quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Em breve a gente volta

Vamos entrar em recesso por uns tempos. Estamos cheios de serviço (ainda bem!!). Em breve retornaremos.

Pseudo-candidatos usam mídia

Está aberta a temporada de especulações. A menos de um ano das eleições, muita gente se diz pré-candidata sem o sê-la. O objetivo é óbvio: valorizar o seu passe político e principalmente ficar em evidência na mídia.
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O problema é que na imprensa há muitos jornalistas ingênuos e jornalistas espertinhos demais que usam os seus veículos para atenderem a interesses eleitoreiros. Os ingênuos, não. Estes acabam dando espaço eleitoral na mídia por serem “focas” ou por não terem muita experiência na área política.
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Via de regra, candidato mesmo só o será quem já tem mandato. Aqueles que não têm vão ter que rebolar muito dentro dos seus partidos e nas futuras coligações. Hoje, uma campanha eleitoral, para qualquer cargo, custa muito – e não estou falando de dinheiro, somente.
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Para se eleger presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual a menos de um ano do pleito, o interessado precisa acordar com lideranças regionais e municipais competentes e “acordar para a vida”. Quer dizer: precisa fazer bons acordos para se obter apoios de importantes cabos-eleitorais (prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, suplentes, empresários e líderes comunitários) e dedicar bastante atenção às regiões. Melhor ainda se as articulações regionais forem feitas com uma antecedência de pelos menos dois anos. É o tempo que um político sagaz gasta para plantar, adubar e fazer uma boa colheita nas urnas.
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Com raríssimas exceções, quem não tiver capilaridade eleitoral espalhada por todas as regiões NÃO VAI SE ELEGER. E não adianta colocar só dinheiro! Outros ingredientes também são importantes, exemplos? Responsabilidade, companheirismo, parceria, inteligência, boa relação, simpatia e acessibilidade ao Poder.

A CBN e o Repórter da História

O programa “Repórter da História”, da CBN Londrina, é uma produção muito bem feita. Em um minuto e pouco, Miriam Sampaio e o apresentador Widson Schwartz, famoso jornalista londrinense, contam um pedacinho da história de Londrina, que no final do ano estará comemorando 75 anos de emancipação.
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Não por acaso, a rádio programou 75 inserções inéditas, que devem encerrar justamente no dia 10 de dezembro, data de aniversário da cidade. Dias 11 e 12 de dezembro, porém, serão apresentados especiais.
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São 10 inserções por dia (uma inédita e nove reprises), distribuídas entre 6 e 21 horas. O programa tem citações da história do Brasil no Século 20, músicas da época de ouro do rádio, curiosidades sobre a Londrina antiga e entrevistas com personalidades e celebridades do município que marcam época.
Sintonize a 830 AM ou a 93,5 FM e aprecie o trabalho. Muito bom! Parabéns ao pessoal da emissora!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

HORA DO RECREIO

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Brasil perde. Culpa da altitude de novo?

Não acho. Acho que foi culpa da (falta de) atitude, isto sim. Faltou atitude na capital boliviana.
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Não sou especialista em futebol, mas, como todo brasileiro, gosto de dar uns pitacos neste que é o esporte mais popular do planeta.
Ontem, quando o Brasil perdeu de 2 a 1 para a Bolívia em La Paz, apareceram cronistas esportivos de renome nacional condenando jogos na altitude.
Como se sabe, a capital boliviana está a 3.600 metros acima do nível do mar e, nesta altura (e em que pese o trocadilho), o futebol de alto nível fica “prejudicado”, já que o ar rarefeito compromete o fôlego dos jogadores.
Existe gente dentro da própria Fifa, inclusive, que defende o fim de jogos oficiais nesta altitude.
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Ora, futebol é futebol e, onde tiver gente, tem que ser praticado, não importa o local.
Estamos no Século 21, a modernidade chegou, a tecnologia também, vivemos num mundo globalizado e o esporte, já há bastante tempo profissionalizado, deve ser praticado em todos os lugares, nas alturas e nas “baixuras”.
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Jogador de futebol profissional é muito bem pago, é fisicamente muito bem preparado, bem “sarado”, e justamente por ser atleta de alto nível precisa ter condições de praticar a “arte da bola” em qualquer canto do planeta.
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Torço para que a Fifa releve essas vozes ignorantes que querem baixar o nível do jogo (desculpe o trocadilho de novo).
Torço também para que, daqui mil anos, os jogadores e a nossa Seleção tenham trocentos títulos mundiais, inclusive jogando e ganhando campeonatos a – por que, não! – 3.600 metros “abaixo” do nível do mar.
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Não duvido que o futebol, daqui a um milênio (?), possa ser praticado debaixo d’água. Já pensou, o Brasil campeão na “Copa da Atlântida”?

