terça-feira, 31 de março de 2009

De primeira linha

O jornalista Ricardo Vilches, da RIC TV de Londrina, tem realizado sucessivas reportagens de grande alcance social, algumas inclusive de cunho investigativo – tão raras nas redações hoje em dia.
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Não será surpresa para mim se qualquer dia desses ele se mudar para São Paulo, Rio ou para um outro grande centro do país.

HORA DO RECREIO

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CUIDADO!

Aos incautos anônimos e àqueles que usam pseudônimos nos comentários chulos, outro aviso: há meios aqui para localizar e buscar a origem das mensagens.
Abraços e, sinceramente, sejam felizes na vida!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Brasileiro não diz o que pensa e não pensa o que diz.


Cláudio Abramo

Cena no teatro

Este veio por email:

O prefeito Padre Roque informou ontem, no rádio, que Londrina está perdendo o recurso federal do teatro municipal. A verba de R$ 25 milhões, fruto de emendas parlamentares, dorme em berço esplêndido em Brasília - por culpa do então prefeito Nedson, do deputado federal André Vargas, que chegou a usar o teatro na sua campanha eleitoral do ano passado; e por culpa do ministro Paulo Bernardo, todos do mesmo partido presidencial. Seria incompetência?
O prefeito, que também é secretário interino da Cultura, disse que a verba está arquivada desde janeiro do ano passado, e de acordo com o procurador municipal Nilso Paulo da Silva, só existe o projeto arquitetônico da obra, mais nada.
Queremos saber se esse assunto, tão importante para a comunidade cultural da cidade, será abordado pela imprensa e pelos blogues de Londrina.Vamos correr atrás e pedir o apoio dos outros políticos antes que seja tarde demais e o nosso teatro não saia. Chega desses petistas canastrões!

CELESTE G. SOUZA
MOVIMENTO CULTURAL

sexta-feira, 27 de março de 2009

Programas deixaram a desejar

Agora que acabou os programas político-eleitorais no rádio e na TV , digo que os do "terceiro turno" de Londrina foram muito ruins. Dos dois candidatos.
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As campanhas na mídia durante o primeiro turno, tanto do Barbosa quanto do Hauly, foram muito mais propositivas, com efeitos visuais mais agradáveis e atrativos.
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Observo que quase ninguém da mídia atentou-se para o fato.

quarta-feira, 25 de março de 2009

HORA DO RECREIO

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terça-feira, 24 de março de 2009

Não pode mais

O Tribunal de Contas tá botando um freio nos jornalzinhos. É o que informa o paçoqueiro Cláudio Osti e o site informativo Londrix.
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Muitos desses impressos são utilizados pelas pequenas prefeituras para publicarem atos oficiais.

Precisa rever o seu papel

A imprensa muitas vezes exagera ou estabelece critérios altamente subjetivos na hora de avaliar a cobertura de uma possível pauta. Ontem, por exemplo, foi lançado o “Projeto Conhecer”, uma proposta do deputado federal Alex Canziani que a Prefeitura de Londrina vai encampar, através da Secretaria de Educação. A ideia é premiar os melhores alunos da carente rede municipal de ensino com uma viagem, tudo pago, para dois parques temáticos do interior paulista, no final do ano. O programa envolve parcerias com a iniciativa privada.
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O projeto teve alguma repercussão em alguns veículos, mas a maior parte da mídia ignorou o assunto, por causa da suposta promoção pessoal e política, já que tinha um deputado participando. E olha que quem convocou a imprensa para o ato foi o próprio Núcleo de Comunicação da Prefeitura...
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Quanta bobagem! E o interesse público não prevalece sobre o interesse político? A proposta do projeto é boa e ajuda a estimular o gosto pelos estudos, justamente nas escolas que mais precisam: as públicas. De quebra, ainda pode ajudar a cidade a melhorar os índices do Ideb, patrocinado pelo Ministério da Educação. Em outras palavras: é uma proposta com um bom alcance social.
Mas, infelizmente, esta informação foi jogada nas lixeiras de muitas redações.
E em alguns veículos, como a Paiquerê AM, que cobriu a pauta, saiu a proposta do projeto mas não saiu quem a fez. A informação foi sonegada.
É como eu já disse aqui: falaram que o avião foi inventado, mas não falaram quem foi o inventor.
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A imprensa, de um modo geral, precisa rever os seus conceitos. Urgentemente!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Difícil chegar no Norte do Estado

