sexta-feira, 19 de junho de 2009

A vez dos jornalistas piratas

Aconteceu o que eu já imaginava: o glorioso Supremo Tribunal Federal jogou na lata do lixo a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão, o que abre caminho para os jornalistas piratas.
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É um retrocesso, sem dúvida, mas a batida do martelo no caso não foi inesperada para mim, acostumado a observar inúmeros casos de discriminações profissionais país afora. (O que esperar dos homens, se o próprio homem vive chafurdado na hipocrisia?)
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De tudo que eu li nos últimos dias sobre a triste decisão do STF, o que mais me chamou atenção foi a opinião magoada e realista do jornalista e amigo José Pedriali, que faço questão de reproduzir aqui.
Lamentável, senhores ministros!
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Os homens de toga provaram que desconhecem completamente a complexidade do jornalismo, mas culpo também a própria categoria dos jornalistas, que de um modo geral sempre foram totalmente desunidos e desinteressados.
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Tenho que admitir: é uma classe fraca, totalmente desmotivada, sem mobilização, sem poder de pressão e que anda, há muito, com a autoestima abalada, fatores que pesaram (ou não pesaram nada) na decisão dos juízes.
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Mas quero crer numa luz no fim do túnel. Confio na frase bem proferida pelo jornalista e presidente da Biblioteca Nacional, Moniz Sodré, para quem a decisão do Supremo pode ser útil para levar a uma reflexão sobre qualificação profissional dos jornalistas.
Disse ele: “Crise também significa oportunidade. É uma boa chance para se discutir o que é jornalismo e o que é informação hoje”.

2 comentários:

Patrick disse...

boa essa dos jornalistas piratas

Marianna disse...

Que bola fora a dos juízes...