sábado, 10 de outubro de 2009

LEC em outras páginas

Pobre Londrina! Notícias sobre o LEC já não são mais futebolísticas. Cabem melhor nas editorias locais e, se não tomar cuidado – como com a investigação sobre uma suposta falsificação de assinatura, por exemplo –, na editoria policial.
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Hoje, o Tubarão não trata de futebol propriamente dito. Trata de eleição para a nova presidência, das dívidas trabalhistas, da disputa de passes, das ações judiciais, do abandono da sede campestre...
Gente: é muita pobreza pra quem leva espantosos 10 mil espectadores num jogo da desmotivada Série D!
O time terá um dia uma solução definitiva, realista e motivadora para os londrinenses apaixonados por futebol?

Quais são os postos caros?

Além do caso envolvendo os “fabricantes” de gasolina adulterada, outra sonegação de nomes aconteceu na cobertura da imprensa sobre a autuação de cinco postos de combustíveis que estavam praticando abuso de preços. O fato também aconteceu ontem e foi patrocinado pelo Procon.
Cadê? Quais são os postos envolvidos?

HORA DO RECREIO

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Precisa de fumaça poluente?

Em tempos de valorização do meio ambiente e de combate à poluição, é tão necessário assim soltar fumaça preta no ar para simular um acidente aéreo visando o treinamento do Corpo de Voluntários de Emergência (CVE) do Aeroporto de Londrina? Pois é, aconteceu ontem e envolveu 50 voluntários e 40 recrutas do Tiro de Guerra, entre outros.
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São IMPORTANTÍSSIMOS esses treinamentos. Servem para testar os procedimentos de emergência, primeiros-socorros e transporte de feridos, mas acho que a fumaça, pretíssima, poderia ser poupada dos nossos céus sem comprometer os exercícios.
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Penso que bastariam os “atores” imaginarem a fumaça e simularem as suas consequências em acidentes deste tipo. A natureza agradece!

FOTO: Folha de Londrina

Espetacularização da notícia

Se você escreve, aparece ou fala nos meios de comunicação de massa (jornalista ou não) e quer se capacitar, olhe uma dica legal: alunos e professores de Jornalismo da Faculdade Maringá estarão promovendo a “12ª Semana Integrada de Estudos de Comunicação”, o Siecom, de 26 a 29 de outubro.
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Gostei do tema, “Mídia e Espetáculo: Quando a Notícia Vira Show?
Muita notícia vira espetéculo hoje em dia.
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As inscrições podem ser feitas até dia 15.
Mais informações no http://www.faculdadesmaringa.br/ ou no (44) 3027-1100.

Quais são os postos ‘sujos’?

Nove pessoas que estão sendo encaradas como “quadrilha” foram presas ontem pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e pelo Ministério Público de Londrina por supostamente “fabricarem” e comercializarem gasolina adulterada. Alguns deles inclusive têm postos de combustíveis em Londrina e na região.
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A mídia local deu a notícia, certo. Mas até agora não vi quase ninguém mencionar o nome dos envolvidos e, pior, não citaram o nome dos postos que vendem a gasolina suspeita. Também não entrevistaram o “outro lado”, os acusados. Por enquanto, só ouvi a CBN AM Londrina citar alguns nomes, assim como vi no site do Jornal de Londrina.
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Sonegar o nome dos envolvidos não é um demérito apenas da imprensa local. Acontece também a nível nacional, infelizmente. Falta coragem.
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Talvez a autoridade policial não possa citar os nomes, mas a Constituição garante ao bom jornalismo investigativo a menção dos ditos cujos. Faltou isso mais uma vez.
Pior para nós, otários consumidores. Agora, quando eu for abastecer o meu carro vou ficar desconfiado do posto. Os bons empresários também “pagam o pato”.
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Não e a primeira vez que abordo esta questão no blogue. Um exemplo, aqui.

