sábado, 14 de março de 2009

As controvertidas pesquisas eleitorais

A divulgação de pesquisas eleitorais na mídia está virando um assunto bastante controverso desde a eleição de outubro, principalmente em Londrina, onde as suas impugnações viraram rotina. Mas o que mais me chama a atenção é a forma de contratação dos institutos por alguns veículos de comunicação.
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Em tese, acho que pesquisas eleitorais são tendenciosas e na prática não informam o eleitor. Mais deformam. Mas uma vez que são feitas para serem divulgadas, deveriam ser divulgadas em todo lugar, especialmente nas principais mídias da localidade pesquisada, porque o eleitor merece ter acesso a tais números em todos os meios de comunicação, independentemente de quem a contratou.
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Mas o que acontece em Londrina não é assim. A Rede Globo/Rede Paranaense de Comunicação (quem abrange a Gazeta do Povo, TV Coroados e o Jornal de Londrina, por exemplo) contrata o Ibope e “apenas” os veículos do grupo é quem o divulgam em primeira mão. Os leitores dos outros veículos, como Folha de Londrina, TV Tarobá ou TV Cidade, por exemplo, evidentemente não têm acesso à divulgação da mesma.
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O mesmo acontece quando estes veículos é quem contratam algum outro instituto. A Folha de Londrina, por exemplo, contratou recentemente a Vox Populi e, se a pesquisa for divulgada (o que duvido), vai sair apenas ali ou em algum veículo eletrônico (rádio ou TV) com quem firmou uma parceria, mas nunca vai oferecer a sua divulgação para os outros, principalmente para os veículos da RPC.
Resumindo: todo mundo “sonega” informação ao leitor.
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Não deveria ser assim. Todos os veículos de comunicação são de interesse público, e mais: deveriam ter mais responsabilidade social divulgando TODAS as pesquisas, mesmo que seja no dia seguinte à da divulgação inédita feita pelos veículos contratantes. É um direito do cidadão.

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