quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Do fundo do coração, desejo a você e à sua família um 2009 rico em saúde e realizações!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

“Não jogue espinhos na estrada... na volta você pode estar de pés descalços.”

HORA DO RECREIO

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Pausa

Estaremos fora do ar a partir do dia 1º, então não será possível atualizar o blogue como de costume. Pedimos desculpas desde já.
Volta e meia, porém, a gente poderá dar uma passadinha por aqui.
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Enquanto isso, você poderá navegar nos nossos arquivos e ver o que temos de bom (?) rsrs!!

sábado, 27 de dezembro de 2008

"Quixeramobim"

Não sei se este áudio/vídeo é uma montagem. Pode até ser, mas que é engraçado, é.

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Falta justificada é prejuízo ao erário

A matéria publicada ontem pela repórter Karla Losse Mendes, da sucursal de Curitiba da Folha de Londrina, deixou uma pergunta no ar: deputado federal que falta sem justificativa às sessões ordinárias da Câmara dá prejuízo ao erário?
Resposta: não.
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A falta sem justificativa é descontada do salário do parlamentar. É prejuízo exclusivo do deputado – e evidentemente este dinheiro público deixa de ser gasto.
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O problema, mesmo, acontece nos casos das faltas “justificadas”. Tem gente que sempre consegue uma justificaçãozinha marota pra não ter o dia descontado em folha.
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Apesar de não explicar tais detalhes (e dar a entender que o problema maior está nas faltas "não justificadas"), a matéria da Folha de Londrina, intitulada “Deputados federais faltam mais em 2008”, é nobre e ajuda a acompanhar de perto a ausência dos nossos parlamentares.
Veja ali o ranking dos ausentes.

sábado, 20 de dezembro de 2008

HORA DO RECREIO

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“A experiência da sua derrota na batalha pode ser o prenúncio da sua vitória na guerra.”

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Imagem diz tudo

Esses repórteres fotográficos são maravilhosos!
O Alan Marques, da Folha de S. Paulo, caprichou na foto do nosso deputado federal Osmar Serraglio (PMDB).

São tiradas assim que valorizam o material jornalístico.

Brasil: quase 10.000 veículos de mídia

Fique sabendo: no Brasil existem 2.385 emissoras lincadas a uma das 55 redes de rádio e TV, mas 39% delas são coligadas a uma das cinco maiores do país, como a Globo, SBT, Record, Band ou RedeTV!.
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A informação saiu no Zé Beto, de Curitiba.
Existem 9.475 veículos de mídia em todo o território nacional, portanto 10% deles estão ligados àquelas redes.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

HORA DO RECREIO

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O “x” da questão

O provável inchaço das câmaras municipais evidentemente virou polêmica, ainda que meio em cima da hora. A "PEC dos Vereadores", como é chamado, vai passar por votação no Senado Federal e a expectativa é geral. Dos interessados e dos interesseiros.
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Lembro quando a sociedade apoiava fragorosamente a redução do número de vereadores, há mais de quatro anos. A imprensa de Londrina e os melhores jornalistas que temos, por exemplo, apoiavam incondicionalmente a redução, mas cometiam o pecado de pouco (ou nada) discutirem sobre a redução dos repasses financeiros para as chamadas “Casas das Leis” – o dinheiro que a Prefeitura é constitucionalmente obrigada a dar para a Câmara se manter, inclusive para despesas e folha de pagamento de vereadores, funcionários e assessores.
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Na época cheguei a alertar esses jornalistas. Sugeri uma pauta sobre o assunto, sempre dizendo que não adianta nada reduzir a quantidade de vereadores se não reduzir o repasse do dinheiro para a Câmara.
Mas, infelizmente, poucos se preocuparam com isso e todos festejaram quando a Justiça reduziu somente o número de vereadores.
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Só agora, quatro anos depois, os jornalistas estão se “tocando”. Neste momento, o dilema que nos toma conta é: aumentando o número de cadeiras, aumentará o repasse de verbas para as câmaras?
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Na Câmara dos Deputados, onde a PEC dos Vereadores já passou, foi condicionado o aumento de cadeiras a uma reformulação na atual tabela de repasses (para não aumentar as despesas do erário). Já os senadores parece que querem aprovar agora somente o aumento das cadeiras, e deixar a questão do repasse para depois. Isto é perigoso.
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Londrina, por exemplo, que já teve 21 vereadores (até 2004), passou para 18 (até o final deste ano) e passaria para 19 a partir de janeiro próximo. Mas agora, segundo a PEC, iria sim para 25.
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Quando eram 21, o repasse era “x”; mas quando caiu para 18, o “x” foi mantido. E sabe o que é pior no caso de Londrina? Como a população passou oficialmente de 500 mil, segundo o IBGE, o repasse para a manutenção da Câmara cairá 1% já a partir do ano que vem. Hoje esse “x” é correspondente a 6% de um complexo cálculo na arrecadação municipal.
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Resumo da ópera: a situação financeira da Casa de Leis londrinense pode ficar preta se a PEC vingar e o repasse oficial cair de 6 para 5%, embora nem tudo o que é repassado pela Prefeitura é gasto – às vezes sobra grana, que naturalmente é devolvida ao erário no final do ano.
A coisa, porém, pode ficar ainda bem pior para os edis londrinenses se os senadores aprovarem a PEC original dos deputados, que reclassifica a Câmara local numa faixa de 2%.
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De onde sai este percentual de repasse? O cálculo dos recursos para a manutenção dos legislativos municipais é feito em cima da relação do número de habitantes com o somatório das receitas tributárias municipais acrescida de transferências constitucionais (dos governos federal e estadual) arrecadadas no exercício do ano anterior.
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Mas, na verdade, essas continhas pouco importam, pois as despesas aumentarão de qualquer forma, evidentemente. A matemática é ciência exata e mostra que se hoje gasta-se 4 de 6, por exemplo, amanhã pode-se gastar os 6 dos 6 para manter uma estrutura de 25 vereadores. Aumentaria as despesas do mesmo jeito, né?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Profissão em alta

