domingo, 30 de maio de 2010

Uma ideia é um pensamento que ficou de pé.

Henri Bergson

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Na vida comum seremos sucedidos. Com coragem, seremos bem-sucedidos.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

HORA DO RECREIO

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Como recuperar uma imagem perdida?

Todo mundo vive acima ou abaixo da linha que divide o bem e o mal, do prestígio público e do rebaixamento moral. Quando uma pessoa está bem acima da linha e, da noite para o dia, cai lá para baixo, é porque as suas relações e os conceitos sociais foram terminantemente abalados. É o que aconteceu recentemente em Londrina com o conhecido e então prestigiado Padre Sílvio Andrei.
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O Caso Sílvio Andrei deve tornar-se emblemático. Poderá virar tese de mestrado e doutorado nos bancos escolares, talvez nos cursos de psicologia, sociologia, comunicação, marketing, por aí.
Seria uma grande oportunidade para os acadêmicos experimentarem uma lição valiosíssima: como recuperar integralmente a imagem pública de uma pessoa cujo caráter, então ilibado, foi posto em xeque?
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É uma pergunta interessante. É possível recuperar a imagem considerando o contexto dos fatos e a perplexidade pública que deste afloraram? Acredito que, em tese, sim, mas somente através da execução de um trabalho de longuíssimo prazo.
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Não sei como, mas talvez primeiramente e mais importante seria o padre reunir um grupo de pessoas de alto nível para formar o que modernamente é conhecido por “gabinete de crise”. Este grupo teria pessoas do seu círculo pessoal e de confiança, mas também seria recheado por profissionais gabaritados e de competência reconhecida de diversas áreas, mas principalmente nas especialidades de comunicação, marketing, publicidade, relações públicas e psicologia social.
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Esta equipe estudaria o caso profundamente e elaboraria uma estratégia de ação para ser executada dentro de um cronograma preestabelecido, de forma que, quem sabe, a imagem pública do padre fosse restaurada aos poucos.
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Isso tudo aí em cima é uma ideia, apenas. Não sei se é por aí. Fica, então, a sugestão para que o caso seja debatido e trabalhado academicamente nas faculdades e universidades. É o local apropriado.
Do estudo e do trabalho de campo, pode derivar uma boa contribuição para a sociedade e, principalmente, para o padre. Todos ganham.

sábado, 15 de maio de 2010

Cuidado com pesquisas fajutas

A campanha eleitoral está chegando e, junto, vem a proliferação dos pseudoinstitutos de pesquisa. O que há de malandragem neste meio é de arrepiar, principalmente em cidades de pequeno e médio porte.
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Estou falando de “institutos” versão 2010, que surgem da noite para o dia, que se "propoem" a fazer basicamente pesquisas internas, sem divulgação em mídia, apenas para o consumo pessoal de alguns partidos e dos postulantes a uma candidatura.
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Muita gente quer faturar de maneira ilícita e, principalmente, imoral. Sabotam os números sem qualquer parâmetro e de forma promíscua e antiética. Nem o básico fazem, que é sair a campo para as entrevistas – aliás, jamais fariam isso porque seria a parte da pesquisa que mais custaria.
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Esses institutozinhos agem assim porque sabem que seus "clientes" se constrangem e não vão lhes pedir atestado comprobatório, e os números, quaisquer que sejam eles, são perfeitamente manipuláveis e justificáveis.

Coitados dos pré-candidatos debutantes, ingênuos e bem intencionados! Coitados e, CUIDADO!!!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Terceirização
rima com
corrupção?

quinta-feira, 13 de maio de 2010

HORA DO RECREIO

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terça-feira, 11 de maio de 2010

Quem são eles?