O Norte do Paraná, polarizada por Londrina, sempre foi uma região cobiçada pelos grandes veículos de comunicação, mas para conquistá-la essas empresas precisam investir mais para provocarem o interesse do leitor de lá.
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Muitos tentam mas não conseguem. É o caso da Gazeta do Povo, que pertence ao Grupo RPC. Tirando a TV Coroados e o Jornal de Londrina, que pertencem ao grupo, a própria Gazeta ainda não conseguiu infiltrar-se neste mercado. E sempre quis. Também, pudera: o jornalão curitibano dificilmente dá espaço para as “coisas da região”, seja na política, no esporte ou nas variedades, resumindo-se mais à capital e ao litoral do Paraná.
Quer o quê, então?
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O Jornal tenta vir para a região mas ainda anda longe. O jeito é chegar através dos seus veículos afiliados, mais afinados com a cultura local, assemelhada à cultura paulista.

HORA DO RECREIO

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domingo, 22 de março de 2009

Comeu barriga

O PTB vai ficar neutro no “terceiro turno” de Londrina, ao contrário do que alguns jornalistas, de fora, apregoavam há dias.
Em 12 de março eu escrevi sobre a forma de especulação utilizada por alguns profissionais da mídia para tentarem ganhar popularidade. Leia aqui a minha opinião.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Será que lá é mais pesado?

Depois do escabroso anúncio dos 181 diretores do Senado Federal, a minha tese de que aquela Casa é mais pesada do que a Casa vizinha (a da Câmara) começa a ganhar corpo.
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A poderosa imprensa nacional poderia ir mais a fundo nas investigações, pois parece que há muitos esqueletos guardados naqueles armários.
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Apesar dos seus 513 deputados federais, tenho a impressão de que a Câmara Federal é mais leve do que os 81 parlamentares do Senado. (Às vezes, é só impressão.) Aliás, por que três senadores por Estado? Dois estariam bom demais!
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Eta, Senado... o que pensar de ti depois que aparecem notícias de que existem, em média, mais de dois diretores para cada senador? De que existem diretorias de obras, de instalações especiais e até diretoria de manutenção de ar-condicionado? De que os centenas de diretores do Senado usam carros oficiais? De que alguns ganham salários de R$ 18 mil, além de gratificações de R$ 2 mil pelos cargos de chefia? De que 3 mil funcionários da Casa receberam horas extras durante o recesso parlamentar de janeiro? De que existem 53 cargos comissionados para cada um dos seus parlamentares, e que cada senador ainda pode contar com mais nove servidores efetivos da Casa?
O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo.


Clarice Lispector

HORA DO RECREIO

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A mesma história de sempre...

O Governo anunciou ontem que vai cortar emendas parlamentares para tentar compensar a crise global que assola o país e principalmente a suposta queda na arrecadação de impostos (apesar dos recordes de arrecadação verificados nos últimos tempos).
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Na verdade, o que o Governo está fazendo é obedecer as regras daquela cartilhinha que fica guardada no fundo da primeira gaveta da escrivaninha. Lá está escrito: “cortar emendas dos deputados e senadores no primeiro semestre de cada ano”.
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Entra ano e sai ano a história se repete, e ninguém da imprensa se toca. O governo sempre vem com essa conversa como se fosse novidade. É pauta velha, requentada.