Os jornalistas londrinenses sempre foram “moralmente” valorizados (pelo menos nisso, porque no salário, óóó!!), basta ver que muitos são sempre requisitados pelas emissoras de rádio e TV. Nos diários também.
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Isso tem o lado bom e o lado ruim. O bom é que sempre há reconhecimento, o ruim é que sempre se está sujeito à rotatividade. Reconhecimento valoriza o profissionalismo de cada um; a rotatividade, a insegurança profissional de cada um. É foda!
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Agora mesmo está havendo algumas contratações. O repórter, amigo e blogueiro Renon Jr. (De Olho na Mídia) está indo para a TV Coroados. O mesmo caminho toma a repórter Vanessa Navarro, que está deixando a TV Tarobá.
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No seu blogue Julio em Off, o apresentador “tarobista” Júlio Oliveira informa que a TV Coroados (leia-se Globo) vai abrir mais espaço para as notícias locais e por isso está indo ao mercado, e diz também, na nota Parabéns Companheiros, que em janeiro e fevereiro outros profissionais da emissora mudam de casa.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A rica e pobre classe média

Nada mais realista. O comentarista Fernando Brevilheri, da Rádio Paiquerê AM, soltou hoje de manhã uma frase que sintetiza muito bem a relação sócio-econômica no Brasil: “A classe média é quem carrega este país nas costas”. E é verdade!
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Não que ninguém saiba disso. Todos sabemos (e muitos sentem no bolso), mas é que quase não se fala na questão – e é bom falar de vez em quando.
Já li por aí uma outro pensamento a respeito, e que igualmente sintetiza a mediana situação: “Neste país, rico sonega imposto, pobre é isento de imposto, a classe média paga o imposto”.
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Quem também abordou a problemática, e com alguma pitada de ironia – mas com bastante propriedade – é o cronista Paulo Briguet, do Jornal de Londrina.
Num texto leve, realista e objetivo, publicado há quase três anos mas que continua atualíssimo, Briguet lamenta pertencer à classe média. É o “Manifesto da classe média”. Veja abaixo:

