terça-feira, 30 de junho de 2009

'Morro do Boi': novos fatos

Será que o caso do "Morro do Boi" começa, de fato, a ser esclarecido?
A polícia e o Ministério Público do Paraná têm novas informações a respeito. Leia aqui na "Gazeta".

Gripe suína na Argentina

A Seleção pegará os nossos hermanos pelas Eliminatórias. Os brasileiros entrarão mascarados em campo?

HORA DO RECREIO

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Ticiana e os tons escuros

Já disse aqui que gosto do “Jornal da Band” e dos seus apresentadores. Também já comparei a apresentadora Ticiana Villas Boas com a sua antecessora Mariana Ferrão, que hoje está na Globo-SP. Ambas são competentes.
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Mas uma coisa passou a me incomodar: por que a Ticiana só usa roupa escura? O telejornal é noturno, o cenário do estúdio é um tanto sisudo, mas poderia ficar um pouquinho mais light – pelo menos através do figurino dela – só para dar uma “quebrada” no ambiente.
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Ticiana é uma baiana linda, e ficaria ainda mais se variasse um pouco as roupas, optando também pelos tons claros.

Comparativos dos senadores

E o Jornal de Londrina, através do colunista político Fábio Silveira, mostrou ontem os gastos dos senadores paranaenses.
Isso é muito bom, e está dentro do que estabelece o bom jornalismo. Dia 31 de maio, por exemplo, o jornal já havia publicado um condensado dos deputados federais.
Com certeza teremos, em breve, o comparativo dos deputados estaduais.

Nassif e a 'manipulação' do Estadão

Luis Nassif pega pesado no "Estadão".
Leia aqui.

Vice não vale nada mesmo

Dizem que vice é vice e que “ex” é ex” e não passam disso. Agora, quem é “ex-vice"-prefeito então... não deve ter valor algum. Pelo menos para a imprensa.
É o caso, por exemplo, do empresário londrinense Assad Jannani, que foi o vice do Cheida prefeito (93-96).
E mais: entre outros títulos, Assad já foi presidente da Cohab e da nossa podero$a Sercomtel. De quebra, é irmão do ex-deputado federal José Janene.
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Mas parece que a grande maioria da mídia local, com pouquíssimas exceções, ignora os seus títulos (ou ex-títulos, como queiram) porque ninguém os menciona quando noticiam o seu depoimento no caso denominado “Operação Gafanhoto”. Só lhe atribuem a expressão “empresário”.
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Acho que deveriam lembrar os leitores, os ouvintes e os telespectadores sobre alguns dos títulos anteriores do Assad, pois é uma forma importante e legal de enriquecer a matéria. Afinal, ele não é qualquer um, até porque foi com ele, por exemplo, que a Sercomtel iniciou, na prática, o serviço de telefonia móvel - uma das primeiras do país.
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O empresário Assad Jannani, ex-vice-prefeito de Londrina [a referência poderia ser assim], foi chefe de gabinete do então deputado estadual Barbosa Neto e está sendo inquirido pelo MP para falar sobre a denúncia de que o parlamentar utilizava recursos da Assembleia para pagar despesas pessoais e de suas atividades profissionais.
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O caso é tão enrolado que Jannani andou se estrilando com os promotores.
"A morada da vida é o coração do homem."
Krishnamurti

quinta-feira, 25 de junho de 2009

HORA DO RECREIO

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ninguém merece!

Pensando bem, nem jornalista, nem dentista, nem ninguém precisa de diploma:

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O Marrom e a questão do diploma

A “desdiplomação” dos jornalistas continua rendendo. Outra boa leitura sobre o caso, deflagrado equivocadamente pelo Supremo Tribunal Federal, é a do jornalista free-lancer de Londrina Marcos César Gouvêa, o “Marrom”.
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Um artigo seu saiu na seção “Ponto de Vista” do “Jornal de Londrina” desta quarta-feira, dia 24. Veja abaixo:

Ação entre amigos no STF
O Supremo acabou com a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo. O primeiro efeito será o aviltamento salarial. A decisão abre caminho para um jornalismo de compadrio, de subserviência aos interesses de grupamentos políticos e econômicos. É o que já ocorre em 90% dos municípios brasileiros, onde nunca foi exigida formação superior.


No dia 9, o clima na “4ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa” já antecipava a sentença. Lá estavam dirigentes da Associação Nacional de Jornais (ANJ), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert); Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner). A promoção foi da Aner e Câmara, com apoio da Unesco, Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Entre os canapés também estavam, sorridentes, o presidente da Câmara, Michel Temer; o presidente do STF, Gilmar Mendes; e o presidente do TSE e juiz no STF Carlos Ayres Britto.