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Lá no Congresso Nacional, quem conhece o “caminho das pedras” não sofre com essas ameaças.

quinta-feira, 19 de março de 2009

“Se há corrupto, é porque há corruptor.

O povinho é que se vende!”

Paulo Ubiratan, apresentador da CBN Londrina.
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É isso mesmo! Concordo com gênero, número e grau!!!

sábado, 14 de março de 2009

Impugnação sem efeito

Não sei qual a eficácia da impugnação da pesquisa Ibope/Londrina expedida dia 12 pelo Tribunal Regional Eleitoral, um dia depois de os números serem divulgados pela mídia geral. O TRE mandou suspender a divulgação em alguns blogues, mas pelo jeito a Justiça, tradicional na sua morosidade, anda muito atrás da tecnologia eletrônica.
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Basta entrar em um dos sites de procura – como o “Google”, por exemplo – e jogar algumas referências ao Ibope/Londrina. Pronto! Você terá acesso à muitas pages com os números da pesquisa sem problemas, inclusive nos principais jornais do Estado, que mantêm suas versões eletrônicas.
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Acabei de fazer alguns testes, e continuam lá.
Alguns jornais tiraram a matéria (em atenção à determinação do TRE), mas mantêm os títulos e os “olhos” com algumas informações relevantes da pesquisa.

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O secretário é outro

Atenção, imprensa: o nome do secretário-geral do PTB Nacional é Antonio Carlos de Campos Machado, de São Paulo; o do PTB do Paraná é Paulo Kroneis; e o do PTB de Londrina é Paulo Renato de Carvalho.
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Digo isso porque está havendo confusão em alguns veículos jornalísticos de Londrina e do Estado – principalmente em blogues – por causa do secretário-geral do PTB do diretório municipal de Curitiba, que é Nivaldo Ramos, ou Nivaldo “Rocha Loures”, como ele costuma se apresentar.
Alguns veículos referem-se ao Nivaldo como "secretário geral do PTB" apenas, sem dizer de qual PTB. Sempre é bom esclarecer, né?
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Nivaldo Ramos (por que assina “Rocha Loures”, não sei) é ligado ao grupo de Flávio Martinez, vice-presidente nacional do PTB, e está em Londrina participando da campanha de Barbosa Neto (PDT), assim como o deputado estadual Fábio Camargo, que também pertence ao grupo “martinezista”.
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Aproveitando: outros petebistas famosos pró-Flávio Martinez em Londrina são os ex-vereadores Sidney de Souza e Luiz Carlos Tamarozzi.

As controvertidas pesquisas eleitorais

A divulgação de pesquisas eleitorais na mídia está virando um assunto bastante controverso desde a eleição de outubro, principalmente em Londrina, onde as suas impugnações viraram rotina. Mas o que mais me chama a atenção é a forma de contratação dos institutos por alguns veículos de comunicação.
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Em tese, acho que pesquisas eleitorais são tendenciosas e na prática não informam o eleitor. Mais deformam. Mas uma vez que são feitas para serem divulgadas, deveriam ser divulgadas em todo lugar, especialmente nas principais mídias da localidade pesquisada, porque o eleitor merece ter acesso a tais números em todos os meios de comunicação, independentemente de quem a contratou.
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Mas o que acontece em Londrina não é assim. A Rede Globo/Rede Paranaense de Comunicação (quem abrange a Gazeta do Povo, TV Coroados e o Jornal de Londrina, por exemplo) contrata o Ibope e “apenas” os veículos do grupo é quem o divulgam em primeira mão. Os leitores dos outros veículos, como Folha de Londrina, TV Tarobá ou TV Cidade, por exemplo, evidentemente não têm acesso à divulgação da mesma.
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O mesmo acontece quando estes veículos é quem contratam algum outro instituto. A Folha de Londrina, por exemplo, contratou recentemente a Vox Populi e, se a pesquisa for divulgada (o que duvido), vai sair apenas ali ou em algum veículo eletrônico (rádio ou TV) com quem firmou uma parceria, mas nunca vai oferecer a sua divulgação para os outros, principalmente para os veículos da RPC.
Resumindo: todo mundo “sonega” informação ao leitor.
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Não deveria ser assim. Todos os veículos de comunicação são de interesse público, e mais: deveriam ter mais responsabilidade social divulgando TODAS as pesquisas, mesmo que seja no dia seguinte à da divulgação inédita feita pelos veículos contratantes. É um direito do cidadão.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Cuidado com as contrainformações