Manifesto da classe média

Nós somos a classe média; vivemos no pior dos mundos. Os ricos nos desprezam; os pobres nos detestam. Somos incompetentes demais para sermos ricos, e arrogantes demais para sermos pobres.
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No noticiário econômico, os ricos são chamados de classes produtivas; os pobres são chamados de classes trabalhadoras. A classe média – dedução inescapável – não é trabalhadora nem produtiva.
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Mas a verdade é diferente. Trabalhamos muito e ganhamos pouco. E a nossa produtividade pode ser medida pela carga de impostos que pagamos. Não somos como os ricos, que têm seus advogados tributaristas para tentar diminuir a mordida do leão (aliás, dos leões). Nosso imposto é descontado em folha; nossas dívidas, como as dos pobres, vão direto para o SCPC.
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Os pobres, coitados, são pobres. Para eles tem o Bolsa Família, não é? A classe média nem sequer merece compaixão. Afinal, é a classe média – a classe medíocre.
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Quando somos assolados por dívidas, a saída é simples: – Venda um carro! – Corte a TV por assinatura! – Venda a casa própria!
Em outras palavras: – Ande de ônibus! – Assista à TV aberta! – Pague aluguel!
Em suma: – Vire pobre!
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Se há alguém que os radicais detestam, são os moderados. Por isso, a classe média é odiada e perseguida por ditadores de toda espécie.
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Outro dia um querido amigo se ofendeu quando eu disse que ele era de classe média. Não tive como convencê-lo de que, apesar da origem camponesa, fora graças às facilidades de um modo de vida mais confortável que ele teve acesso aos livros, viagens e experiências necessários para transformá-lo em um ótimo profissional.
Mas, para ele, o pior insulto é ser chamado de classe média.
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O repúdio pela classe média existe à esquerda e à direita. Para Marx, nós éramos a "classe barata tonta", que jamais se decide entre ser burguesia ou proletariado – e impede a revolução. Quando a revolução acontece, os conservadores nos culpam. Afinal, Lênin era de classe média. Seja qual for a ideologia, levamos bordoada.
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Crise política? Graças à classe média. Planos econômicos? A classe média que atrapalhou. Violência? É a classe média que não quer abrir mão dos seus privilégios. E tome confisco, desmoralização, empréstimo compulsório, "contribuição provisória" e imposto, imposto, imposto. A classe média é besta: a classe média paga.
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Alguém já viu algum plano, projeto ou programa governamental destinado a favorecer a classe média? Nunca. Isso não dá voto. Ninguém fala em ampliar a classe média. Ninguém fala em diminuir a máquina perniciosa do Estado. Só se discutem os extremos: se a produção industrial subiu ou não, se o Bolsa Família está funcionando. E depois quem é medíocre? Quem é culpado se não dá certo? A classe média, é claro.
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Como se não bastasse, a classe média é acusada de consumir e produzir o lixo cultural. Há um consenso silencioso: tudo que é artisticamente bom vem das elites ou do povo. Classe média é a classe medíocre. Por mais gênios que produza, a classe média jamais se assumirá como tal. Jamais terá orgulho do que é. É uma classe masoquista.
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Mas, já que estamos em ano eleitoral, decidi votar no candidato da classe média. Ele já tem nome: Grande Otelo, número 99. E deixem-me levar a minha vida de média.

Comente:
briguet@sercomtel.com.br

domingo, 14 de dezembro de 2008

Concorrência virtual

Acompanhando a blogosfera de Londrina e do Brasil, vemos que a concorrência na área política e de “assuntos diversos” é grandiosa. Difícil encontrar blogues segmentados ou especializados.

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Na área política, explica-se: os rotineiros escândalos morais, recheados de ações judiciais, são pretextos fortes para a existência de muitas pages pessoais. E quando, então, se trata de impugnações de candidaturas a prefeito...

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Já os assuntos variados servem menos para aguçar a curiosidade dos internautas e mais para massagear o ego e o intelecto do próprio dono do site. O grande desafio para os mantenedores destes blogues é não caírem na vala comum e não se transformarem numa “central de fofocas”.

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Entretanto, pelo que acompanho diariamente, as páginas mantidas por jornalistas profissionais têm sido redigidas de forma relativamente ética, o mesmo já não se vê naquelas dos pseudo-jornalistas – onde a mentira muitas vezes se torna verdade, e a verdade muitas vezes não tem valor algum.

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Já os blogues de terceiros (não-jornalistas e não-pseudo-jornalistas) servem para extravasarem as opiniões de seus donos e são úteis somente quando produzidos sob critério eminentemente profissional.

