quarta-feira, 22 de abril de 2009

O ILS ainda vai demorar

E o prefeito interino Padre Roque deixou para seu sucessor, o prefeito eleito Barbosa Neto, a decisão de pilotar o controvertido caso do ILS do aeroporto de Londrina. Com isso, a possível instalação deste importante equipamento, que permite melhorias no pouso e decolagem de aeronaves, passará pela sétima administração municipal desde que o seu primeiro projeto começou a sobrevoar a cidade.
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Primeiro foi o Cheida, que não fez. Depois o Belinati, aí vieram Jorge Scaff, Nedson (duas vezes), Padre Roque e agora, o Barbosa. Dá para sentir, pois, que o ILS ainda está voando. Está no ar há 12 anos.
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Pela cor do céu, que não é de brigadeiro, o projeto vai ficar voando em círculos ainda por um bom tempo, porque, ao contrário do que a imprensa local dá a entender, a aquisição do terreno da Carambeí é apenas um capítulo desta novela longeva. Muitos jornalistas, editores, pauteiros e a mídia passam a ideia de que só isto resolve o problema. (Se não falam, deixam a entender.)
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Além daquele terreno, existem outros 15 ou mais imóveis lindeiros (pequenos, é verdade) que precisam ser adquiridos pela Prefeitura para posterior doação à União. E a Infraero, que é quem administra o aeroporto, já avisou que TODOS precisam estar de posse da União para, aí sim, o equipamento ser instalado de fato. Só assim para o ILS estará totalmente operacional.

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Não adianta, pois, entregar somente o terreno da Carambeí.
Em tempo: juntando todas as desapropriações necessárias, a prefeitura teria que desembolsar algo em torno de R$ 4 milhões.
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A imprensa bem que poderia explicar melhor esta história. Está devendo.

Enquanto isso, a gente fica a ver navios.

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