sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Viva Rio! Viva Brasil

Brasil, sede da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, e tudo na mesma década – e tudo com apenas dois anos de diferença um do outro. Em outras palavras, o nosso país sediará os dois maiores eventos mundiais em intervalos curtos, o que, queiram ou não os adversários e pessimistas, colocará o Brasil à porta da elite econômica e social do mundo globalizado.
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Não, não é ufanismo da minha parte. É realismo puro!
É sabido que grandes eventos, e eventos desta natureza, focam os olhos de todos os povos para uma determinada região, e quando tudo isso acontece num curtíssimo espaço de tempo, a nação fica naturalmente em evidência social e econômica.
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Hoje, de cada nove empregos criados no mundo, um é gerado pelo turismo, e o turismo de eventos (Copa e Olimpíada) com certeza está na linha de frente na geração de empregos, de renda e de oportunidades. O turismo de eventos, de negócios e o turismo contemplativo rodam a roda do círculo virtuoso em todo o mundo.
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Brasil, um país de contrastes. Muita corrupção, muita malandragem, muita violência, muito trânsito, muitas bobagens, muitas hipocrisias, muitas incongruências, muitas injustiças. Mas também uma nação poderosa, de grandes potenciais, de presença, de autoestima, de vontade, de trabalho, de dedicação, de alegria.
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Fomos o último a entrar na crise globalizada do final do ano passado e o primeiro a sair. Tivemos uma “marolinha”, apenas. É, ele disse isso. De qualquer forma, demos exemplo, que muitos queriam seguir.
Por falar nele, no espertíssimo Lula (e só no Lula, não no desgastado PT), ele pavimenta o seu retorno ao Palácio em 2014 – o ano da Copa que “ele” trouxe – para um mandato de pelo menos mais quatro anos – incluindo o ano das Olimpíadas, que “ele” também trouxe.
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A despeito, porém, do populismo e dos interesses eleitoreiros do nosso Presidente, a jogada política consagrada há pouco com o anúncio do Rio-2016 é importante para levantar o moral dos sofridos brasileiros. De nós. É, porque também necessitamos de autoestima, assim como de água e de comida.
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Hoje, o Brasil não é um país qualquer. Melhorou seu handcap mundial, está um grau acima dentre os chamados países “em desenvolvimento”.
Dentro do badalado “BRIC” (Brasil, Rússia, Índia e China), é o único que terá o binômio Copa-Olimpíada praticamente conjugada. (Os outros três um dia também terão, mas vai ser depois...)
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De outro lado, o Brasil de hoje é uma nação rica dentro do pobre continente sul-americano. Os nossos hermanos, com o perdão da palavra, não são nada e estão muito longe de nós, no desenvolvimento social (com exceção dos chilenos), na economia e, claro, no carnaval e no futebol.
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Olha, não é por nada, não: estamos causando inveja no lado debaixo do equador sul-americano (viu Chávez, viu Cristina, viu Morales?).

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