Uma semana depois (dia 17), ao apoiar o voto do relator Mendes pela “inconstitucionalidade do diploma e do registro profissional do jornalista”, Ayres Britto, sofista como seus colegas, disse ele que há talentos naturais para o jornalismo que não precisam frequentar escola. Ele cometeu algumas heresias ao citar Otto Lara Resende, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Armando Nogueira como destacados jornalistas que não possuíam diploma específico. Britto omite que foram jornalistas da geração de Otto, Drummond, Bandeira, Armando Nogueira, Pompeu de Souza e muitos outros do mesmo naipe que lutaram com êxito a batalha pela regulamentação da profissão, batalha anterior a 64, diga-se.


O argumento “entulho autoritário” é malicioso e mentiroso, como Ricardo Lewandowski, que sofismou nessa trilha. O argumento de que o decreto de regulamentação foi assinado na ditadura é de chocante desonestidade. Por essa lógica a regulamentação do flúor na água é ilegal e Itaipu deveria ser destruída. Sentado no próprio rabo, o ministro Cezar Peluso cometeu, entre outros, a seguinte pérola: “Há séculos, o jornalismo sempre pôde ser bem exercido, independentemente de diploma”. Ora, há séculos o barbeiro era médico e dentista.


Argumentar sobre o voto de Gilmar é perda de tempo. O sujeito não escreve coisa com coisa. Mas sabe ganhar dinheiro. Nesta semana a revista Carta Capital informa que o presidente do STF vem fazendo bons negócios com sua escola, Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), expandindo o número de contratos com órgãos públicos, todos sem licitação segundo a revista. Em 2007, quando Mendes ainda era só ministro do STF, o IDP faturou R$ 216,3 mil com esses convênios segundo Carta Capital. No ano passado, a quantia subiu para R$ 577,8 mil. E no primeiro semestre de 2009, o Tesouro já empenhou R$ 597,8 mil para pagar cursos.


No corpo docente do IDP figuram procuradores e ministros da República e auditores fiscais. Há muitos ministros de tribunais superiores que atuam como “professores-convidados” no IDP. O mais estranho é que nada menos que 6, dos 11 ministros do STF, estão na folha de pagamento do IDP. Isso não parece uma Corte Suprema. Parece mais “uma ação entre amigos”.

sábado, 20 de junho de 2009

Muricy volta para o São Paulo

Isso mesmo. Ele saiu, mas um dia volta. Quer apostar?

Muricy Ramalho, 54 anos, um dos mais bem sucedidos técnicos brasileiros, é daqueles que têm a sua imagem profissional lincada com a imagem da empresa em que trabalha – no caso, o São Paulo. É como o Luxemburgo no Palmeiras. É como o Joel Santana no Flamengo (ele voltará), é como o Zagallo e a Seleção.

É como o Lula e o PT.
É como o Agajan e o Belinati.

É como o Gugu e o SBT (aliás, ele pode ir para a Record). É como o Galvão Bueno, o Cid Moreira e o Tarcísio Meira na Globo. E por aí, vai. Não dá para dissociar uma imagem da outra.
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Anote aí, crônica esportiva: o que está acontecendo no time do São Paulo é simplesmente uma ação de marketing para “descansar a marca” do idolatrado treinador – tanto é que dizem que os dois já trocaram juras de amor eterno... Muricy já foi jogador do tricolor nos anos 70.
Ele vai, mas ele volta. Vou chutar: não passa de dois anos.
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No meio artístico – e técnico de futebol também é artista, por que não? –, é comum o “descanso da imagem”. Vai acontecer, por exemplo, com “o aprendiz” Roberto Justus, que está trocando a Record pelo SBT. A mudança deve acontecer ainda este mês, mas o publicitário-apresentador só entrará em cena na nova casa no final de agosto ou começo de setembro. Normal.
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Mas vamos voltar ao futebol.
Outro treinador que está em vias de deixar a casa amada é o Wanderley Luxemburgo. Mais umas derrotinhas do Palmeiras no Brasileirão e ele cai fora, porque já tem o precedente da recente eliminação da Libertadores.
Ele irá, mas ele voltará.
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Luxa vai descansar a imagem fora do Verdão – onde é sócio remido e foi até homenageado. Só terá que tomar um pouco de cuidado porque a sombra do Felipão anda rondando o Parque.
Scolari é outro que carimbou a sua imagem no time, e é tão venerado que carimbou também o Grêmio. Aliás, Celso Roth e o Grêmio também tem tudo a ver...
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Mano Menezes também começa a impregnar a sua imagem no Corinthians. Pela boa fase do time, deve aguentar mais uns dois anos. Quando o time começar a natural descendência, será a hora de sair.
Ele irá, mas ele voltará.
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No futebol profissional, o ciclo dos bons treinadores nunca acaba. As portas estão sempre abertas.
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Então, caros são-paulinos, nada de fraquejar como bambis. CORAGEM! Não chorem.
Muricy vai, mas Muricy volta. Quer apostar?
A maneira de fazer é ser.

