sábado, 31 de janeiro de 2009

O assédio dos imorais

A imprensa, assim como outras instituições, tem os seus fantasmas. Alguns deles são os famosos jornais periódicos.
É um caso sério, que eu mesmo já tratei aqui, de passagem.
Muitos destes “pequeninos” agem de forma inescrupulosa e só servem para achacar pessoas ou instituições desavisadas. Jornalismo ético, nada!
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Ontem mesmo vi um exemplo bem claro de como se fazer o antijornalismo. Estive acompanhando três reuniões regionais que, no todo, congregavam pelo menos 70 pequenas prefeituras do Norte do Estado. São 70 prefeitos, 70 pessoas invariavelmente assediadas por esses “carrapatos” da comunicação.
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Os caras, que se passam por jornalista, radialista ou repórter de TV, interpelam os pobres coitados (?) dos prefeitos para lhes arrancarem um “agrado” financeiro, uma verbinha de mídia, em troca de um duvidoso espaço publicitário ou de uma matéria que contemple a sua administração.
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Comprar espaço nesses jornais ou nessas rádios não ajuda. Não há retorno de mídia ou de imagem porque esses veículos carecem de credibilidade pública. Mas alguns prefeitos cedem e acabam aceitando a pressão deles por temerem uma retaliação. Pensam que é melhor pagar alguma coisa, uma gorjetinha que seja (em muitos casos são feitos pagamentos regulares), do que ficarem sujeito às críticas desses “jornalistas”.
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Normalmente quem aceita este tipo de coisa são pessoas ingênuas ou que estão em primeiro mandato. São prefeitos que estão querendo massagear o próprio ego, querendo ver a sua foto no jornal, sua imagem na TV ou a sua voz no rádio, achando que isto lhes dá popularidade e prestígio. Ledo engano.
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Não há uma mísera vantagem neste tipo de negócio – a não ser para o próprio picareta, pseudo-jornalista. De resto, todo mundo perde: o prefeito, a prefeitura, o município, o cidadão, o leitor, o jornalismo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

“Às vezes pedimos coisas para a vida que ela não tem como nos oferecer, mas às vezes ela nos dá coisas que não sabemos como agradecer...”

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Nada de artigo político

E a “Folha de Londrina” reitera que deixou de publicar artigos assinados por políticos com mandato. Então, não vamos ler mais as opiniões de deputados, senadores, vereadores, prefeitos, governadores e Presidente da República.
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Imagino que a recusa se dá por causa do grande volume deste tipo de material que chega à Redação, e porque os políticos, em tese, já têm um espaço garantido nas páginas políticas e locais (e em alguns casos, também nas páginas policiais. rsrs)
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Tá certo, todo jornal tem o direito de estabelecer certas normas. Mas o duro, meu amigo, é cumpri-las.
Vamos acompanhar, vamos ver se a Folha realmente cumpre a promessa.
(Por enquanto, não faremos conjecturas.)

HORA DO RECREIO

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

ATENÇÃO, PAUTEIROS:

Repórteres andam insatisfeitos com as pautas que lhes são passadas. Certas reclamações já foram motivos de recentes desabafos nas antessalas de algumas coletivas de imprensa, em Londrina. O maior problema, dizem, são a qualidade e a mesmice dos temas propostos.
Sobre a mesmice, aliás, já abordamos aqui num pequeno ensaio, há mais de um mês.
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Entre os “revoltosos” daquela coletiva estavam profissionais de TV e de rádio de pelo menos quatro veículos.
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Olha, vou dizer: de fato algumas pautas irritam as reportagens...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Lua-de-mel acabou

A badalação da Imprensa em cima do Obama está no fim. Felizmente. Espera-se, agora, que a mídia caia na real e os problemas econômicos mundiais (causados pelos próprios americanos) comecem a ser resolvidos de verdade.
Vamos ver.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

“O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo.”


Nietzsche

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

HORA DO RECREIO

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Governo sem vez na Folha

Leia esta nota que saiu hoje na "Folha de Londrina".
Na sequência, faço um pequeno comentário.

INFORME FOLHA

'Publicídio' à brasileira I

Vamos deixar claro: quando empresas destinam verbas para propaganda elas estão investindo na divulgação de um produto. Investem porque têm retorno. - É investimento, portanto. Empresário não rasga dinheiro.

'Publicídio' à brasileira II
Mas, quando é o governo que vai para a mídia, não é investimento: é gasto, ou desperdício.

Por quê?
Porque obras públicas não precisam de propaganda. Obras não vendem nada. São um bem de domínio público. Gastar uma fortuna, em horário nobre da TV, para falar de programas de governo, ou da Petrobras, é propaganda estéril. Só serve para agradar os donos das TVs.

Campanhas 2010
De janeiro a novembro de 2008, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), gastou R$ 110,3 milhões em propaganda. Aécio Neves (PSDB), de Minas, que também quer ser presidente, gastou, no mesmo perído, cerca de R$ 35 milhões. - Serra faz propaganda de sua gestão em outros Estados. Precisa?