HORA DO RECREIO

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A pauta se repete. De novo

Interessante como as pautas são repetitivas. Entra ano e sai ano o jornalismo light parece que pega o calendário de eventos do final do ano anterior e repete no ano em curso.
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Quando chaga dezembro, as colunas sociais e programas de variedades da TV abrem bastante espaço para as festas de confraternização, para as festas da alta sociedade e, invariavelmente, publicam os nomes das empresas e pessoas que lhes mandaram cartão de boas-festas. Muitos interesseiros já perceberam isso e, deliberadamente, mandam um cartãozinho só pra depois ver o seu nome no jornal.
Os articulistas da área também aproveitam e publicam as expectativas para o Ano Novo de alguns colunáveis famosos. Mas também já vi pais-de-santo dando entrevistas...
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Nos cadernos culturais não é diferente. Quem já não viu, por exemplo, a realização dos especiais de verão, com jornalistas cobrindo as praias “ao vivo” para a TV ou publicando páginas inteiras nos jornais com notícias e serviços oferecidos em algumas cidades litorâneas? (A pergunta: muita gente lê jornal durante as férias?)
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Outro go over de pauta acontece no jornalismo esportivo. Quando entramos no último mês do ano, os repórteres e editores usam seu espaço principalmente para especular as contratações e dispensas de jogadores dos grandes times de futebol. Eles passam dezembro e janeiro fazendo isso, e evidentemente contam com os bons préstimos das agências de notícias.
Esta época do ano, aliás, é a oportunidade que o esporte amador encontra mais espaços na mídia, já que os campeonatos profissionais estão de “férias”.
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Por outro lado, quem normalmente não consegue muito espaço e tem pouca especulação em dezembro e janeiro é o esporte profissional de segunda linha. (No jornalismo esportivo brasileiro, esporte de segunda linha são todas as modalidades que existem, menos o futebol). Também, pudera: o jornalismo tupiniquim segue a nossa tendência cultural, onde o futebol tem raiz profunda e os outros... não têm nada.
O que sobra para os esportes secundários (basquete, vôlei, handebol, etc.) nas pautas de verão? São especulações sobre se os times vão se manter para o próximo ano, se os salários dos jogadores estão atrasados, se haverá patrocínio, se a empresa mantenedora da equipe vai continuar, etc...
No caso de Londrina, a grande expectativa de algumas dessas equipes é se haverá ou continuará o patrocínio da por enquanto poderosa e rica Sercomtel, empresa pública que dedica grandes somas em patrocínios e publicidade. Aliás, este é o setor mais badalado e visado dentro da companhia.
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E ainda tem o “Tubarão”, o romântico time do Londrina Esporte Clube. Este merece um capítulo à parte.
Assim como todo o mundo cria expectativas para o ano novo, o LEC e seus espectadores também criam as suas. É um círculo vicioso que envolve, claro, a pauta da apaixonada crônica esportiva da cidade.
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Pois, é: 2008 está chegando ao fim e 2009 está aí, e evidentemente já entramos na onda das “re-pautas”...
Mas, peraí: as coisas podem mudar nas redações neste ano novo, pelo menos em Londrina e em uns poucos municípios brasileiros onde deverão haver novas eleições na política.
Ops! Por obra e graça do TSE, o marasmo de começo de ano deverá ser quebrado. Menos mal.
Obrigado, TSE. (?!)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Povo hipócrita

Agora que saiu no "Jornal de Londrina", vou publicar aqui na íntegra:


SOBRA HIPOCRISIA

O povo é engraçado: quer ação das autoridades mas não colabora. Alguns aproveitam a calada da noite e jogam lixo, entulho e tudo quanto é tranqueira nos terrenos abandonados. Às vezes em cima das calçadas dos lotes vazios e baldios, que já sofrem com o matagal e com a falta de providências dos organismos (in)competentes.
O caso desta foto é ali na Rua João Romanholi, Jardim Guararapes (Região Leste), em um grande lote que, segundo a Gerência de Cadastro da Prefeitura, pertence ao Ministério da Aeronáutica e tem 13.627 metros quadrados – uma baita área, totalmente inútil, que só serve pra criar problemas.
Só falta agora o anticidadão, dono deste ex-sofá, deitar ali e esperar a vida passar sem ser incomodado.
Pode ficar tranqüilo, meu caro, porque a plaquinha que tem lá na grade próxima, avisando que é “proibido jogar lixo” e ameaçando de multa, não tem efeito algum.

Marcelino Jr.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O estigma dos sem-prefeito

Ontem, muitos londrinenses e profissionais de imprensa lamentaram o fato de a cidade ter passado o seu 74º aniversário sem um prefeito eleito. Li e ouvi muita coisa a respeito.
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A situação está afetando intensamente a auto-estima das pessoas e de quem mexe com a mídia local. Pelo andar da carruagem, meu amigo, corremos o risco de assistirmos o marcante e simbólico 75º aniversário sem um alcaide de fato e de direito. Ações e recursos judiciais pra lá e pra cá ganham força na morosa Justiça, infelizmente, e por causa disso a prefeitura poderá virar uma quadra de peteca.
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É triste dizer mas, se for o caso, que venha o presidente da Câmara!

Widson na CBN

Ontem de manhã eu ouvi uma rápida entrevista histórico-cultural concedida pelo jornalista e cidadão londrinense Widson Schwartz ao também jornalista e “colorado” gaúcho Paulo Ubiratan, da CBN Londrina.
Num dado momento, o Paulão perguntou o que ele achava de Londrina ainda não ter um prefeito eleito.
Widson respondeu mais ou menos assim:
- Pior do que não ter prefeito é ter Belinati prefeito.

HORA DO RECREIO

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Os nomes dos bois (2)

E nada de a imprensa divulgar os nomes dos seis norte-paranaenses envolvidos no golpe das cartas de crédito. No fundo, eu já esperava por isso, infelizmente. Se fossem um bando de pé-rapados ou ladrões-de-galinha, até os nomes dos cachorrinhos deles sairiam.
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Dizem que a polícia não divulgou os nomes... Ora, vão atrás e levantem através de outras fontes, tentem entrevistá-los ou os advogados deles, ou descubram se são todos de Londrina e da região, se tem algum figurão no meio, etc.!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008


Nossa vida começa no momento em que começamos a aprender.

