sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Dando os nomes aos bois (ou não)

Interessante como, em pleno Século 21, ainda não existe um padrão jornalístico capaz de criterizar a divulgação (ou não) dos nomes dos suspeitos de crimes. O caso do “Morro do Boi, por exemplo, é emblemático.
Alguns veículos de comunicação divulgam, sem constrangimento e com todas as letras, o nome do suspeito do assassinato de Osíris del Corso. Outros veículos, por sua vez, preferem mencionar apenas as iniciais do dito cujo. Mas a questão cai em controvérsia quando vemos que um determinado veículo trata cada caso diferente de outro, aplicando dois pesos e duas medidas para a mesma situação. Por quê?
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Por que num caso, normalmente envolvendo os chamados “bandidos pé-de-chinelo”, o nome do suspeito sai inteirinho e em outro, envolvendo casos mais polêmicos, só saem as iniciais?
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Penso que não deveria ser assim. Deveria haver um critério, ou a uniformização da linguagem entre os diferentes veículos, uma espécie de “Constituição Jornalística” – e todos, sem distinção, deveriam ter um código ético ou um manual de Redação próprio, algo que fosse subordinado àquela Constituição.
Alguns (apenas alguns) têm as suas normas de conduta. Infelizmente, nem todos.

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