Infelizmente temos veículos e jornalistas que algumas vezes enveredam pela contrainformação e, por serem “famosos”, acabam angariando um público cativo.
O controvertido jornalista curitibano Fábio Capana, que sempre transitou nas esferas do poder central paranaense e possui um blogue muito acessado, volta e meia está aí.
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Ontem ele postou na sua page a informação de que os caciques do PTB estadual decidiram pela candidatura de Barbosa Neto no “terceiro turno” londrinense, quando a Executiva do partido, na verdade, ainda não se pronunciou a respeito. O apoio ao Barbosa - dizem os petebistas - deu-se apenas no primeiro turno, em outubro passado.
Em outras palavras: o jornalista usou informações de fontes duvidosas e não as checou com o diretório do partido no Estado.
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Um comunicado do PTB estadual foi encaminhado ao jornalista para retificação e publicação, mas nada saiu até agora. Um contato telefônico também foi feito para “reforçar” o pedido, e a informação, passada por uma das jornalistas da sua equipe, é a de que ele mesmo avaliou que não era o caso de publicar o comunicado oficial do PTB...
Como assim? Não pode, tem que dar direito de resposta!
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Mas vamos aos fatos:

Amanhã ou depois o PTB pode apoiar Barbosa Neto? Pode sim.
Amanhã ou depois o PTB pode apoiar Luiz Carlos Hauly? Pode sim.
Amanhã ou depois o PTB pode decidir ficar neutro? Pode sim.
Amanhã ou depois o PTB pode liberar os seus correligionários? Pode sim...

... mas enquanto não se tiver uma confirmação (ainda que oficiosa) não se pode divulgar uma informação do gênero para não confundir ou desinformar o (e)leitor.
Se aquele jornalista curitibano tivesse esta informação do apoio petebista a Barbosa confirmada por um dos diretores do partido no Estado (mesmo que sob sigilo), aí sim: divulgue-se! Mas não foi o que aconteceu.

terça-feira, 10 de março de 2009

"O entendimento é limitado,

só a tolice não tem fronteiras."


Zarko Petan

domingo, 8 de março de 2009

A TV melhor

Muito bom o assunto tratado esta semana pelo jornalista Carlos Arruda, do blogue “NoMomento”, a respeito da disputa dos jornalismos de algumas emissoras de TVs de Londrina, especialmente os da TV Coroados (Globo) e TV Tarobá (Band).
Vela a pena:

A TV melhor (Por Carlos Arruda)
Faz tempo que as equipes de jornalismo das tvs Coroados e Tarobá travam um duelo em torno do noticiário local.
É no telejornal com as notícias de Londrina e região que as emissoras deixam de lado a programação nacional e padronizada enviadas por suas matrizes e apóiam-se nas próprias forças. Graças às chefias competentes, o telespectador tem levado a melhor nessa disputa.
Fernando Brewilheri acrescentou um novo programa jornalístico à tv Tarobá, de caráter assistencialista e reivindicatório, além de aperfeiçoar a edição do telejornal da casa.
E Ossamu Nonaka está levando a TV Coroados a experimentar uma nova fase, com mais tempo em sua edição local.
É na hora do almoço que as duas equipes mostram o que tem de melhor.
Tradicionalmente, o jornalismo da Tarobá oferecia mais concretude, enquanto o da Coroados, ensanduichado pela apresentação estadual feita em Curitiba, apenas roçava nos assuntos (para desânimo da equipe londrinense).
Isso está mudando.
A Coroados passou a produzir matérias interessantes (algumas de conteúdo regional) que são apuradas com paciência e editadas com criatividade, efeitos sonoros e apoio gráfico. A sensação que fica é de profissionalismo e equipe estimulada. Patrícia Piveta comanda a atração com desenvoltura e confiança.
A marca registrada da TV Tarobá continua sendo o jornalismo plural com o qual se faz diariamente uma espécie de painel informativo quase completo da cidade. Na CNT o telejornalismo foi para o espaço depois da morte do diretor Iremar Lopes. No SBT e Record não há telejornais específicos.