HORA DO RECREIO

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Uma única árvore não faz uma floresta.

Provérbio Chinês

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Perseguindo a Classe Média

O Governo Lula, como sempre, está com fome de imposto, e por isso resolveu morder justamente na classe mais produtiva do país: a classe média. A receita Federal resolveu mirar as fraudes que são cometidas por contribuintes desta camada da população e, de quebra, anunciou que vai atrasar as restituições do Imposto de Renda deste ano, referente ao ano passado.
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Ô, veículos de comunicação de massa, vamos atrás disso! A cobertura intensiva dessas notícias é importante para formar opinião. Não estou vendo muito “barulho” em cima, deveria ter mais.
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Sou a favor que se persiga TODOS os sonegadores, independentemente de classe social. Mas aqui no Brasil, via de regra, é a classe média quem paga o pato, porque o rico sonega (este sim, sonega muito) e o pobre é isento de imposto. Sobra, portanto, pra quem está no meio – justamente a principal camada que recolhe imposto na fonte.
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Por que a Receita não tenta recuperar os impostos que deixaram de ser pagos pela Petrobras e que culminaram com a demissão da secretária Lina Vieira? Por que não descobrem as falcatruas fiscais de grandes corporações, de ONGs, Oscips, de grandes empresas?
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Imprensa: queremos formar opinião!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Notícia que não foi notícia

Precisou uma cidadã do Cinco Conjuntos dar um “pito” geral para que os grandes veículos de comunicação corressem atrás da notícia.
Tudo começou segunda-feira de manhã, dia em que um órgão da prefeitura de Londrina foi assaltado e nada havia sido noticiado até o dia seguinte.
Veja a carta que recebemos e que já foi lida ontem em rádios e até na blogosfera local:

Por que ninguém da imprensa londrinense noticiou nesta segunda-feira, dia 5/10, o assalto à mão armada que aconteceu no Centro de Referência de Assistência Social da Zona Oeste, que fica no Jardim Avelino Vieira? O fato aconteceu por volta das 11:30 e os dois assaltantes, encapuzados e armados com pistolas, renderam cerca de 10 funcionários da unidade, trancaram todos no banheiro, cortaram os fios telefônicos, roubaram os pertences pessoais, celulares particulares e dinheiro, além de computadores, máquinas, telefones e outros objetos do local – quer dizer: objetos “públicos”, da Prefeitura e da Secretaria de Assistência Social.

Uma das funcionárias também teve o seu carro roubado.

Por sorte, os bandidos não fizeram nada pior fisicamente contra as vítimas, a grande maioria, mulheres. Digo “fisicamente” porque o ato do assalto, por si só, já é uma agressão moral e psicológica. Com certeza todos ali ficaram aflitos e sofreram traumas qu e certamente marcarão o resto das suas vidas.

E nada de a imprensa falar... o que é intrigante, porque eu soube que o fato foi registrado na delegacia.

Seria importante a participação da imprensa porque a comunicação de massa pode ajudar a polícia a identificar os meliantes, que são oriundos de um assentamento localizado ali perto.

O que me deixa mais triste, porém, é o comportamento amedrontado da comunidade do entorno daquele CRAS, que, segundo dizem, é atendida o dia todo com simpatia e atenção, mas que mesmo assim não retribuiu chamando a polícia no momento do ato.

Muitas vezes a unidade fica lotada de gente, mas “estranhamente”, talvez até por cumplicidade, ninguém daquela comunidade apareceu por lá nos 30 minutos do assalto. Ninguém, nem um que fosse!

