quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A postura na reportagem

No cotidiano de uma reportagem é natural que de vez em quando o repórter “tropece” ou cometa algum erro. Também acontece, de vez em quando, de o jornalista se envolver emocionalmente durante uma entrevista, por exemplo. Normal, todos nós estamos sujeitos a isso.
Quando isto acontece, evidentemente devemos nos esforçar para não repetir o erro.
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Hoje, na hora do almoço, assisti a uma matéria do Cid Ribeiro para o programa policial “Tempo Quente”, da TV Tarobá, na qual ele “tentava” entrevistar, em Ibiporã, um tal de Oséas Correa dos Santos, preso e acusado por tentativa de roubo.
Antes da entrevista, esse Oséas tinha ficado fora de si e feito um estrago danado na delegacia do Dr. Marcos Belinati, mas foi finalmente contido e algemado pelos policiais. Na hora da entrevista, o cara escondia o rosto, fazia gestos obscenos para a câmera e respondia com rebeldia.
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Mas o que me chamou a atenção não foi a revolta do acusado. Foi a forma satirizada com que o repórter o interpelava, algumas vezes chamando-o de “valentão”, de “bonzão”, de “pé-de-chinelo”... coisas do gênero. As perguntas eram feitas com ar de deboche, afinal, o detido havia apanhado das vítimas na casa que tentava assaltar, antes da polícia chegar e prendê-lo.
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A questão é: a postura e a forma da interpelação foram corretas?

2 comentários:

Ali disse...

esses repórteres só fazem isso com os pobres coitados.

se fosse o tio bila, a coisa seria bem diferente

Renon Junior disse...

Conhecia um cara que fazia isso em seus tempos de rádio. Tiago de Amorim Novaes, de Cascavel, que depois, como deputado estadual, foi assassinado no centro da cidade com mais de 10 tiros. Fizeram ligação do crime com uma CPI da Assembléia, mas qualquer bandido de Cascavel podia ser um suspeito.