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sábado, 7 de março de 2009

O ILS e o componente eleitoral

O discutido aparelho ILS, que deverá ser instalado no Aeroporto de Londrina (mas não se sabe quando) para melhorar as possibilidades de pouso e decolagem de aeronaves, tem sido um assunto muito badalado ultimamente nas rodas jornalísticas e no meio empresarial da cidade. Isso porque o prefeito Padre Roque está em vias de desapropriar uma área importante, ao lado do aeroporto, para que o tal equipamento seja futuramente instalado pela Infraero.
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A área parece que pertence ao empreendedor e apresentador de TV Ratinho Massa, apoiador da candidatura Barbosa Neto à Prefeitura, na eleição deste dia 29.
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O Grupo Massa está tentando barrar a medida de Roque, e isto foi bem abordado pelo jornalista Lino Ramos, da Rádio Paiquerê AM, que especulou o componente político-eleitoral que poderia estar por trás da tentativa.
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Ratinho – insinua Lino – estaria protelando o caso para depois oferecer uma possível “doação” daquela área à prefeitura se o prefeito, a partir de maio deste ano, for o seu candidato. Estaria ele, assim, dando discurso de campanha a Barbosa Neto e tentando capitalizar positivamente a iniciativa.

Distorções dos fatos
Por falar no ILS, lembrei de um detalhe importante de como algumas vezes a imprensa não é bem informada sobre os fatos e, por conseguinte, acabam dando notícias distorcidas.
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Há muito tempo a questão do tão sonhado ILS está nas mãos da prefeitura, desde a época do Cheida, passando pelo Belinati e depois pelo prefeito Nedson Micheleti, do PT, que precisava desapropriar as áreas do entorno do aeroporto para poder depois viabilizar-se a instalação do equipamento.
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Lembro que há uns cinco anos, mais ou menos, o prestigiado Jornal da ACIL fez uma matéria a respeito e, pelo tom, a culpa da não-instalação do equipamento recaiu sobre os deputados federais da cidade.
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Acompanhei pessoalmente uma das entrevistas feitas pela repórter do Jornal, e o seu interlocutor deixou bem claro que naquele momento o caso dependia da prefeitura, que precisava desapropriar os terrenos e depois doá-los à União, que na sequência repassaria os imóveis à administração da Infraero. Mas mesmo assim a edição seguinte do jornal insinuou que a culpa era dos parlamentares – a bem da verdade, eles já tinham feito a sua parte para ajudar na conquista do aparelho.
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Hoje, pois, vê-se que o abacaxi estava mesmo nas mãos da prefeitura, e que faltou vontade política ao prefeito de então para tomar a tal medida da desapropriação, que só agora está sendo viabilizada.
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A matéria do Jornal da Acil, portanto, cometeu um “pecadilho” ao insinuar que o ônus da incompetência era dos deputados.
Às vezes, acontece.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Ângulos diferentes