Sou vizinha e muito amiga de uma funcionária de um outro CRAS, e por isso soube de detalhes desta história hoje à tarde. Ela mesmo, que não passou por isso, ficou assustada pela ousadia dos ladrões e sentiu muito pelo sofrimento das colegas, por isso estou relatando a vocês o acontecido. Fiquei indignada, acho que o ocorrido não pode passar em branco.

Senhoras autoridades: aquele local, assim como as outras unidades de atendimento social da cidade, precisam de segurança URGENTE! Estes postos dos CRAS não têm nenhum segurança, os funcionários ficam a mercê dos bandidos, trabalham amedrontados e não têm qualquer apoio em segurança e em infra-estrutura. Será que a Guarda Municipal vai resolver?

Por favor, vocês das rádios, jornais e tevês, ajudem divulgando e chamando a atenção das autoridades!

Muito Grata,

Maria Aparecida Cardoso, microempresária, moradora do Vivi Xavier.

sábado, 3 de outubro de 2009

HORA DO RECREIO

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Viva Rio! Viva Brasil

Brasil, sede da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, e tudo na mesma década – e tudo com apenas dois anos de diferença um do outro. Em outras palavras, o nosso país sediará os dois maiores eventos mundiais em intervalos curtos, o que, queiram ou não os adversários e pessimistas, colocará o Brasil à porta da elite econômica e social do mundo globalizado.
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Não, não é ufanismo da minha parte. É realismo puro!
É sabido que grandes eventos, e eventos desta natureza, focam os olhos de todos os povos para uma determinada região, e quando tudo isso acontece num curtíssimo espaço de tempo, a nação fica naturalmente em evidência social e econômica.
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Hoje, de cada nove empregos criados no mundo, um é gerado pelo turismo, e o turismo de eventos (Copa e Olimpíada) com certeza está na linha de frente na geração de empregos, de renda e de oportunidades. O turismo de eventos, de negócios e o turismo contemplativo rodam a roda do círculo virtuoso em todo o mundo.
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Brasil, um país de contrastes. Muita corrupção, muita malandragem, muita violência, muito trânsito, muitas bobagens, muitas hipocrisias, muitas incongruências, muitas injustiças. Mas também uma nação poderosa, de grandes potenciais, de presença, de autoestima, de vontade, de trabalho, de dedicação, de alegria.
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Fomos o último a entrar na crise globalizada do final do ano passado e o primeiro a sair. Tivemos uma “marolinha”, apenas. É, ele disse isso. De qualquer forma, demos exemplo, que muitos queriam seguir.
Por falar nele, no espertíssimo Lula (e só no Lula, não no desgastado PT), ele pavimenta o seu retorno ao Palácio em 2014 – o ano da Copa que “ele” trouxe – para um mandato de pelo menos mais quatro anos – incluindo o ano das Olimpíadas, que “ele” também trouxe.
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A despeito, porém, do populismo e dos interesses eleitoreiros do nosso Presidente, a jogada política consagrada há pouco com o anúncio do Rio-2016 é importante para levantar o moral dos sofridos brasileiros. De nós. É, porque também necessitamos de autoestima, assim como de água e de comida.
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Hoje, o Brasil não é um país qualquer. Melhorou seu handcap mundial, está um grau acima dentre os chamados países “em desenvolvimento”.
Dentro do badalado “BRIC” (Brasil, Rússia, Índia e China), é o único que terá o binômio Copa-Olimpíada praticamente conjugada. (Os outros três um dia também terão, mas vai ser depois...)
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De outro lado, o Brasil de hoje é uma nação rica dentro do pobre continente sul-americano. Os nossos hermanos, com o perdão da palavra, não são nada e estão muito longe de nós, no desenvolvimento social (com exceção dos chilenos), na economia e, claro, no carnaval e no futebol.
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Olha, não é por nada, não: estamos causando inveja no lado debaixo do equador sul-americano (viu Chávez, viu Cristina, viu Morales?).