A curiosidade do londrinense anda muito aguçada. Ele quer saber quem são as 11 pessoas detidas até agora pela Polícia Federal no caso CIAP.
Cartas são enviadas aos jornais e recadinhos, aos programas jornalísticos das rádios. Todos querendo saber quem são.
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Acho que esta é uma boa hora para os jornalistas londrinenses qualificados praticarem o jornalismo investigativo, afinal, o processo da PF não corre em segredo de justiça e, até onde eu sei, ainda que eles estejam em prisão temporária ou provisória, nada impede a competência jornalística – desde que se atenham aos fatos, claro!
Furo de reportagem é furo de reportagem.

Nada de Ganso, Neymar, Adriano...

Engraçado como funciona o lobby futebolístico no Brasil. A imprensa paulista, que influencia boa parte do território nacional, fazia força pela convocação dos santistas Ganso e Neymar. Já a crônica carioca, que alcança outra parte do nosso território, jogava as fichas no flamenguista Adriano. E os jornalistas gaúchos e mineiros, que influenciam o restante do país – uma pequena parte, é verdade –, não se entendiam porque o que vale mais, nessas horas, é a rixa local.
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Não vingou, porém, a pressão de nenhum dos jornalistas regionalizados. Dunga não chamou nenhum dos três, e muito menos o baladeiro Ronaldinho Gaúcho. Nem o Alexandre Pato. Preferiu o futebol de resultados, montou uma seleção pragmática, sem craaaques.
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Concordo com a seguinte tese: o que vale numa Copa do Mundo (um torneio de tiro curto, de apenas sete partidas), é mais resultado e menos beleza. Vale o título, não os shows dos Meninos da Vila. Mais vale trazer o hexa do que fazer seis belíssimas partidas e perder a última.
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Agora, é torcer pela nossa Seleção. E, sinceramente, acho que temos boas perspectivas. Esse mesmo time, que tem 20 “estrangeiros” e três nacionais (Gilberto, Kleberson e Robinho), é a mesma seleção globalizada e vitoriosa da Copa América e da Copa das Confederações. Sua base, aliás, é a que classificou o Brasil nas Eliminatórias com três rodadas de antecedência. Quer dizer, são homens competentes e experientes em jogos internacionais.
Chance, temos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas.

Thomas Cray

HORA DO RECREIO

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domingo, 9 de maio de 2010

A dengue das autoridades

A imprensa cobra demais da comunidade quando se trata do controle e da prevenção contra a dengue, mas pouco cobra das autoridades, que não cumprem a sua parte quando se trata de deixar limpos os seus próprios imóveis. Um exemplo é o imenso terreno abandonado de 13.627 metros quadrados da Aeronáutica que existe ali perto do HU e da Apae, em Londrina.
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Há mais de um ano o terreno não é limpo, nem por dentro e nem por fora. Aliás, o mato já tomou a calçada e agora avança pela rua.
Lá existem algumas ruínas do antigo matadouro municipal e uma caixa d’água abandonada de mais de 50 anos, que ainda está de pé, inclusive oferecendo riscos de desabar. A caixa tem uma parte aberta em cima e, com certeza, acumula água de chuva, parada, para a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
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Colegas, vamos pegar no pé das autoridades também!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Vereador negou. Claro que negou!

Ainda não vi os jornais de amanhã e os noticiários das TVs e das rádios sobre a coletiva de hoje do vereador londrinense Jacks Dias a respeito das novas denúncias, agora envolvendo-o no caso da Centronic. Mas pelos blogues que vi agorinha, chamou-me a atenção alguns títulos: “Jacks Dias diz que não recebeu propina”, “Jacks negou”, “Vereador diz que não recebeu nada”, “Jacks nega”... e coisas do gênero.
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É obvio que ele negaria a participação no caso, não poderia ser diferente. Também duvido que ele chamaria uma coletiva de imprensa para confirmar que participou do suposto rolo. (Nada contra o Jacks, estou usando o caso dele porque é o mais recente escândalo londrinense. A minha opinião vale para todos os envolvidos em suspeição.)
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Portanto, duvido que um dia aparecerá algum acusado, qualquer que seja ele, chamando uma coletiva para admitir a sua participação em algum esquema fraudulento de forma que renda títulos de matérias mais chamativos. Os títulos destes blogues, pois, poderiam ser mais criativos e interessantes.
Vamos ver, agora, a linha das chamadas que será adotada pelas rádios, TVs e jornais.