Como é interessante analisar os tipos de abordagens feitos pela mídia sobre determinados assuntos. Um exemplo: o único deputado federal paranaense que este ano vai presidir uma comissão permanente da Câmara é o cascavelense Eduardo Sciarra (DEM).
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A informação correu parte da mídia semana passada.
Tá certo, é informação e por isso mesmo precisa ser divulgada. Parabéns a estes veículos.
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Mas o que poucos jornais, rádios e TVs do nosso Estado falaram é que Sciarra, agora presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano, é um dos 11 congressistas presidentes de comissão que são investigados ou processados no Supremo Tribunal Federal.
Esta informação, que praticamente não saiu aqui no Paraná, saiu na “Folha de S. Paulo” neste dia 5. Sciarra, claro, defendeu-se.
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O que faltou à nossa imprensa? Coragem?

quarta-feira, 4 de março de 2009

O que faz um parlamentar?

É verdade o que saiu na Paiquerê AM hoje de manhã: pouca gente sabe o que faz um parlamentar, seja ele vereador, deputado estadual, deputado federal ou senador.
Mas acontece que aqueles poucos que fazem boas ações muitas vezes não encontram eco na imprensa, seja no rádio, jornal ou na televisão. De um modo geral, a mídia acha que dar publicidade positiva para os parlamentares é fazer promoção pessoal do sujeito. (Leia o que eu já escrevi a respeito clicando aqui.)
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Não deveria ser assim. Deveriam dar publicidade para as suas atividades sim, mas em troca deveriam cobrar deles. Cobrar ações efetivas, checar se aquilo que está sendo divulgado tem veracidade ou não; se vai acontecer mesmo ou não, ou se aconteceu de fato. Uma mão lavaria a outra, né?
O povo agradece!

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Paraná não tem vez no Brasil

O radialista Paulo Ubiratan, da CBN Londrina, falou no ar hoje de manhã que o Paraná nunca teve um presidente da República e que isso seria muito bom se acontecesse.
Também acho, evidentemente, mas o nosso Estado não tem condições de apresentar nomes fortes para este cargo. Nunca teve.
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Não creio que este nome poderia ser o de Requião (como cita o Paulo), o de Álvaro ou de outro qualquer. Já escrevi isso aqui e disse que, a nível de Brasil, o Paraná é um Estado politicamente esquecido, infelizmente.

terça-feira, 3 de março de 2009

Expô vem aí

Logo teremos a nossa tradicional exposição agropecuária de Londrina. Serão dias de muitos agitos e com a consequente e cansativa cobertura da Imprensa.
Mas passa ano e entra ano é a mesma coisa.
Para não cansar mais – até porque eu estou com preguiça agora –, entre aqui e leia o que eu já escrevi sobre o assunto. Foi em abril do ano passado mas o conteúdo continua valendo (e valerá para o ano que vem).

Guerrinha eletrônica

Recomeçou a campanha eleitoral em Londrina e a guerra surda dos blogues alinhados com as duas candidaturas está a todo vapor.
O que isso vai dar, não sei; mas acaba lá pelo dia 1º de abril, dia da mentira.

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Aqui pode. Aqui não pode

Veja que engraçado: a Folha de Londrina aborda o crime do Morro do Boi (“MP oferece denúncia contra acusado de crime em Caiobá”) mas não menciona o nome completo do suspeito, que foi detido pela polícia e agora está na mira do Ministério Público. Mas sobre um caso parecido, publicada domingo, ela não poupou os nomes dos envolvidos. É na matéria “Presos dois suspeitos de homicídio”.
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Num caso a Folha coloca só as iniciais; mas em outro, vai com tudo – acho meio incoerente.
Fazer o quê, né?
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Já a Gazeta do Povo vai com tudo. (É a concorrência...)