Os nomes dos bois

A polícia desbaratou uma quadrilha que aplicava golpes com cartas de crédito. A operação, chamada “Camaleão”, deve terminar na tarde de hoje no Paraná (Londrina e região, inclusive) e no Rio Grande do Sul.
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Muito bem, espero que a nosso gloriosa imprensa local divulgue os nomes dos acusados. De todos. É o certo, não é?
Por enquanto, as notícias que saíram nas rádios e nos blogs dos jornais não deram os nomes aos bois.
Vamos aguardar.
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Enquanto isso, veja o que já saiu no “Jornal de Londrina”. A matéria está bem completinha e informa legal.

A ética no jornalismo, por Diogo Hutt

DO BLOG "DIOGO HUTT - OPINIÃO":

"Senhores da ética
Se você defende algo, então empunhe a bandeira e mostre a todos, seja corajoso. Dessa maneira todos verão qual a sua posição e saberão filtrar as informações que recebem. O problema é que no jornalismo, alguns, falam de imparcialidade emitindo opiniões. Falam de ética falando mal dos outros. Falam, falam, mas não tem peito de defender uma causa e levar até o final. Emito opiniões, logo sou parcial. Eu tenho coragem de admitir."


Visite a page do Diogo. Clique aqui.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Por onde andam os movimentos sociais?

DA INTERNET:

Frente à tragédia que está ocorrendo em Santa Catarina, vocês viram algum "movimento social" se apresentar para realizar trabalhos voluntários? Uma caravana do MST? Um grupo do movimento dos assentados de barragens? Uma equipe dos que insuflam os índios? A turma dos quilombolas? A UNE e o pessoal da sua "caravana da saúde"?
Onde estão os ditos "movimentos sociais", tão solidários consigo mesmos?

sábado, 6 de dezembro de 2008

HORA DO RECREIO

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Cadê o expediente?

A internet é uma ferramenta de comunicação muito interessante... mais, até: muito importante. No mundo globalizado de hoje quase ninguém vive sem, a comunicação, afinal, é a maior necessidade humana. Sempre foi.
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Entretanto, na internet vemos uma infinidade de páginas que não colocam uma identificação clara, um breve histórico de quem assina, etc., e é justamente aí que mora o perigo. Cuidado com essas páginas.
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Mas não é bem sobre isso que quero me manifestar aqui. O que me incomoda, e bastante, é o paradoxo criado pelos próprios veículos de comunicação.
Um jornal que vai pra internet tem que começar publicando, no mínimo, o seu expediente, não é? Esses veículos deveriam dar exemplo. Contudo, isto não acontece, infelizmente, e acabam prestando um desserviço ao leitor.
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Estava eu na internet procurando o expediente, por exemplo, do novo “Jornal de Maringá”, criado recentemente pela poderosa Rede Paranaense de Comunicação”, mas nada, não achei nada. Nem mesmo tem o do seu co-irmão “Jornal de Londrina”, que já está no mercado faz tempo. O único expediente que achei foi o da própria RPC.
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Eu vasculhei vasculhei e não achei a relação de jornalistas do JM e do JL, seja do impresso ou da versão on-line. Pode até estar lá (será?) e eu posso estar cego e não ter visto, mas, poxa, custava deixar um link fácil de ser visto?
Geeente, vocês têm que dar exemplo!!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Dois pesos, duas medidas

O Fábio Silveira, do JL e do Baixo Clero, jogou pesado hoje em cima da TV Tarobá, aqui de Londrina. O motivo foi a abertura de um novo supermercado na cidade.
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Professor de Jornalismo, Silveira não gostou da cobertura feita pela Tarobá sobre a instalação do supermercado. A emissora, diz ele, teria dado um tom negativo na matéria porque “o mercado foi aberto sem a documentação completa, sem algum tipo de alvará, o que tornaria a obra embargada”.
***
Acontece que, como bem lembrou Fábio, um tipo de problema semelhante ocorreu alguns anos atrás com a instalação de um outro supermercado – este pertencente ao mesmo grupo empresarial que controla a Tarobá –, mas na ocasião o caso foi “estranhamente” encoberto pela emissora.
Dois pesos, duas medidas?
Veja a íntegra da nota do Fábio aqui.