Vale uma reflexão

"Chupado" sem constrangimento do blogue do Pedriali. Achei legal e por isso resolvi compartilhar com você:


Uma revolução no jornalismo

Ethevaldo Siqueira

A internet está criando um novo jornalismo. A cada dia me convenço mais da importância da web como nova e poderosa alavanca do debate de assuntos políticos e de grandes temas nacionais. Tudo que escrevemos está sujeito ao debate, à correção e à contestação pelos leitores, à ampliação de seus horizontes ou à confirmação de sua procedência. Isso é extremamente positivo e salutar.

Não tenho dúvida em afirmar que a internet está criando uma espécie de escola de democracia. Esse é o grande papel educativo que o novo jornalismo eletrônico começa a desempenhar, não mais como mídia unidirecional e, sim, interativa, com a participação do leitor ou internauta.

Jornalistas e leitores aprendem a dialogar, com uma frequência que não existia no passado. Mas, como tudo na vida, esse novo ambiente tem duas faces. A positiva e altamente benéfica que destacamos logo de início – como fórum permanente de debates, formador de uma nova consciência democrática. A negativa, decorrente do despreparo de muitos e do patrulhamento das tropas de choque que querem dar a impressão de que a grande maioria da população defende suas teses. Por sorte, a face negativa não se sustenta e acaba sendo desmoralizada.

Outro problema ainda a superar é a linguagem de palanque que domina boa parcela dos comentários, bem como a tática muito comum de atacar o interlocutor, em lugar de refutar seus argumentos. Isso sem incluir os comentários que, por sua linguagem chula, ofensiva e impublicável, são simplesmente deletados.

Não tenho dúvida que, com o tempo, com uma experiência mais longa neste novo meio de comunicação altamente interativa, todos os jornalistas aprenderão a dialogar com seus leitores, não apenas publicando seus comentários, mas respondendo, na medida do possível, a todas as suas indagações.

Isso ainda não acontece em todos os veículos. Na verdade, nós, jornalistas e leitores, ainda temos muito dos condicionamentos e deformações do jornalismo do passado. Não duvido, entretanto, que já estamos avançando com uma rapidez impressionante.

Outra falha do passado era a atitude de alguns colunistas e editorialistas que se comportavam como verdadeiros donos da verdade e pareciam simplesmente ignorar a opinião dos leitores. Hoje tudo tende a ser diferente, com a ampliação do número de portais dos grandes jornais, revistas, emissoras de rádio e TV e a proliferação dos blogs. Com a abertura de espaços cada dia maiores à grande massa de leitores, caem os mitos, as ideias preconcebidas, os estereótipos maliciosos sobre a imprensa e sua função social. Até porque nenhum jornal ou revista eletrônica sobreviverá sem essa abertura.

Como colunista e bloguista, tenho tentado responder a todos os comentários respeitosos que recebo e, em especial, a todas contestações ao conteúdo do que escrevo. Fico feliz porque a grande maioria dos comentários que me chegam, favoráveis ou contra, são enriquecedores do debate. Outros, nem tanto. Outros ainda totalmente inadequados, porque fogem ao cerne da questão e investem contra o interlocutor, o veículo ou sua suposta desonestidade intelectual.

Reitero minha afirmativa: sou otimista. E, tenho certeza, no futuro, tudo será muito melhor. Leitores e jornalistas, nos próximos anos, serão muito mais interativos, mais respeitosos, mais complementares, mais cidadãos, mais comprometidos com a verdade e menos suscetíveis de posições apaixonadas e radicais.

Que acha você, internauta, destas minhas opiniões?