Prefeitura tem que limpar terreno particular e mandar a conta

Aumentar para R$ 2,00 o metro quadrado a multa para quem não capina terreno pode ser realmente uma boa pedida em Londrina, que vive em meio a matagais. A Prefeitura e a CMTU estudam o encaminhamento de um projeto de lei nesse sentido e a notícia evidentemente saiu na imprensa local. Na Paiquerê AM, o chefe de jornalismo Lino Ramos elogiou a iniciativa e eu também elogio, mas ficar só na multa não é garantia de terrenos limpos e não resolve numa cidade sempre prestes a entrar numa epidemia de dengue.
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Minha sugestão é que, além da multa, a Prefeitura faça a roçagem do mato ou mande uma terceirizada fazer, e depois mande a conta integral para o dono do terreno, via carnê do IPTU ou outro meio. Pode ser até junto com a multa.
Até uns cinco anos atrás era assim, não sei por que mudaram. Agora só estão multando. Só pensam em multa...
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Os londrinenses de bem não podem ficar simplesmente esperando a boa vontade do dono para verem o terreno limpo. Temos que ser práticos: limpe e mande a conta (bem alta, de preferência), porque o mato não espera o tempo passar. A multa + a taxa de roçagem pode resolver.
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Ninguém abordou este aspecto na imprensa.
Coleguinhas: vamos pensar nisso e cobrar!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Tempo de reconhecer

Na edição de domingo do Jornal de Londrina, o conceituado cientista político Mário Sérgio Lepre coloca que a boa popularidade do prefeito interino Padre Roque é fruto da sua comparação com o desgastado governo Nedson: “Ele vem dando atenção aos pequenos problemas, modificando aspectos da cidade que estavam feios (mato alto, buracos nas ruas). Não dar atenção a isso foi o grande erro de Nedson, que negligenciou em coisas que seriam simples de resolver”.
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Em março, o interino atingiu 69,09% de aprovação entre os londrinenses, segundo a sondagem da Paraná Pesquisas, de Curitiba, cujo resultado foi abordado pelo Jornal no domingo.
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Jornalistas do próprio JL, assim como da Folha de Londrina e da Rádio Brasil Sul, com quem estive conversando, também concordam com Lepre. E é verdade mesmo, mas “em parte”. Digo “em parte” porque afirmar pura e simplesmente que o bom desempenho do atual prefeito é resultado direto da comparação com a finada administração petista é relativo e é ser simplista demais. Pior, é desmerecer o esforço do Roque e de sua equipe.
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O vereador Padre Roque não fez campanha para prefeito e, portanto, não assumiu compromissos ou promessas nesse sentido para o seu eleitorado. Logo, poderia sentar na cadeira de alcaide e simplesmente esperar o tempo passar até a posse do prefeito de fato, que deve acontecer em maio. Poderia ficar sem fazer nada e simplesmente esperar “pingar” o seu salário no final do mês, só isso. Mas, não: está agindo nos “pequenos problemas”, como diz o Lepre, e isso – e só por isso – já mereceria crédito, independentemente do Nedson.
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Quando o Cheida prefeito deixou o cargo, no final de 1996, o triprefeito Belinati não chegou a ter esses 69% nos primeiros três meses de mandato. Ele foi atingir esse índice (ou mais) em meados de 1998, antes do caso Ama-Comurb. Quando Nedson assumiu no lugar do Jorge Scaff, em 2001, também não conseguiu este índice.
Então, não vamos desmerecer o padre. Vamos reconhecer o seu papel e o papel de sua equipe, e esperar que não nos decepcionem até o final do mandato.
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PS: O Jornal de Londrina havia publicado uma matéria com o Lepre em cima do levantamento da Paraná Pesquisa, mas faltou o Jornal mostrar que em janeiro o mesmo instituto fez a primeira pesquisa do gênero, e, na ocasião, a Administração Roque tinha 59,12% de aprovação. Quer dizer: com Nedson e sem Nedson, com cargos comissionados e sem cargos comissionados, a imagem de sua gestão melhorou 10%.

domingo, 1 de março de 2009

HORA DO RECREIO

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Onde todos pensam do mesmo jeito,
ninguém pensa muito.

Walter Lippmann