Desperdício federal
Mas a soma dos dois gastos fica muito, mas muito abaixo dos gastos do Governo Lula. Apenas em 11 meses, Lula gastou mais R$ 1 bilhão (um bilhão!). Em 2009 o gasto deve ser maior: estamos mais perto das eleições de 2010.

Por que 'publicídio'?
Agências de propaganda e assessores do governo cometem a propaganda contra o governo. O excesso de inserções acaba irritando o público que dispara críticas. - A melhor propaganda da Petrobras - para o consumidor - seria praticar um preço menor para os combustíveis.

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Pelo jeito, a Folha de Londrina não gosta de receber publicidade do Governo. Os outros veículos, sim.
De fato, na edição de hoje daquele Jornal não saiu nenhuma propaganda governamental oficial.
Pelo menos neste momento a Folha está sendo coerente. Paradoxal seria criticar a publicidade governamental numa página e na outra (ou num outro dia) sair um anúncio do gênero.
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Imagino que não veremos mais propaganda do Governo na Folha. Nem da pessoa do Lula, nem da Petrobras. Mas, quem sabe, veremos a da Caixa Econômica Federal, a do Banco do Brasil...
Veremos?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Brevilheri deixa de vez a Paiquerê

Ícone do rádio londrinense, o ainda jovem Fernando Brevilheri, 38 anos, deixou de vez a Paiquerê AM depois de 13 anos. Agora assume, com a carga toda, a direção de Jornalismo da TV Tarobá (Band), onde também estava desde fevereiro do ano passado. “Agora vou ter mais tempo aqui na emissora [TV]”, disse ele para mim, há pouco.
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Fernando dividia seu tempo entre a rádio e a TV. Depois que foi para a Tarobá, ele passou a fazer na Paiquerê somente os comentários, quase sempre precisos, veiculados durante o “Jornal da Manhã”. Quando estava somente na rádio, era editor-chefe.
Sua saída em definitivo de lá já era prevista, e de fato aconteceu no dia 31.
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Não fosse sua faixa etária, com certeza o Fernando viraria uma “lenda” do radiojornalismo local. Ético, formado em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (1994), atuou no rádio com muito profissionalismo e seriedade – características que evidentemente carregou para a TV.
Que ele tenha, agora, sucesso “total” na Tarobá.

Será o fim dos descontos?

Segue uma sugestão para a imprensa londrinense: o vereador Professor Rony (PTB) vai interceder pelos funcionários públicos municipais junto ao prefeito e compenheiro de partido Padre Roque, naquela questão do desconto dos dias parados relativos à greve de 2006. Na ocasião, os grevistas, capitaneados pelo Sindserv (sindicato da categoria), ficaram 106 dias protestando, sem trabalhar. A Justiça avalizou os descontos.
O vereador esteve reunido com o sindicato e resolveu abraçar a causa.
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Para Rony, “o servidor está sendo penalizado antes de ser julgado”. Ele acha que o prefeito interino pode suspender o desconto e ainda devolver o que já foi pago pelos servidores, a mando do ex-prefeito Nedson Micheleti.
O Rony lembra que o mérito das ações judiciais ainda não foi julgado.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Interesses

O jornalista Zé Beto (foto), de Curitiba, publicou em seu blogue uma nota que achei interessante “repicar” aqui. Trata da nomeação de Benedito Pires para o cargo de Secretário de Comunicação Social do Governo do Estado:


Mudanças na Comunicação?


13 jan 2009 - 08:39


Do Goela de Ouro:


Com a nomeação de Benedito Pires para o cargo de Secretário de Comunicação Social, os telefones da secretaria voltaram a tocar. Do outro lado da linha, proprietários de jornais, rádios e Tvs na expectativa de distribuição de recursos pelo novo mandatário. Nos bastidores ainda ronda uma preocupação sobre a estrutura do núcleo de comando da secretaria, com uma possibilidade real de exonerações de ocupantes de cargos como diretoria geral e chefias de setor, mantidas no cargo devido a influência do ex-secretário Airton Pisseti.

HORA DO RECREIO

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Os 10 erros dos chefes

Já que estamos vivenciando o período de contratações de comissionados e de conselheiros remunerados nos poderes públicos, por conta das novas administrações municipais, segue uma dica para aqueles que vão assumir cargos de chefia.
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As sugestões também podem ser aplicadas nas redações, afinal, muitos veículos também aproveitam esta época do ano para dar uma revitalizada nos seus quadros funcionais.
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São dicas importantes avalizadas pelo consultor de empresas e comentarista Max Gehringer, da CBN.
Veja o que ele tem a dizer sobre “os 10 erros que um chefe pode cometer”. Clique abaixo e ouça.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Enquetes sem valor