Ethevaldo Siqueira, de estadao.com.br

terça-feira, 4 de maio de 2010

HORA DO RECREIO

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sábado, 1 de maio de 2010

BBB pernicioso no futebol

O futebol brasileiro já foi romântico. Hoje, não mais. Com tantas câmeras de vídeo espalhadas pelo perímetro do campo, o jogador sente-se vigiado nos 90 minutos, e nem os reservas e o técnico escapam.
Acontece que tal tecnologia – de um modo geral bem vinda, sem dúvida – acaba por tirar um pouco a graça do futebol, pois, queira ou não, intimida a qualidade dos jogadores, uns em maior e outros em menor grau.
Hoje, as promotorias públicas, as federações e seus tribunais de justiça desportiva andam à caça de jogadores que xingam adversários ou que fazem sinais chulos para a torcida. E tudo ostensivamente repercutido pela chamada crônica esportiva.
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Xingar e fazer gestos obscenos sempre existiram dentro das quatro linhas. Aliás, fazem parte do jogo, porque quando 22 jogadores estão ali, correndo atrás da bola, encontram-se extremamente concentrados e sofrendo pressões de toda ordem. Por isso eu, sinceramente, acho atos do gênero perfeitamente natural e perdoável. Sim, perdoável! Xingamento no futebol não ofende a honra e nem a dignidade de ninguém.
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E daí que um jogador xingou o outro? Quem não xinga? E daí que o cara gesticulou para a torcida? Quem nunca fez algo assim publicamente, ainda que de forma tímida, que atire a primeira pedra! E olhe a hipocrisia... Priiii, falta!!!
Xingar e gesticular durante uma partida são coisas de momento, depois que o jogo acaba e os excessos emocionais dos jogadores caem, tudo volta ao normal. Deixem pra lá, não há ofensas, nada.
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O moderno futebol do Século 21 tira um pouco do clima, cerceia um pouco a alegria que abundava antigamente, nos saudosos anos 50 e 60. Daqui a pouco os promotores e a justiça desportiva vão ficar só por conta do BBBola e vão esquecer o mais importante: punir jogadores por praticarem lances realmente perigosos e que exclusivamente colocaram em risco a “integridade física” dos seus adversários. Deveriam se ater a isso, apenas, e não ficar procurando tolices que mais prejudicam do que contribuem.
O futebol, meu caro, não nasceu pudico, nunca foi um campo de moralismo ou um exemplo de recato para os desportistas e as pessoas. As intempéries morais, aí, fazem parte do jogo.
Por favor, preocupem-se com fatos mais importantes. Deixem a bola rolar e, bola pra frente!

Cuidado com a libertinagem de expressão

Ano eleitoral é o ano dos blogues terroristas, que mais prestam desserviço do que serviço. Muitos pseudoblogueiros se passam por jornalistas para servirem a interesses eleitoreiros, e quando se sentem ameaçados ou criticados evocam a decantada “liberdade de expressão” – que, nestes casos, traveste-se de “libertinagem de expressão”.
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Com o advento do sempre crescente meio eletrônico e das inúmeras redes sociais da internet, a comunicação social ingressou numa séria crise existencial. Alguma ferramenta, eletrônica ou não, precisa se implementada para se exigir o mínimo de responsabilidade dos proprietários e dos editores destas mídias, sob pena de enveredarmos no suspeitíssimo buraco da contrainformação delinquente. (Se você me perguntar o que pode ser feito, não saberei te responder neste momento. Ainda estou formando opinião)
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Há um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados, assinada por Gerson Peres (PP-PA), que pode ser usado como marco desta discussão. Será, quem sabe, uma boa oportunidade para um amplo debate a respeito do uso dos blogues como meio de comunicação. É o fórum adequado. Espero que o deputado autor possa oportunamente promover uma importantíssima audiência pública a respeito antes de sua votação em plenário.
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De qualquer forma, qualquer que seja a lei brasileira ou internacional que tente responsabilizar os blogueiros, ela não deve ter conotação de censura ou de perseguição política ou intelectual. Isto é primordial para a verdadeira e imperativa liberdade de expressão.