A postura na reportagem

No cotidiano de uma reportagem é natural que de vez em quando o repórter “tropece” ou cometa algum erro. Também acontece, de vez em quando, de o jornalista se envolver emocionalmente durante uma entrevista, por exemplo. Normal, todos nós estamos sujeitos a isso.
Quando isto acontece, evidentemente devemos nos esforçar para não repetir o erro.
***
Hoje, na hora do almoço, assisti a uma matéria do Cid Ribeiro para o programa policial “Tempo Quente”, da TV Tarobá, na qual ele “tentava” entrevistar, em Ibiporã, um tal de Oséas Correa dos Santos, preso e acusado por tentativa de roubo.
Antes da entrevista, esse Oséas tinha ficado fora de si e feito um estrago danado na delegacia do Dr. Marcos Belinati, mas foi finalmente contido e algemado pelos policiais. Na hora da entrevista, o cara escondia o rosto, fazia gestos obscenos para a câmera e respondia com rebeldia.
***
Mas o que me chamou a atenção não foi a revolta do acusado. Foi a forma satirizada com que o repórter o interpelava, algumas vezes chamando-o de “valentão”, de “bonzão”, de “pé-de-chinelo”... coisas do gênero. As perguntas eram feitas com ar de deboche, afinal, o detido havia apanhado das vítimas na casa que tentava assaltar, antes da polícia chegar e prendê-lo.
***
A questão é: a postura e a forma da interpelação foram corretas?

HORA DO RECREIO

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Viva o Tuba!

E o Londrina ganhou a Copa Paraná, para o deleite dos espectadores locais e da crônica esportiva da cidade.
Parabéns aos jogadores, à comissão técnica e à diretoria, mas vai um lembrete, inclusive para os jornalistas especializados no “Tubarão”: o time terá que melhorar muito para galgar sonhos maiores e melhores no futebol brasileiro. Portanto, vamos com calma nas empolgações. O Londrina disputou um torneio de nível técnico ruim, que não serve de base.
***
Espero, contudo, que este título estimule o verdadeiro profissionalismo no clube e motive os seus apoiadores, que deveriam fazer um estágio no Morumbi. O São Paulo é, de longe, a equipe mais organizada do futebol brasileiro, e é a vitrine para qualquer equipe que pensa no sucesso – inclusive para aqueles “grandes” que já não são mais grandes.
***
Há uma frase bem legal que se encaixa bem no caso do Londrina e dos ex-grandes:

"Nós somos do tamanho dos nossos sonhos".

Depois do JL, agora é o JM

A Rede Paranaense de Comunicação, que já tem, entre outros, o “Jornal de Londrina”, agora está lançando o “Jornal de Maringá”.
***
É uma boa notícia, até porque incrementa um pouco o arrochado mercado de trabalho dos jornalistas. Espero que, do ponto de vista social e jornalístico, a RPC também cumpra com o seu dever. Vamos ver.
***
Vou reproduzir exatamente como saiu no “Jornal de Londrina” de hoje:

“A Rede Paranaense de Comunicação (RPC) lançou nesta quarta-feira (3) o Jornal de Maringá (JM) (www.jornaldemaringa.com.br), mais novo veículo online do grupo, que pretende dar início a uma nova etapa na área de internet na região Noroeste do Paraná. Uma equipe de jornalistas foi estruturada exclusivamente para a produção contínua de conteúdo para o JM. O site fornecerá ao leitor um leque de notícias locais, nacionais e internacionais, atualizadas em tempo real, além de informações sobre a programação cultural das cidades da região, vídeos dos telejornais da RPC TV e blogs.
“O foco local será a nossa prioridade.Queremos que o leitor de Maringá possa saber em tempo real o que ocorre na sua cidade e região. Convidamos ao internauta da cidade para enviar suas sugestões”, diz a editora-executiva de jornalismo online do portal RPC.com.br Silvia Zanella.
A iniciativa faz parte de uma proposta do
Portal RPC.com.br de focar a produção de conteúdo informativo em acontecimentos locais. Além do JM, o portal conta com redações online para os sites Gazeta do Povo Online, em Curitiba, e Jornal de Londrina Online, em Londrina, no Norte do Estado.
Outro ponto importante deste tipo de iniciativa na área de internet é a construção natural de uma integração entre os meios e redações, com uma comunicação contínua e troca de informações.
E assim nasce o JM, completamente integrado a este modelo de convergência e à missão do grupo RPC em levar conteúdo de qualidade e credibilidade ao seu leitor, com o suporte de toda uma estrutura do maior grupo de comunicação do Estado.”

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Boa viagem, Boneca!