Volta e meia a gente vê jornais, rádios, TVs e até internet e blogues publicando enquetes sobre um determinado tema. É uma forma interessante de interatividade e valoriza bastante o veículo, mas será que precisam fazer perguntas descabidas?
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Veja alguns exemplos de enquete: “O que você acha da CPMF?”, “Você concorda com o aumento dos impostos?”, “O serviço de saúde está satisfatório na cidade?”
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Hoje de manhã o repórter Marcelo Frazão, da Rádio Paiquerê AM, botou no ar uma matéria de rua perguntando para as pessoas sobre o que acham do aumento das passagens do transporte coletivo urbano em Londrina.
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Para mim, enquetes deste nível não contribuem muito. É evidente que ninguém vai gostar da CPMF e do aumento de impostos, e vai criticar bastante, de forma passional, o serviço de saúde. O mesmo acontece quando vai aumentar a passagem do ônibus.
Enquetes com tendências a respostas evidentes não enriquecem a informação. Precisa haver polêmica, o contraditório.

sábado, 10 de janeiro de 2009



"Um povo de cordeiros sempre terá um governo de lobos."


Dito popular antigo

Os controvertidos comissionados

Sempre quando se troca um governo começa a correria por cargos comissionados, os chamados “cargos de confiança”. O fato é que, embora controversos e impopulares, os CC são encarados até com naturalidade no meio político – e está acontecendo agora, com as mudanças dos prefeitos e dos vereadores.
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Mas não tem jeito. Nesta época, a imprensa dita “séria” inicia uma fase de especulações e de críticas ao empreguismo público.
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Bom, se você é da imprensa, vai uma dica: esqueça os cargos comissionados por uns tempos. Procure, sim, informações sobre os inúmeros conselhos administrativos, financeiros ou fiscais que existem numa administração municipal ou em empresas públicas de uma cidade de porte grande ou médio, como Londrina, por exemplo.
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O que pouca gente sabe é que muitos desses conselhos remuneram ($) seus membros mensalmente, e apenas para comparecerem em pouquíssimas reuniões. São verdadeiras “mamatas”, que praticamente nada produzem de bom para a sociedade.
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De parabéns a repórter Janaína Garcia, da Folha de Londrina, que neste dia 10 publicou uma matéria mostrando, en passant, que um conselheiro da Sercomtel ganha R$ 2,9 mil por mês para “trabalhar” naquelas condições.
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É por aí, colegas. Vão atrás.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

HORA DO RECREIO

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Aprendendo na política

O intenso processo eleitoral para a escolha da nova mesa executiva da Câmara de Londrina, ocorrido na tarde-noite do dia 1º, foi uma verdadeira aula prática de jornalismo político. Nunca tantos jornalistas inexperientes, focas e outros iniciantes na profissão aprenderam tanto!
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Uns, que se julgavam escolados, perceberam que ingenuamente prejulgaram e erraram nas previsões para a eleição do presidente da Casa. Outros, desavisados, sacaram tarde que a arte da política é muita vezes instantânea e não acontece de véspera. Um experimentado político já dizia que “a política é como as nuvens: vive mudando”.
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Lembro dos comentários feitos por alguns colegas logo depois do pleito dos vereadores, em 6 de outubro, dando conta de que o retido Roberto Kanashiro (PSDB) seria “seguramente” o presidente do Legislativo local, em função de sua expressiva bagagem eleitoral (fez 5.069 votos, o segundo mais votado), do prestígio e de sua reserva moral.
Com 16 anos de janela política, sorri marotamente – embora eu, naquela ocasião, concordasse que o simpático “japa” seria, de fato, o nome ideal.
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Depois, os então ingênuos confiaram na candidatura do Jairo Tamura (PSB), e, por fim, na eleição “certa” da Sandra Graça (PP)...
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É o jogo da vida. E da inexata ciência política.
Acho que a lição foi bem aprendida pelos setoristas iniciantes. (A aula, seguramente, foi bem dada.)
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FOTO: plenário da Câmara Municipal de Londrina. Fonte: Londrix.

Estadinho regionalizado

O custo de distribuição dos jornais é muito alto e isso compromete a mais tradicional das mídias de massa. De forma sintética, o Cláudio Osti, no seu “Paçoca Com Cebola”, aborda apropriadamente a problemática enfrentada pelos jornalões paranaenses. Ele puxa o assunto dizendo que O Estado do Paraná decidiu regionalizar o seu raio de ação, ao invés de insistir na estadualização.

Novo piso profissional

Olhaí: o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná está divulgando a nova Convenção Coletiva que foi homologada nos fins de dezembro.
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Agora o piso será de R$ 1.961,81, com a aplicação de 7,04% de reajuste. Confira!

HORA DO RECREIO

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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mais um tarobá se foi

O competente Júlio Oliveira também deixou a TV Tarobá. Mas como é apresentador de primeira linha, não deverá ficar fora do ar por muito tempo.
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Nos últimos meses a Tarobá, verdadeira escola do telejornalismo londrinense, tem sofrido constantes baixas. Com certeza o diretor de Jornalismo, meu amigo Fernando Brevilheri, passa por grandes dores-de-cabeça, infelizmente.
Coisas da profissão.