sábado, 7 de março de 2009

O ILS e o componente eleitoral

O discutido aparelho ILS, que deverá ser instalado no Aeroporto de Londrina (mas não se sabe quando) para melhorar as possibilidades de pouso e decolagem de aeronaves, tem sido um assunto muito badalado ultimamente nas rodas jornalísticas e no meio empresarial da cidade. Isso porque o prefeito Padre Roque está em vias de desapropriar uma área importante, ao lado do aeroporto, para que o tal equipamento seja futuramente instalado pela Infraero.
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A área parece que pertence ao empreendedor e apresentador de TV Ratinho Massa, apoiador da candidatura Barbosa Neto à Prefeitura, na eleição deste dia 29.
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O Grupo Massa está tentando barrar a medida de Roque, e isto foi bem abordado pelo jornalista Lino Ramos, da Rádio Paiquerê AM, que especulou o componente político-eleitoral que poderia estar por trás da tentativa.
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Ratinho – insinua Lino – estaria protelando o caso para depois oferecer uma possível “doação” daquela área à prefeitura se o prefeito, a partir de maio deste ano, for o seu candidato. Estaria ele, assim, dando discurso de campanha a Barbosa Neto e tentando capitalizar positivamente a iniciativa.

Distorções dos fatos
Por falar no ILS, lembrei de um detalhe importante de como algumas vezes a imprensa não é bem informada sobre os fatos e, por conseguinte, acabam dando notícias distorcidas.
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Há muito tempo a questão do tão sonhado ILS está nas mãos da prefeitura, desde a época do Cheida, passando pelo Belinati e depois pelo prefeito Nedson Micheleti, do PT, que precisava desapropriar as áreas do entorno do aeroporto para poder depois viabilizar-se a instalação do equipamento.
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Lembro que há uns cinco anos, mais ou menos, o prestigiado Jornal da ACIL fez uma matéria a respeito e, pelo tom, a culpa da não-instalação do equipamento recaiu sobre os deputados federais da cidade.
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Acompanhei pessoalmente uma das entrevistas feitas pela repórter do Jornal, e o seu interlocutor deixou bem claro que naquele momento o caso dependia da prefeitura, que precisava desapropriar os terrenos e depois doá-los à União, que na sequência repassaria os imóveis à administração da Infraero. Mas mesmo assim a edição seguinte do jornal insinuou que a culpa era dos parlamentares – a bem da verdade, eles já tinham feito a sua parte para ajudar na conquista do aparelho.
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Hoje, pois, vê-se que o abacaxi estava mesmo nas mãos da prefeitura, e que faltou vontade política ao prefeito de então para tomar a tal medida da desapropriação, que só agora está sendo viabilizada.
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A matéria do Jornal da Acil, portanto, cometeu um “pecadilho” ao insinuar que o ônus da incompetência era dos deputados.
Às vezes, acontece.

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