Eu tenho uma boneca (boneca-gente mesmo!) que vai daqui alguns dias pros States para labutar, aprimorar seus conhecimentos e angariar cultura.
***
Mariane, a boneca, é minha sobrinha de 21 anos que cursa Jornalismo na Cásper, em SP. É o xodó da turma (da família e dos parentes) e muito elogiada pelos mestres. Modéstia à parte, acho que o jornalismo nacional está ganhando um grande talento...
***
A “Mazinha”, pra variar um pouco, teve uma idéia daquelas que só os expertos têm: vai manter um blogue, o “Diary of a Journey”, pra contar as suas aventuras na terra do Obama (e o tio aqui fica ainda mais orgulhoso quando vê que a page lembra bem o "No Pé da Imprensa"...).
***
O “blogue de viagem”, em si, não é uma novidade. Outros fazem e já fizeram, mas não deixa de ser uma interessante iniciativa (que só os expertos têm).
Na prática, a “Má” vai manter um diário aberto, livre, e espero que recheado de boas novidades, afinal, serão três meses de atividades lá fora.
Vai ser uma grande experiência, sem dúvida!
***
Mazinha, boneca: boa viagem e seja muito feliz! Que suas andanças lhe dêem os caminhos do futuro, porque a vida da gente começa no instante em que começamos a aprender.

Beijos do tio!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

HORA DO RECREIO

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O atendente e o consumidor

Já que entramos numa nova “era”, com as recentes regras baixadas sobre os call-centers, ouça o áudio abaixo e perceba o quão é difícil a relação dos atendentes com certos consumidores. É complicado!
***
A propósito, você acredita que essas novas regras vão pegar? Eu acho que sim, mas vai levar tempo e desde que os veículos de comunicação de massa colaborem denunciando os desrespeitos à lei e ao consumidor.
Então, ouça e divirta-se. Parece piada, mas aconteceu de verdade:

Pedágio para ajudar. Um absurdo!

A Viviani Costa, da CBN Londrina, teve uma pauta interessante hoje. Foi sobre o transporte dos mantimentos e das doações voluntárias aos desabrigados de Santa Catarina. Os caminhões e carretas que pegam as rodovias em direção ao Estado vizinho têm que parar nas praças de pedágio e pagar. Isso mesmo: têm que pagar pedágio para ser solidário com os catarinenses!
***
Será que as milionárias concessionárias de pedágio não podem liberar as cancelas? Elas vão ficar pobres por causa disso?
Na verdade, eu posso estar pegando pesado aqui porque não cheguei a ouvir a matéria. Ouvi apenas a chamada que o apresentador Paulo Ubiratan fez agora de manhã – e ele estava bravo pra caramba... com toda razão!!!
***
As concessionárias de pedágio são extremamente impopulares. Por faturarem muito e gastarem pouco, elas poderiam investir mais nas suas imagens. Falta marketing.
Custava muito elas liberarem as cancelas para as frotas e comboios de ajuda que seguem para o Vale do Itajaí? Vão ter prejuízos? Elas não podem ser solidárias com os nossos irmãos?
É revoltante!!! Parece que elas são de outro planeta!
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Espero que eu esteja enganado, mas se não estiver, fico torcendo para que este abuso das “pedageiras” não fique restrita a uma reportagem da CBN. Que esta denúncia saia no “Jornal Nacional” e nas outras grandes redes brasileiras de comunicação, para desmoralizar de vez essas sanguessugas!
Um absurdo!

Quem multa a prefeitura?

A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) começou a perseguir novamente os proprietários que não limpam os seus terrenos. Hoje são cerca de 15 mil terrenos com mato em crescimento.
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Acho que tem que perseguir mesmo. Tem que notificar e multar, mas acho também que antes de fazer isso a CMTU, vulgo prefeitura, tem que primeiro fazer a sua parte. Tem que dar exemplo.
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Hoje, no “Jornal da Manhã” da Rádio Paiquerê AM, faltou ao repórter Carlos Oliveira perguntar justamente isso ao presidente da CMTU, Mauro Yamamoto, na entrevista que fez sobre o problema dos terrenos particulares abandonados.
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A prefeitura é a maior imobiliarista do município, mas será que ela está cuidando direitinho dos seus terrenos? Como estão as praças públicas? Como estão os canteiros centrais das avenidas? Como estão os seus terrenos ociosos que não têm nada em cima? Perto de casa, por exemplo, tem um “megaterreno” público cercado, mas cheio de mato alto, com as calçadas invadidas, que só servem pra criar o mosquito Aedes aegypti.
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O Mauro Yamamoto, no alto de sua autoridade, falou que a companhia já notificou 200 proprietários nos últimos 30 dias, e passou a reportagem inteira insinuando ameaças aos donos de terrenos. O Carlão Oliveira dava corda. E eu aguardando uma pergunta sobre a situação dos terrenos públicos...
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Quem vai notificar a Prefeitura? Quem vai multar a Prefeitura? Ou os matos dos terrenos públicos são limpos, não provocam doenças e não incomodam a vizinhança?
Não é brincadeira! Estou perguntando sério!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