Lao-Tsé

sexta-feira, 19 de junho de 2009

HORA DO RECREIO

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Liberdade de expressão

Se pode haver jornalistas sem diplomas, pode haver rádios, tevês e jornais sem registros, tudo em nome da tão badalada LIBERDADE DE EXPRESSÃO. É ou não é?
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Com a palavra, os juízes do STF.
Com a palavra, a Constituição da República Federativa do Brasil.

A vez dos jornalistas piratas

Aconteceu o que eu já imaginava: o glorioso Supremo Tribunal Federal jogou na lata do lixo a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão, o que abre caminho para os jornalistas piratas.
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É um retrocesso, sem dúvida, mas a batida do martelo no caso não foi inesperada para mim, acostumado a observar inúmeros casos de discriminações profissionais país afora. (O que esperar dos homens, se o próprio homem vive chafurdado na hipocrisia?)
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De tudo que eu li nos últimos dias sobre a triste decisão do STF, o que mais me chamou atenção foi a opinião magoada e realista do jornalista e amigo José Pedriali, que faço questão de reproduzir aqui.
Lamentável, senhores ministros!
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Os homens de toga provaram que desconhecem completamente a complexidade do jornalismo, mas culpo também a própria categoria dos jornalistas, que de um modo geral sempre foram totalmente desunidos e desinteressados.
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Tenho que admitir: é uma classe fraca, totalmente desmotivada, sem mobilização, sem poder de pressão e que anda, há muito, com a autoestima abalada, fatores que pesaram (ou não pesaram nada) na decisão dos juízes.
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Mas quero crer numa luz no fim do túnel. Confio na frase bem proferida pelo jornalista e presidente da Biblioteca Nacional, Moniz Sodré, para quem a decisão do Supremo pode ser útil para levar a uma reflexão sobre qualificação profissional dos jornalistas.
Disse ele: “Crise também significa oportunidade. É uma boa chance para se discutir o que é jornalismo e o que é informação hoje”.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Maia e a imprensa

César Maia deixou a Prefeitura do Rio mas não deixou o seu “Ex-Blog”, onde continua falando de tudo, de política e até da Imprensa.

E hoje, para variar, continuou falando:

LIBERDADE DE IMPRENSA -1!
(Andrés Oppenheimer - La Nacion, 16/06) A ameaça mais imediata contra a democracia na América Latina é um movimento sincronizado de vários presidentes autoritários para silenciar os meios de comunicação independentes. O presidente do Equador, Rafael Correa, discípulo de Hugo Chávez, disse que quando assumir em julho a presidência da Unasur, proporá a criação de um órgão regional para defender os governos contra as críticas da imprensa. A proposta foi imediatamente respaldada pela Venezuela e Bolívia, cujos presidentes se referem a qualquer crítica da imprensa como terrorismo midiático. Se as democracias da região seguirem distraídas, estarão cavando a sua própria fossa.

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LIBERDADE DE IMPRENSA -2!
(Mary Anastasia O`Grady - The Wall Street Journal/La Nacion, 16/06) A Argentina enfrenta a ameaça maior, via meios similares aos de Chávez: a liberdade de expressão e de imprensa são alvos de repressão. Kirchner tentou silenciar os meios críticos. Utilizou o orçamento de publicidade para recompensar os que o apoiavam. O diretor da Secretaria de Inteligência do Estado (SIDE) acionou criminalmente contra Bartolomé Mitre, diretor do La Nacion, e Julio Saguier, presidente da corporação dona do jornal. O governo apresentou um projeto de lei de radiodifusão que se aprovado esmaga a liberdade de imprensa. A lei reservaria apenas um terço das emissoras ao setor privado, um terço seria estatal e outro de ONGs indicadas pelo governo.

