quinta-feira, 18 de junho de 2009

Maia e a imprensa

César Maia deixou a Prefeitura do Rio mas não deixou o seu “Ex-Blog”, onde continua falando de tudo, de política e até da Imprensa.

E hoje, para variar, continuou falando:

LIBERDADE DE IMPRENSA -1!
(Andrés Oppenheimer - La Nacion, 16/06) A ameaça mais imediata contra a democracia na América Latina é um movimento sincronizado de vários presidentes autoritários para silenciar os meios de comunicação independentes. O presidente do Equador, Rafael Correa, discípulo de Hugo Chávez, disse que quando assumir em julho a presidência da Unasur, proporá a criação de um órgão regional para defender os governos contra as críticas da imprensa. A proposta foi imediatamente respaldada pela Venezuela e Bolívia, cujos presidentes se referem a qualquer crítica da imprensa como terrorismo midiático. Se as democracias da região seguirem distraídas, estarão cavando a sua própria fossa.

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LIBERDADE DE IMPRENSA -2!
(Mary Anastasia O`Grady - The Wall Street Journal/La Nacion, 16/06) A Argentina enfrenta a ameaça maior, via meios similares aos de Chávez: a liberdade de expressão e de imprensa são alvos de repressão. Kirchner tentou silenciar os meios críticos. Utilizou o orçamento de publicidade para recompensar os que o apoiavam. O diretor da Secretaria de Inteligência do Estado (SIDE) acionou criminalmente contra Bartolomé Mitre, diretor do La Nacion, e Julio Saguier, presidente da corporação dona do jornal. O governo apresentou um projeto de lei de radiodifusão que se aprovado esmaga a liberdade de imprensa. A lei reservaria apenas um terço das emissoras ao setor privado, um terço seria estatal e outro de ONGs indicadas pelo governo.

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LIBERDADE DE IMPRENSA -3!
(editorial Clarin, 16/06) O Departamento de Estado dos EUA manifestou sua preocupação pela situação da liberdade de imprensa na América Latina. O porta-voz disse que a liberdade de imprensa é vital para a democracia e manifestou sua preocupação pelas ações de governos da região contra a imprensa independente. Agora, na Argentina, o governo, ao mostrar seu mal estar com a imprensa, apresentou um projeto de lei de radiodifusão, cuja implementação seria um risco para a liberdade de imprensa. A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), organização mundial de rádios e televisões privadas, que é órgão consultivo da UNESCO, assinalou a ampla discricionariedade que essa lei proporcionaria ao governo, assim como a falta de parâmetros para outorga e renovação de licenças.

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LIBERDADE DE IMPRENSA -4!
(Ricardo Kirschbaum - editor geral do Clarin, 16/06) Mesmo sabendo que o forte de Kirchner não é a moderação, surpreendeu a todos: disse que a cobertura eleitoral da imprensa "compromete não o futuro de um governo, mas a paz social e a estabilidade institucional da Nação". Disse lendo um texto escrito para respaldar a candidatura de Heller. Já se sabe o que Kirchner proclama sobre os meios de comunicação. Ainda não se sabe que espécie de imprensa ele deseja. Ou talvez sejam os seus anos em Santa Cruz. Fala de democratizar a imprensa. Mas a razão de ser da imprensa numa democracia não é a subserviência, mas a crítica.

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