HORA DO RECREIO

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Latinha vazia

Existem algumas emissoras de rádio AM em Londrina, sobretudo as evangélicas, que poderiam muito bem investir mais no jornalismo. A maioria, aliás, nem sabe o que é isso. Jornalismo?
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Elas acabam criando uma situação paradoxal, pois nenhuma delas pode dizer que não têm dinheiro para investir neste segmento tão importante para a sociedade.
Banco, concessionária de pedágio e igreja, afinal, são três das instituições brasileiras imunes à crise global, né?

O jornalismo e a responsabilidade pública

O Júlio Oliveira, da TV Tarobá de Londrina, é um cara legal e politicamente bem informado. Além de competente jornalista, é um celebrado mestre-de-cerimônias. Profissionalíssimo.
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Descobri há pouco o seu blog, e dele pincei uma nota interessante sobre a relação da imprensa com o sensacionalismo. Ele destaca o papel importante da imprensa na cobertura de temas chocantes, como a pedofilia. Para ele - e para mim -, a imprensa pode, sim, cumprir com a sua responsabilidade pública e ajudar (para não dizer "forçar") as autoridades a elucidarem os fatos.
Clique aqui e leia mais.

Pai Herói!

Estamos muito longe do dia dos pais, mas não resisti a esta mensagem. Tem tudo a ver e acho que contribui bastante para os tempos bicudos de hoje. Seja no rádio, na TV, no jornal ou na internet, cansamos de ver filhos desrespeitando flagrantemente os pais:

HORA DO RECREIO

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Nanicos de costas para a solidariedade

Os grandes e médios jornais do país, acompanhados das maiores emissoras de rádio e televisão, entraram de vez na campanha “SOS Santa Catarina”.
Isso é bom, porque estimula o voluntarismo e aguça o espírito participativo do povo – o brasileiro é, de fato, campeão mundial de solidariedade!
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Todos os dias esses veículos mostram a triste realidade dos fortes alagamentos e dos impressionantes deslizamentos de terra no Vale do Itajaí, e promovem grandiosas campanhas de ajuda – que felizmente estão dando resultado.
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Taí um exemplo de responsabilidade social. (Que bom se esses veículos fossem sempre assim...)
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O que me incomoda, neste momento, é porque a maioria dos pequenos jornais, rádios e TVs regionais não enfatiza o problema e não participa da campanha também. Dizer que não entra porque é pequeno e que não tem grande repercussão, não vale – até porque quando seus contatos comerciais correm atrás de anunciantes o discurso é de que o “veículo está em crescimento” e que ele “tem grande repercussão na praça”.
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Aqui no Paraná, por exemplo, existe pelo menos um jornaleco por cidade – é ou não é? São os chamados “jornais periódicos” (muitos, aliás, bem periódicos...).
Eles também poderiam contribuir maciçamente abrindo, em suas páginas, generosos espaços à importância do voluntarismo e da solidariedade.
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Eu, particularmente, tenho acesso a vários desses periódicos diariamente, e são muito poucos aqueles que abraçam a proposta, como fazem os grandes veículos.
Desde quando as chuvas começaram a castigar os catarinenses, quase nenhum nanico se importou.

Telejornais de 2ª linha

Eu não entendo o PGJ, o famoso “Padrão Globo de Jornalismo”. De forma descarada - mas talvez involuntária -, a Globo desqualifica os seus próprios telejornais. Da grade diária da “Vênus Platinada”, gosto muito do verspertino “Jornal Hoje”, apresentado corriqueiramente pelos competentes Evaristo Costa e Sandra Annenberg, mas volta e meia um deles está ausente e o jornal é apresentado solitariamente pelo outro.
O mesmo acontece com o sonolento “Jornal da Globo”, do William Waak e da Christiane Pelajo.
Já o “Bom Dia Brasil” eu, confesso, não sei. Tentei tentei mas, admito, ainda não peguei o hábito de assisti-lo todo santo dia, então eu não posso compará-lo. Eu o pego de vez em quando, só.
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Resumo da ópera: o JH e o JG são claramente encarados pela Globo como jornalismo de “segunda linha”, porque no badalado JN (Jornal Nacional) e no dominical “Fantástico” (são jornalismo de primeira linha?), por exemplo, nunca se vê apenas um apresentador.
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Para mim, um telejornal com apenas um melancólico apresentador é sinal de desprestígio. A apresentação fica sisuda e deprimente.
Às vezes ganha-se mais fazendo trabalhos que
pagam menos.

(Todd Ruthman)