colocar uma ou duas linhas a mais no corpo da matéria para explicar que está se preservando o nome das pessoas por causa de questões legais, morais, éticas, por esse ou por aquele motivo. O leitor, como leigo, precisa ser informado sobre o que ele vai ler.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Jornais "lavam as mãos"

O jornalista José Pedriali, que tem um blog conhecido em Londrina, fala apropriadamente do “pecado” que a imprensa de Londrina cometeu durante a recente campanha eleitoral, ao não “escarafunchar a vida dos candidatos”. Para ele (e para mim), a imprensa poderia ter aproveitado aquela oportunidade para mostrar o quem-é-quem dos candidatos.
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Eu já havia explicado, de outra forma, por que a nossa imprensa local adota esta estranha linha de “isenção política”. Foi na nota “A imprensa não 'pesca' os escândalos”, do dia 14 de junho.
Agora, Pedriali complementa a nossa tese com bastante vigor. Parabéns!
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Ele diz que a imprensa deveria apresentar os candidatos realmente como eles são, mas, ao contrário, “nivela-os todos e os blinda como insuspeitos mesmo com prova - ou provas, muitas provas - em contrário.” Leia mais aqui.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Seo Antônio preferiria a Assembleia (?)

Não é por nada não, mas acho que o Belinati no fundo no fundo sempre quis é continuar deputado estadual. Não quer ser prefeito no ano que vem, em que pese os seus recursos no TSE e possivelmente no STF.
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Ele usou o calendário eleitoral de 2008 para projetar ainda mais o seu nome e ganhar visibilidade visando a sua reeleição parlamentar, em 2010. Em outras palavras, usou uma eleição para reforçar a sua densidade eleitoral, que naturalmente já é alta, para catapultá-lo no pleito seguinte, que é o que lhe interessaria.
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Como deputado, Belinati tem imunidade parlamentar – algo muito importante para quem tem mais de 90 ações rolando contra – e continua mantendo o seu prestígio nas camadas mais populares. De quebra, fica longe das pesadas e naturais pressões por que passam os chefes de Executivo e principalmente dos olhares moralistas das camadas normalmente avessas ao populismo, que certamente intensificariam suas vistas (e perseguições) em todas as ações do então Belinati Prefeito.
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Esta minha tese talvez não passe de tese mesmo. É apenas uma desconfiança.
Mesmo que tivesse sentido, Belinati jamais iria admiti-la, nem mesmo para a sua consciência e pro seu anjo-da-guarda.