segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Brasil perde. Culpa da altitude de novo?

Não acho. Acho que foi culpa da (falta de) atitude, isto sim. Faltou atitude na capital boliviana.
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Não sou especialista em futebol, mas, como todo brasileiro, gosto de dar uns pitacos neste que é o esporte mais popular do planeta.
Ontem, quando o Brasil perdeu de 2 a 1 para a Bolívia em La Paz, apareceram cronistas esportivos de renome nacional condenando jogos na altitude.
Como se sabe, a capital boliviana está a 3.600 metros acima do nível do mar e, nesta altura (e em que pese o trocadilho), o futebol de alto nível fica “prejudicado”, já que o ar rarefeito compromete o fôlego dos jogadores.
Existe gente dentro da própria Fifa, inclusive, que defende o fim de jogos oficiais nesta altitude.
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Ora, futebol é futebol e, onde tiver gente, tem que ser praticado, não importa o local.
Estamos no Século 21, a modernidade chegou, a tecnologia também, vivemos num mundo globalizado e o esporte, já há bastante tempo profissionalizado, deve ser praticado em todos os lugares, nas alturas e nas “baixuras”.
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Jogador de futebol profissional é muito bem pago, é fisicamente muito bem preparado, bem “sarado”, e justamente por ser atleta de alto nível precisa ter condições de praticar a “arte da bola” em qualquer canto do planeta.
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Torço para que a Fifa releve essas vozes ignorantes que querem baixar o nível do jogo (desculpe o trocadilho de novo).
Torço também para que, daqui mil anos, os jogadores e a nossa Seleção tenham trocentos títulos mundiais, inclusive jogando e ganhando campeonatos a – por que, não! – 3.600 metros “abaixo” do nível do mar.
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Não duvido que o futebol, daqui a um milênio (?), possa ser praticado debaixo d’água. Já pensou, o Brasil campeão na “Copa da Atlântida”?

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