quarta-feira, 19 de maio de 2010

Como recuperar uma imagem perdida?

Todo mundo vive acima ou abaixo da linha que divide o bem e o mal, do prestígio público e do rebaixamento moral. Quando uma pessoa está bem acima da linha e, da noite para o dia, cai lá para baixo, é porque as suas relações e os conceitos sociais foram terminantemente abalados. É o que aconteceu recentemente em Londrina com o conhecido e então prestigiado Padre Sílvio Andrei.
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O Caso Sílvio Andrei deve tornar-se emblemático. Poderá virar tese de mestrado e doutorado nos bancos escolares, talvez nos cursos de psicologia, sociologia, comunicação, marketing, por aí.
Seria uma grande oportunidade para os acadêmicos experimentarem uma lição valiosíssima: como recuperar integralmente a imagem pública de uma pessoa cujo caráter, então ilibado, foi posto em xeque?
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É uma pergunta interessante. É possível recuperar a imagem considerando o contexto dos fatos e a perplexidade pública que deste afloraram? Acredito que, em tese, sim, mas somente através da execução de um trabalho de longuíssimo prazo.
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Não sei como, mas talvez primeiramente e mais importante seria o padre reunir um grupo de pessoas de alto nível para formar o que modernamente é conhecido por “gabinete de crise”. Este grupo teria pessoas do seu círculo pessoal e de confiança, mas também seria recheado por profissionais gabaritados e de competência reconhecida de diversas áreas, mas principalmente nas especialidades de comunicação, marketing, publicidade, relações públicas e psicologia social.
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Esta equipe estudaria o caso profundamente e elaboraria uma estratégia de ação para ser executada dentro de um cronograma preestabelecido, de forma que, quem sabe, a imagem pública do padre fosse restaurada aos poucos.
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Isso tudo aí em cima é uma ideia, apenas. Não sei se é por aí. Fica, então, a sugestão para que o caso seja debatido e trabalhado academicamente nas faculdades e universidades. É o local apropriado.
Do estudo e do trabalho de campo, pode derivar uma boa contribuição para a sociedade e, principalmente, para o padre. Todos ganham.

3 comentários:

Eliane disse...

É isso aí, Marcelino. Todos somos passíveis de erros, mas temos que ser humildes e assumí-los, pedindo perdão a Deus e àqueles que prejudicamos. Essa é a atitude que esperamos das pessoas, principalmente daqueles que realmente conhecem a palavra de Deus.

Reinaldo C. Zanardi disse...

Marcelino, tomo emprestado o título do livro do Carlos Dornelles "Deus é inocente - a imprensa não". Mas neste caso, não há padre, imprensa e polícia inocentes.

Nem mesmo o espectador que gosta de sangue, suor e lágrimas. Sim! Porque a notícia virou show, com a conivência de todos.

Quando dermos um basta na informação espetacularizada, e isso cabe a nós profissionais, fontes e espectadores, talvez tenhamos uma mídia de melhor qualidade que influencia em melhor qualidade a sociedade em geral.

Marcelino disse...

EXATAMENTE, Reinaldo! Você não me deixou nenhuma brecha para discordá-lo! rsrs
Parabéns!