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LIBERDADE DE IMPRENSA -3!
(editorial Clarin, 16/06) O Departamento de Estado dos EUA manifestou sua preocupação pela situação da liberdade de imprensa na América Latina. O porta-voz disse que a liberdade de imprensa é vital para a democracia e manifestou sua preocupação pelas ações de governos da região contra a imprensa independente. Agora, na Argentina, o governo, ao mostrar seu mal estar com a imprensa, apresentou um projeto de lei de radiodifusão, cuja implementação seria um risco para a liberdade de imprensa. A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), organização mundial de rádios e televisões privadas, que é órgão consultivo da UNESCO, assinalou a ampla discricionariedade que essa lei proporcionaria ao governo, assim como a falta de parâmetros para outorga e renovação de licenças.

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LIBERDADE DE IMPRENSA -4!
(Ricardo Kirschbaum - editor geral do Clarin, 16/06) Mesmo sabendo que o forte de Kirchner não é a moderação, surpreendeu a todos: disse que a cobertura eleitoral da imprensa "compromete não o futuro de um governo, mas a paz social e a estabilidade institucional da Nação". Disse lendo um texto escrito para respaldar a candidatura de Heller. Já se sabe o que Kirchner proclama sobre os meios de comunicação. Ainda não se sabe que espécie de imprensa ele deseja. Ou talvez sejam os seus anos em Santa Cruz. Fala de democratizar a imprensa. Mas a razão de ser da imprensa numa democracia não é a subserviência, mas a crítica.

Meia volta

Ah, bom, os aloprados da Petrobras voltaram atrás. Menos mal.
O mais engraçado é que parece que foi o Mercadante quem convenceu o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, a rever a trapalhada.

sábado, 13 de junho de 2009

HORA DO RECREIO

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Brecando bebida?

Por falar em propaganda de remédio, outra hipocrisia é propaganda de bebida alcoólica.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, até que tentou, mas pelo jeito não conseguiu levar adiante a proposta de limitar esse tipo de publicidade.
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Já existe até um projeto de lei nesse sentido, que dormita em berço esplêndido nos gabinetes do Congresso.

Brecando remédios

Outro dia publiquei o meu inconformismo com as propagandas de remédios na mídia, partindo do princípio de que qualquer remédio é coisa séria e só deve ser tomado sob prescrição médica.
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Pois bem, agora saiu a notícia de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, suspendeu em todo o país a veiculação de duas campanhas publicitárias que realizavam concursos culturais para promover os medicamentos Anador e Aspirina.
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Bom, já é um avanço. Quem sabe em breve todas as publicidades de medicamentos saiam do ar em definitivo. Sem exceções.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Deus deu os nossos parentes, mas teve a bondade de nos deixar escolher os nossos amigos."



Ethel Munford

O maior anunciante do país

Que maravilha! O governo do nosso grande Brasil é o maior anunciante do país. O “lulo-petismo” do Planalto gasta R$ 1 bi por ano nesta rubrica. Palavras do secretário-executivo da Secretaria da Comunicação de Governo, Ottoni Fernandes Jr.
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Vi esta informação na “Gazeta do Povo” de hoje e fiquei espantado!
Segundo o jornal, deste valor, R$ 700 milhões são para campanhas de mercado (com forte participação da Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), R$ 200 milhões são para utilidade pública e R$ 105 milhões para campanhas institucionais.
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Ottoni Jr. afirmou que a publicidade do governo federal é proporcional à circulação ou audiência. Por isso, diz ele, o Planalto está atento no crescimento da mídia regional e popular, além da sindical. “Só o jornal da CUT (Central Única dos Trabalhadores) tem circulação de 450 mil exemplares por semana”, mencionou.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Aloprados da Petrobras

A riquíssima e poderosa Petrobras, que para mim é uma das maiores empresas do mundo, tem aloprados aprontando no seu setor de Comunicação.
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O texto abaixo é do jornalista Kennedy Alencar, da “Folha de S. Paulo”, mas o assunto saiu em muitos outros veículos também.
Veja que absurdo a petrolífera está fazendo:



Deu a louca na Petrobras?


A Petrobras não chegou por acaso ao posto de maior empresa da América Latina. Sem competência não teria se estabelecido. Foi fundamental a modernização da gestão de uma empresa de capital misto. Hoje, cerca de 60% de seu capital total está nas mãos da iniciativa privada. A empresa tem ações nas principais Bolsas do planeta. E a União mantém o controle da companhia, mantendo sob propriedade pública a maior parte das ações com direito a voto.
Apesar de ser usada politicamente pelos governos de plantão, a Petrobras é um caso de sucesso empresarial.
Por isso mesmo, é incompreensível a decisão da empresa de criar um blog para jogar na rede mundial de computadores questionamentos e observações de jornalistas antes que as reportagens sejam publicadas. Numa empresa privada, o gênio responsável seria demitido.
A decisão da Petrobras é antiética e burra. Simples assim.
Quando um jornalista procura a empresa antes de publicar a reportagem, dá a ela a chance de corrigir erros, precisar informações e até de matar uma pauta que não para em pé.
Esse procedimento não está na letra da lei. É resultado do processo da modernização da imprensa, de seu amadurecimento como instituição que, nas democracias, deve fazer da forma mais responsável possível a busca da verdade.
A imprensa erra? Erra. A imprensa está cheio de estúpidos? Está. Há parcialidade em alguns veículos? Inegável.
No entanto, a imprensa brasileira vem melhorando o padrão de seus procedimentos. A decisão da Petrobras quebra uma relação de confiança, digamos assim, necessária à liberdade de imprensa e ao direito de a empresa expor o contraditório.
Jornalistas serão desestimulados a procurar a Petrobras e a abrir o sigilo de suas informações. Mais: algumas informações não precisariam, necessariamente, ser checadas com a empresa. Se o jornalista tem segurança de sua informação, pode e deve publicá-la. Se errar, arcará com o ônus. Mas a boa prática jornalista recomenda ouvir o outro lado. Em casos de suspeita de corrupção, é obrigatório oferecer o direito de defesa. Mas essa oferta poderá ser feita de forma limitada a fim de a preservar informações do jornalista.
A imprensa e a empresa perdem, mas quem perde mais? Sem dúvida, o público.
O argumento de que a imprensa dá o erro na manchete e se desculpa no pé de página é um bom argumento. Mas há jornalistas e há jornalistas. Há veículos e há veículos. O blog poderia registrar um ranking de quem, do seu ponto de vista, errou. E existe uma Justiça no Brasil que tem sido cada vez mais rápida e dura com a imprensa na concessão de direitos de resposta e reparações materiais.
É pura cascata falar em transparência. Transparência haveria se a Petrobras esperasse a publicação das reportagens. Se a empresa se sentisse injustiçada, poderia expor os bastidores da troca de informações com a imprensa.
Por último, há controvérsia sobre a ilegalidade da decisão da Petrobras. As opiniões de especialistas, até o momento, tendem majoritariamente a dizer que é absolutamente legal. Pode ser, mas é absolutamente antiética e burra. Demonstra intolerância a críticas e incompetência empresarial.
Na democracia liberal, as empresas buscam melhorar suas relações com a imprensa. Como os políticos entenderam que precisam dialogar com a imprensa para exercer o poder, as empresas necessitam fazer o mesmo para lucrar.
Difícil compreender como uma empresa que precisa enfrentar uma CPI no Senado, investir na exploração do pré-sal e continuar com sua trajetória de sucesso possa ter uma gestão capaz de dar um tremendo tiro no pé. Decisões desse tipo só reforçam a imagem de uma empresa que ainda precisa realmente avançar muito na transparência. Transparência dos seus próprios atos.



Sítio
Quem quiser conhecer a genial estratégia de comunicação da Petrobras, acesse o
link.

HORA DO RECREIO

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terça-feira, 2 de junho de 2009

BENDITO ASSALTO NA PRAÇA

Domingos Pellegrini, o Dinho, jornalista e conceituado escritor londrinense, está lançando outra obra, o romance “Bendito Assalto”.

Será na próxima sexta-feira, às 19 horas, no Espaço Plaenge (Av. Madre Leônia Milito, 1.700).

Lá vem outro Jaboti...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Próximos capítulos

O Jornal de Londrina publicou, domingo, uma ampla matéria sobre a relação dos gastos e das verbas indenizatórias dos quatro deputados federais londrinenses – incluindo o prefeito Barbosa Neto, que era parlamentar até abril.
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Imagina-se que em breve o JL, cuja circulação restringe-se a Londrina, deva fazer uma “suíte” (sequência) do material publicando os gastos dos dois deputados estaduais também estabelecidos na cidade (Antônio Belinati e Luiz Eduardo Cheida) – e, por que não, dos três senadores (Álvaro Dias, Flávio Arns e Osmar Dias) que, queiram ou não, também representam Londrina. É ou não é?

HORA DO RECREIO

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